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Proteção com sotaque russo
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Proteção com sotaque russo

Kaspersky Personal Security Suite oferece um bom antivírus, mas deixa a desejar como anti-spam

Renato Rodrigues

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Kaspersky Personal Security Suite 1.0 - tela1Conhecida no mercado de segurança pelo respeitado antivírus que produz, a Kaspersky segue o caminho natural para as empresas do ramo e lança uma suíte de segurança – com firewall, antivírus e anti-spam. O pacote Kaspersky Personal Security Suite promete proteger o computador de ameaças como invasões de hackers e infecções por vírus e spywares, mas deixa a desejar em alguns aspectos.

PC WORLD testou a versão 1.0 do programa, composto por três módulos: antivírus, anti-hacker (firewall) e anti-spam. A instalação, que exige até 100 MB de espaço livre no disco, começou com problemas – após uma série de mensagens de erro em “informatiquês”, o anti-spam recusou-se a instalar na primeira vez e exigiu nova tentativa.

Com tudo resolvido e o programa atualizado via web, o Kaspersky revelou-se um bom antivírus que agora tem acessórios, e não um produto realmente integrado. Para começar, o software não tem interface centralizada: há um ícone para controlar o antivírus, outro para o anti-hacker e nenhum para o anti-spam. Ao ler a documentação, o usuário – que precisa saber inglês, já que a versão em português ainda não tem data definida – descobre que o anti-spam deveria integrar-se ao Outlook ou Outlook Express, mas isso não aconteceu na máquina de teste, com Windows XP Professional e OE, ambos em português.

Como antivírus, não há o que reclamar do produto. Ele detectou todas as pragas instaladas na máquina e automaticamente apagou os arquivos infectados após fazer backup. Arquivos suspeitos são colocados na quarentena. Para completar, sua interface é simples e funcional.

Kaspersky Personal Security Suite 1.0 - tela2O módulo anti-hacker protege contra ataques externos e avisa se algum programa tenta transmitir dados. Durante a instalação, o software detectou corretamente os aplicativos que já tinham permissão de acesso (como o navegador e o MSN Messenger, por exemplo) e os deixou em paz. Para confirmar a eficiência do sistema, PC WORLD instalou o software de compartilhamento de arquivos Grokster, um assustador repositório de spywares e adwares. O programa avisou que as pragas tentavam acessar a web, mas as janelas de pop-up do software são confusas e exigem certo conhecimento técnico do usuário (problema comum entre os firewalls), que deve decidir entre bloquear o acesso, permitir uma vez ou criar uma regra de comportamento. Pelo lado externo, bombardeamos o sistema com uma série de ataques e port scans (procura por portas de comunicação abertas) – todas bloqueadas a contento.

O anti-spam revelou-se o ponto mais fraco do pacote. Além de não se integrar à interface do Outlook Express, o módulo mostrou não estar preparado para agir em português. Identificou corretamente como lixo eletrônico algumas mensagens, mas ignorou outras e apontou como suspeitos algumas legítimas. Apesar disso, possui capacidade para “aprender” com os hábitos dos usuários, que define o que é ou não spam. Como o programa não criou pastas dentro do OE, os e-mails ficaram todos na caixa de entrada, o que colabora para confusão gerada pelo volume de e-mails.

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