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HP lança laser por menos de 2 mil reais
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REVIEW

HP lança laser por menos de 2 mil reais

Nova Color LaserJet 2600n é simples, mas dá conta do reca-do

Mário Nagano

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HP laserApesar de não ser mais em conta que uma jato de tinta, a nova HP Color LaserJet 2600n impressiona pelo seu preço bastante reduzido para uma laser em cores: 1.999 reais.

Mais voltado para uso pessoal, pequenos escritórios ou até mesmo empresas maiores que precisam de algo para complementar o trabalho das suas lasers monocromáticas, a 2600n permite gerar documentos em cores, cujo impacto visual pode ser bem maior do que fosse feito apenas em preto. Isso pode ser uma vantagem competitiva na hora de elaborar uma proposta comercial ou entregar um relatório final para um cliente.

Para uma laser em cores, a 2600n até que é pequena, medindo 41,1 x 37,1 x 45,3 cm (LxAxP) e 18,4 kg, quase a metade do peso da Color LaserJet 3700, analisada em outubro de 2004.

Seu mecanismo de impressão é bastante simples: ao abrir sua tampa frontal, temos acesso aos cartuchos de toner (quatro ao todo) sendo que na parte de dentro da tampa, fica a cinta de transporte que puxa a mídia a ser impressa de maneira firme e uniforme pelos cilindros de imagem em direção ao fusor que fixa as cores no papel, saindo pela parte de cima do equipamento. Trata-se de um percurso quase que linear, o que facilita o uso de mídias mais espessas como envelopes ou papéis mais pesados como os cartões de 28 libras (105 gramas/m²).

Como seu principal atrativo é o preço, o usuário não deve esperar muito da 2600n em termos de recursos e desempenho. Por exemplo: sua memória interna é de 16 MB (não expansível) e não tem suporte para linguagens de impressão PCL ou PostScript. Em compensação, esse modelo já vem com porta de rede, um item relativamente raro em modelos de baixo custo.

Sua velocidade de impressão também é modesta: 8 ppm (páginas por minuto) tanto em cores quanto em preto e branco, resolução nativa de 600 ppp (pontos por polegada) e carga de trabalho mensal de 35 mil páginas/mês (contra 55 mil da 3700).

Sua bandeja de alimentação automática aceita apenas 250 folhas e sua entrada secundária nada mais é do que uma abertura na frente da própria bandeja de papel por onde o usuário pode inserir manualmente uma mídia por vez.

Os suprimentos de impressão seguem o padrão HP, ou seja, cartuchos de toner com cilindro integrado com capacidade de 2.500 impressões para o preto Q6000A (349 reais) e 2.000 para os ciano Q6001A, amarelo Q6002 e magenta Q6003A (399 reais cada) o que daria um custo de página impressa em preto na faixa de 14 centavos, um pouco alto mas dentro do que poderíamos esperar de uma laser de entrada (algo na faixa dos 12 centavos).

Como já foi dito anteriormente, desempenho não é o forte da 2600n, imprimindo a 6,7 ppm nos testes, tanto no modo normal, quanto rascunho (draft). No modo em cores, o desempenho caiu um pouco, mas nada que seja perceptível: 6,2 ppm.

Mas foi nos testes de gráficos que a 2600n se deu melhor, imprimindo nossa imagem de teste do Corel Draw em apenas 31,5 segundos, um resultado ótimo para uma HP, cujos drivers historicamente nunca se deram muito bem com esse aplicativo.

A qualidade dos textos e gráficos gerados a 600 ppp é muito boa, permitindo assim a geração de impressos com ótimo acabamento final para a maioria das aplicações do dia-a-dia.

Apesar disso, na reprodução de fotos, a 2600n gerou alguns efeitos curiosos, como leves sombras coloridas ao redor de contornos, que até lembram até um erro de registro numa impressão em offset. Ao analisar cuidadosamente tal ocorrência, notamos que se trata de variações bruscas de tonalidade nas áreas de alto contraste que foram realmente impressas e não causadas por algum desalinhamento mecânico. Como esse efeito não é generalizado e pode até passar desapercebido por uma pessoa menos avisada, pode-se dizer que a 2600n é capaz de reproduzir fotos de nível até bem aceitável, mas ela não é páreo para a atual geração de jatos de tinta fotográficas.

Desse modo, podemos afirmar que a 2600n é um produto voltado para o mesmo público que hoje utiliza uma jato de tinta para seus trabalhos em cores no cotidiano. E, por causa disso, não se deve esperar muito dela, como certos recursos avançados - fontes residentes, PostScript ou mesmo PCL.

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