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Seu primeiro Palm
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REVIEW

Seu primeiro Palm

Ainda usa agenda de papel? A Palm desenvolveu o novo Z22 para pessoas como você

Mário Nagano

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Palm Z22 - 200xCom quase dois anos de mercado, o handheld Zire 21 saiu de cena. Em seu lugar, entrou o Palm Z22, o handheld com tela colorida mais em conta da Palm – 499 reais, quase a metade do preço do Tungsten E2 e um terço do valor cobrado pelo Zire 72. Segundo a Palm, o comprador do Z22 deve ser o mesmo do Zire 21. Ou seja, são consumidores que aderem tardiamente às novas tecnologias e que precisam de um equipamento simples e prático para organizar contatos, compromissos e anotações diversas.

De fato, não se deve esperar muito além disso do Z22. Equipado com processador ARM de 200 MHz e 20 MB de memória livre para dados, ele é mais veloz e armazena mais informações que o Zire 21 (8 MB). Mas, como seu antecessor, o Z22 não possui slot para cartão SD e suas interfaces limitam-se à porta IrDA (infravermelho) e USB míni. Em um toque de genialidade, essa interface foi mantida no formato USB 2.0 e movida para o topo do handheld, facilitando seu uso quando ligado ao computador seja para sincronização dos dados ou para carga da bateria interna. A alimentação da bateria também pode ser feita com a ajuda do carregador externo que acompanha o equipamento.

Assim como os modelos mais recentes de handheld da Palm, o Z22 utiliza memória flash (não volátil) e seu sistema operacional é o moderno Palm OS Garnet V.5.4.9. Uma característica que poderia ter sido melhorada (mas não foi) é a resolução da tela. Apesar de colorida, o visor de cristal líquido é relativamente pequeno (4,2 por 4,2 centímetros) e mantém-se na resolução de 160 por 160 pontos, a mesma do Treo 600 e dos antigos modelos das séries III e V. Se prestarmos atenção, veremos os pontos que formam as imagens na tela do Z22 assim como víamos no antigo Palm IIIc. Nos dias de hoje, essa limitação pode comprometer o uso do Z22 em várias aplicações que contam com os chamados modos de tela de alta resolução, como 320 por 320 pontos (Tungsten E2) ou 320 por 480 pixels (Life Drive). Obviamente, o maior número de pontos na tela proporciona textos com letras mais definidos e gráficos de melhor qualidade. Jogar no Z22, por exemplo, é uma experiência bem menos interessante.

Seu desenho descomplicado foge do padrão metálico de outros modelos da Palm. O pequeno gabinete com frente branca e parte posterior azul escuro é bastante sólido e bem acabado. Como o Zire 21, o Z22 possui apenas dois botões de atalho (compromissos e contatos), mas seu botão de navegação agora é direcional, com o botão de confirmação no centro. Além das aplicações clássicas, do visualizador de fotos, do controle de despesas e de alguns jogos, o Z22 vem com o Addit, que permite que o usuário teste e compre programas para seu handheld. No CD de instalação, a Palm incluiu aplicações extras como o Mobile DB e o PowerOne Calculator.

Para os veteranos adeptos da linha Palm, o Z22 deve estar um pouco abaixo de seus padrões computacionais. Mas se levarmos em consideração que o Z22 não toca MP3 nem funciona muito bem com vídeos, os 20 MB de RAM que oferece são suficientes para registrar vários anos de compromissos, milhares de contatos e uma infinidade de anotações.

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