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Mandriva 2006 é uma distribuição Linux com ótima instalação e excelente detecção de hardware

Toni Cavalheiro

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mandrivaA expansão da Mandrake, que adquiriu as empresas Conectiva e Lycoris, deu origem a uma nova empresa e a mais sabor de Linux. O Mandriva 2006 tem duas versões disponíveis no Brasil: a PowerPack+, que é voltada para servidores e desktops, e a Discovery/Lx, criada apenas para estações de trabalho (respectivamente, R$ 299,90 e R$ 79,90).  Também há a Free Edition, disponível para download no endereço  , mas sem alguns softwares e recursos que fazem parte dos pacotes pagos.

Para começar, a instalação impressiona. A tradução para o português está perfeita, sem erros de ortografia e com termos técnicos bastante compreensíveis. Isso pode parecer óbvio, mas era um dos grandes problemas da distribuição Mandrake. Durante os testes, utilizamos um teclado USB com hub de duas portas incorporado. Pois o Mandriva detectou os dois dispositivos automaticamente e identificou até mesmo quando ligamos um mouse durante o processo de instalação. Na maioria das distribuições, a detecção automática de hardware só acontece no início do processo ou então após o reinício da máquina.

Outro ponto que chama a atenção é a tela de seleção de aplicativos. Em vez de configurações distintas para servidores e desktops, há apenas uma tela que permite que você escolha quais componentes serão instalados. É muito mais simples do que qualquer outra distribuição, principalmente para as pessoas que não estão acostumadas a instalar um Linux.

Mas até mesmo a ótima instalação do Mandriva tem o seu lado negativo. Para começar, o medidor de tempo da instalação é uma das coisas mais imprecisas que já vimos. A instalação completa em um Pentium 4 demorou cerca de 40 minutos, embora o tempo estimado variasse entre 10 minutos e 1h30. Segundo a documentação, deveria levar 15 minutos, mas a prática se mostrou bem diferente disso. Outro inconveniente foi a troca freqüente de CDs, muitas vezes fora de ordem.

Interface amigável, mas nem tanto
A interface do Mandriva herdou muitas características do Mandrake, principalmente no que diz respeito à chamada “amigabilidade”. Se o usuário conectar como root, que é a conta de administrador do sistema, o fundo de tela sempre fica vermelho, lembrando-o sobre os perigos de se usar esta conta. O ambiente gráfico padrão é o KDE 3.4, embora o Gnome também possa ser selecionado durante a instalação. As ferramentas são bem distribuídas, mas deixam um pouco a desejar se comparadas com outros Linux, como o Ubuntu ou o Kurumin. É claro que o usuário pode modificar estas configurações manualmente, mas seria melhor se a distribuição já oferecesse isso como padrão.

O pacote para escritório que acompanha o Mandriva 2006, o OpenOffice 1.1.5, é mais do que suficiente para o dia-a-dia. Usuários do Microsoft Office certamente não terão problemas para se adaptar. Há até uma tela inicial no pacote que pergunta qual formato de arquivo o usuário prefere, que pode ser o formato do OpenOffice ou o do Microsoft Office. Já na parte de navegação na internet, o Mandriva se mostrou bem razoável. Detectou com sucesso a configuração de rede e já disponibilizou um bom conjunto de aplicativos, incluindo os navegadores Firefox e Konqueror, o software de mensagens instantâneas Kopete e o programa de comunicação Skype.

O Mandriva 2006 mostrou ser um dos melhores Linux para servidores e que pode substituir com louvor distribuições como o Fedora, por exemplo. Porém, para estações de trabalho, o Kurumin e o Ubuntu continuam sendo opções mais eficientes.

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