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Muito mais cor nos impressos
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Muito mais cor nos impressos

Já é possível incorporar uma impressora a laser colorida na empresa ou no escritório doméstico sem estourar o orçamento

Mário Nagano

Foto:

Oki C5200n - 200xQuem precisava de uma impressora a laser colorida alguns anos atrás desfalcava consideravelmente a conta bancária para adquirir o equipamento. No início de 2003, uma impressora LaserJet 4600, com resolução de 600 ppp e velocidade de impressão de 17 páginas por minuto, custava perto de 13 mil reais. Quase três anos depois, é possível encontrar impressoras com recursos equivalentes por 1.999 reais. Duvida? PC WORLD avaliou cinco impressoras que imprimem tanto em cor quanto em preto e branco. Três delas saem das lojas por menos de 2 mil reais.

Com essa baita diferença de valor, dá até para pensar se não vai acontecer com o mercado de impressoras fenômeno semelhante ao que sucedeu a chegada das TVs em cores. À medida que os preços dos aparelhos novos foram caindo, os televisores antigos em preto e branco seguiram para o limbo. Mesmo que demore um pouco para a cor dominar o mercado de lasers, uma coisa é certa: as impressoras da categoria já começam a expandir seus horizontes, abrindo espaço em residências e pequenas e médias empresas.

Para esses novos interessados, colocamos à prova os equipamentos Color LaserJet 2600n, da HP; Magicolor 2400W, da Konica Minolta; Okipage C5200n, da Oki Printing Solutions; HL-2700CN, da Brother; e Phaser 6100 DN, da Xerox. Os três primeiros custam 1.999 reais e os outros dois, 2.499 reais e 4.300 reais, respectivamente. Qual é o melhor produto? Depende da necessidade. Quem, por dever do ofício, exija um equipamento compatível com a linguagem PostScript, por exemplo, terá de escolher, obrigatoriamente, o equipamento da Brother, o único dos cinco produtos avaliadas a preencher esse requisito. O equipamento terá de ser ligado a uma rede local para atender a vários usuários? Quem fizer questão da Magicolor 2400W, da Konica Minolta, precisa ter em mente que gastará um pouco mais para incluir a interface de rede Fast Ethernet opcional. Senão, pode escolher os outros quatro produtos.

> Veja um quadro comparativo dos modelos avaliados

Mas se você preferir uma impressora que tenha uma lista de recursos razoável, bom desempenho e preço acessível, a melhor escolha é a Okipage C5200n, da Oki. Para pequenas empresas, a C5200n cai como uma luva – já vem de fábrica com interface de rede FastEthernet, suporta carga de trabalho de 50 mil páginas, a maior entre todos os produtos testados, e inclui software de controle de acesso e tarifação. Fora isso, nos testes de performance perdeu apenas para o equipamento da Konica Minolta na velocidade de impressão em cor e na qualidade do material produzido.

Cor para quê?
 Impressos em preto e branco
têm menor impacto

Você pode não responder com
proficiência à pergunta acima,
mas com certeza deve concordar
que, em alguns trabalhos, a cor
faz toda a diferença. Segundo o
pesquisador Jan White, autor do
livro Color For Impact, o uso
das cores pode influenciar a
maneira como as pessoas
percebem as informações e
recordam-se delas. White exibe
alguns números reveladores: as
informações exibidas em cores
atraem 50% mais a atenção e
são assimiladas 60% mais
rapidamente. Nas empresas, o
uso de cores pode criar padrões
visuais para documentos que
chamem atenção sem criar
confusão, melhorando o fluxo de
informações e a rotina de trabalho.

Há dois probleminhas apenas com a C5200n. Em primeiro lugar está a ausência de suporte a PostScript, como mencionado anteriormente. Com os modelos da HP, da Konica Minolta e da Xerox, o produto da Oki trabalha exclusivamente no modo GDI (Graphic Device Interface), uma interface que tira proveito dos recursos do Windows para gerar as imagens que serão impressas. Para quem trabalha na área gráfica, PostScript é fundamental.

Outro item que ofusca o produto da Oki é o custo por página impressa alto em relação a seus concorrentes – 0,14 real a página em preto e 0,65 reais em cor. No quesito economia, o produto que se sai melhor é o HL-2700CN, da Brother, com 0,07 real a página em preto e 0,27 real a página impressa colorida.

A Phaser 6100 DN, da Xerox, apresentou bom desempenho, mas bem abaixo das máquinas da Minolta e da Oki. Seus principais atrativos são a interface de rede e a inclusão do mecanismo de impressão frente e verso como item de série. Este recurso ajuda muito quem está preocupado em reduzir o consumo de papel, além de possibilitar a produção de materiais mais bem elaborados. A Phaser 6100 DN também ganha pontos quando o assunto é assistência técnica – a Xerox é a única que oferece atendimento no local. Seu preço de aquisição, no entanto, é o mais elevado entre todas as opções analisadas.

O barato pode sair caro
Como nas impressoras a jato
de tinta, suprimentos das lasers
não costumam ser baratos

Apesar do preço sedutor de
algumas impressoras a laser em
cores, é preciso ficar atento a
outro aspecto: o custo dos
suprimentos. Dependendo da
situação, você pode acabar
gastando mais com itens como
toner, cilindro e fusor do que com
a compra da impressora
propriamente dita. A quantidade
de suprimentos e as chamadas
peças de reposição por desgaste
variam de modelo para modelo.

Na Color Laserjet 2600n, por
exemplo, você troca apenas os
cartuchos de toner, enquanto a
Okipage C5200n tem pelo menos
dez itens passíveis de substituição
– quatro cartuchos de toner,
quatro cilindros de imagem, fusor
e esteira de transporte. Felizmente,
alguns desses itens raramente se
desgastam. No caso da esteira de
transporte do produto da Oki, por
exemplo, a vida útil é de 50 mil
páginas. É recomendável observar
ainda o custo de cada item e o
que ele proporciona. O fusor da
C5200, por exemplo, sai por
794 reais e imprime 45 mil páginas.
A mesma peça da HL-2700CN,
da Brother, imprime mais (60 mil
páginas), mas esteja certo de que
quando a fatura de 1.391 reais
chegar a sua mesa não será
recebida com bom humor.

A LaserJet 2600n foi o primeiro produto na categoria a ter seu preço reduzido para menos de 2 mil reais, forçando a concorrência a reposicionar alguns de seus produtos para atuar na mesma faixa de preço. Em função desse movimento, o produto da HP perdeu um pouco de seu brilho. Mesmo assim, continua sendo uma boa opção: é relativamente compacto, silencioso e de fácil manutenção. Essas três características, somadas ao preço de aquisição em conta, habilitam a LaserJet 2600n a disputar a preferência de quem almeja uma laser colorida bem ao lado do computador – apesar de estar capacitada a trabalhar em rede.

Usuários domésticos também não se decepcionarão com a impressora da Konica Minolta. A Magicolor 2400W não é a mais rápida (nem a mais lenta), mas sem sombra de dúvida é a que produz os impressos de melhor qualidade. Nesse item, o produto da Konica Minolta foi seguido pela Okipage C5200n e pela Phaser 6100 DN. Os produtos da HP e da Brother foram apenas regulares. O equipamento da Konica Minolta também tem o segundo custo por cópia mais interessante. Perde apenas para a solução da Brother.

Nem tão cara quanto a impressora da Xerox nem tão barata quanto as soluções da HP, da Konica Minolta e da Oki, a HL-2700CN, da Brother, é bem versátil. Entre outras características, é compatível com Windows, Mac e Linux, tem portas serial, USB e de rede e suporta PostScript e PCL. Para quem produz documentos muito extensos, é o modelo que apresenta o conjunto de bandejas mais interessante – a principal suporta até 250 folhas e, se adicionarmos um segundo alimentador (opcional), o total sobe para 780.

> Veja um quadro comparativo dos modelos avaliados

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