Imagem de fundo do header
Upgrade de RAM vale a pena?
Home  >  Review
REVIEW

Upgrade de RAM vale a pena?

Fizemos o teste para saber em que situações você ganha e em quais vai jogar dinheiro fora

Mário Nagano

Foto:

MemoriaO senso comum diz que o jeito mais simples de melhorar o desempenho de um computador é instalar mais memória. E essa crença tem lá seu fundo de verdade. Aumentar a RAM não garante um processador mais rápido, mas o torna mais eficiente, já que perde menos tempo para recuperar os dados armazenados na memória virtual. Para quem não sabe, memória virtual é um recurso pelo qual o sistema operacional utiliza o disco rígido como uma extensão da RAM quando esta está totalmente ocupada. Como a memória física é mais veloz que o disco rígido, tem-se a sensação de que o sistema ficou mais ágil.

A questão é: qual seria a quantidade ideal de memória RAM para executar as aplicações do dia-a-dia?  Com o preço das memórias em queda, é grande a tentação de atulhar o equipamento com o máximo possível de memória. Mas o ganho de desempenho corresponderia ao investimento? Para responder a essas perguntas e avaliar se esse upgrade vale de fato, o PC World Test Center realizou uma série de medições com um computador equipado com diferentes quantidades de RAM (128 MB, 256 MB, 512 MB, 1.024 MB e 2.048 MB).Os resultados mostraram que, tecnicamente falando, o aumento da memória RAM melhora o desempenho do computador. Em termos práticos, no entanto, o ganho é relativo, de acordo com a aplicação. Em outra palavras, dependendo do uso, talvez não compense adquirir além de uma determinada quantidade de RAM.

Os testes foram realizados com memórias do mesmo modelo e procedência, todos da linha Value RAM KVR400X64C3A, do tipo DDR 400, cedidas pela Kingston. A plataforma de testes foi montada sobre uma placa-mãe D865GVHZ com processador Pentium 4 de 2,8 GHz, fornecida pela Intel. Essa placa é do tipo tudoem-um, de modo que foi necessário adicionar apenas um disco rígido ST340014A de 40 GB, da Seagate, e uma unidade de CD-ROM para colocar o sistema em funcionamento. O sistema operacional utilizado foi o Windows XP Professional e o programa de teste adotado foi o PC WorldBench 5. Este programa utiliza um conjunto diversificado de aplicativos, garantindo assim uma visão geral do tempo gasto por programa para a execução de tarefas.

Devido à dificuldade de localização de pentes de 64 MB DDR 400, os testes com 128 MB foram efetuados no modo single-channel. Diferentemente, as outras medições foram realizadas em dual-channel, ou seja, usando pares de memória. Essa diferença pode ter influenciado os resultados no modo de 128 MB. Acreditamos, no entanto, que sirvam de referência, já que ainda é comum a oferta de computadores de custo acessível com 128 MB de RAM na configuração básica – alguns equipamentos até desabilitam o recurso dual-channel ao optar pela instalação de apenas um pente de 128 MB em vez de um par de pentes de 64 MB. Sob esse ponto de vista, a comparação com os testes com 256 MB é proveitosa, já que mostra o ganho de desempenho obtido com o upgrade mais óbvio neste caso, que é a adição de um segundo pente de 128 MB e a conseqüente ativação do modo dual-channel. Para saber mais sobre quanto o modo dual-channel impacta o desempenho, leia o texto Pista simples ou dupla?.

Cada aplicação é um caso
Os números da pontuação final do PC WorldBench 5 comprovam que
128 MB de RAM é realmente pouco para um computador comandado pelo sistema operacional Windows XP. O upgrade para 256 MB resultou em um ganho de desempenho de quase 9%. Foi menor apenas que a diferença entre 1.024 MB e 2.048 MB, que ficou em 13%. Curiosamente, as diferenças entre 256 MB e 512 MB e entre 512 MB e 1.024 MB ficaram em 1,3% e 2,4%, respectivamente.

Isso significa que valeria a pena instalar 2 GB de memória em um computador? Não necessariamente. Quando analisamos os resultados parciais obtidos pelo WorldBench 5, observamos que o maior benefício foi obtido pelas aplicações que sabem tirar proveito da memória extra, em especial aquelas que manipulam grandes arquivos de dados, imagens, áudio e vídeo. Alguns desses resultados podem ser vistos nos gráficos no texto Desempenho em foco. O fraco desempenho da configuração com 128 MB mostra que o sistema operacional aloca boa parte da memória RAM, deixando pouco espaço para os outros aplicativos. Normalmente, para esses programas acaba sobrando a memória virtual.

Com exceção do WorldBench 5, que usa uma pontuação geral, todos os resultados são apresentados em segundos. Assim, quanto menor o valor, melhor é o resultado. Analisando todas as informações coletadas, podemos concluir que 256 MB seria o total de memória mínimo para qualquer pessoa trabalhar confortavelmente com o sistema operacional Windows XP e as aplicações rotineiras, como processamento de texto, leitura e redação de e-mails, navegação na internet ou até mesmo edição de imagens simples. Mas a melhor relação entre custo e benefício fica em 512 MB. Essa quantidade de memória atende bem à maioria das aplicações atuais, incluindo editores de vídeo e os jogos de última geração mais exigentes.

Profissionais e entusiastas que utilizem mais intensamente seus computadores podem considerar 1.024 MB. Como observado anteriormente, no entanto, os ganhos podem ser mais pontuais do que gerais. Uma configuração com 2.048 MB, por sua vez, ainda parece um tanto fora da realidade devido ao seu custo – um par de 1 GB pode custar quase o mesmo que um computador de baixo custo – e deve ser considerada apenas por quem realmente necessita de muita memória, como usuários de programas de modelagem e sistemas CAD.

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail
Vai um cookie?

A PCWorld usa cookies para personalizar conteúdo e anúncios, para melhorar sua experiência em nosso site. Ao continuar, você aceitará o uso. Para mais detalhes veja nossa Política de Privacidade.

Este anúncio desaparecerá em:

Ir para o site