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StorageWorks DAT 72 USB facilita a cópia e a recuperação de dados

Mário Nagano

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StorageWorks Dat 72 - gdRecuperação de desastres não descreve apenas o movimento das autoridades e da população que sucede as grandes catástrofes, como terremotos, furacões e enchentes. Em tecnologia da informação, o termo refere-se às ações que precisam ser tomadas para colocar uma empresa em funcionamento depois que algum incidente interrompe seu funcionamento, seja um fenômeno natural, um defeito no servidor ou o uso inadequado de seus recursos.

Um plano de recuperação de desastres inclui muitos aspectos, e a cópia de segurança dos dados é um dos mais importantes. Para ajudar companhias de pequeno e médio porte nessas horas, a HP desenvolveu o sistema HP StorageWorks com USB 2.0, porta muito mais comum nos computadores atuais que a interface SCSI usada na maioria dos dispositivos da categoria.

Disponível nos modelos DAT 72 USB (4.400 reais) e DAT 40 USB (2.500 reais), o dispositivo utiliza unidades de Digital Audio Tape com capacidade máxima de armazenamento de 72 GB e 40 GB, respectivamente, e nível de compactação de 2:1 via hardware. Isso significa que a capacidade máxima de armazenamento pode variar para menos, dependendo do tipo de informação a ser gravada na fita. As fitas DAT da HP de 72 GB e 40 GB custam aproximadamente 65 reais e 35 reais, respectivamente.

Um recurso muito interessante do StorageWorks é a OBDR (One Button Disaster Recovery), tecnologia que permite recuperar a imagem de um disco inteiro diretamente da fita sem o uso de software adicional. Mas é necessário que o sistema de backup seja compatível com OBDR, o que não é o caso do utilitário que acompanha o Windows. Entre os produtos que já contam com esse recurso estão o Backup Exec, da Veritas, o ARCserve, da CA, e o NovaNet, da Novastor. Devido à popularidade das portas USB 2.0, outros equipamentos como workstations e notebooks das empresas podem tirar proveito do OBDR, além dos desktops e servidores.

Nos testes com a versão de 72 GB, o dispositivo mostrou-se uma solução de fácil instalação – basta carregar os drivers do CD e plugar o dispositivo em uma porta USB livre (de preferência não compartilhada) para que ele seja reconhecido – e uso, mas lento quando comparado a outras mídias. Para usuários acostumados com backups em CD, DVD ou mesmo disco rígido, o procedimento com fita exige paciência. Para fazer uma cópia completa de um disco com 18.693 arquivos ou 10,2 GB de dados, por exemplo, o software Tape-Ware que acompanha o produto levou em torno de 1h58m. Esse tempo total inclui a instalação do sistema de carga e registro do sistema e a rotina de autoverificação de todos os dados contidos na fita com o disco. A taxa de transferência de dados, segundo o próprio TapeWare, ficou em torno de 150 megabytes por segundo (MBps), com picos de até 172 MBps.

A segunda etapa do teste consistiu na recuperação do sistema via OBDR. Para que o procedimento funcione corretamente, é necessário que o computador seja capaz de iniciar o sistema via unidade de disco óptico com porta USB, o que pode ser visto na área de BIOS do sistema. Para iniciar o processo de recuperação é preciso inserir a fita com o backup do disco no StorageWorks, desligar e religar o periférico com o botão Eject pressionado e liberá-lo quando ambos os LEDs do painel começam a piscar alternadamente. Feito isso, é só ligar o computador que, se tudo correr bem, ele carregará uma versão do DR-DOS diretamente da fita e ativará o utilitário que restaura o sistema.

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