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Novo Barracuda 7200.10 marca a estréia da tecnologia de gravação perpendicular em desktops

Mário Nagano

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Novo Barracuda 7200.10 marca a estréia da tecnologia de gravação perpendicular em desktops

A indústria de semicondutores inspira-se na Lei de Moore para tornar os chips menores e mais sofisticados. A indústria de discos rígidos adota um princípio semelhante para aumentar, ano a ano, a capacidade de armazenamento das unidades. Mas tudo tem seu limite. Nos últimos tempos, a empresas começaram a não ter mais o mesmo êxito em suas tentativas de colocar cada vez mais informação no mesmo espaço de mídia magnética. O problema está no efeito superparamagnético, que ocorre quando as partículas microscópicas que formam a mídia tornam-se tão pequenas e próximas entre si a ponto de perderem a capacidade de orientar-se magneticamente. O resultado são os chamados flipped bits, cujos pólos positivo e negativo se invertem espontaneamente, levando à corrupção dos dados gravados.

A solução para o impasse está na tecnologia de gravação perpendicular, que alinha os bits verticalmente, não mais na horizontal. Na teoria, essa técnica elevaria a atual densidade de 110 Gbpsi (gigabit por polegada quadrada) para até 500 Gbpsi. Ou seja, um disco de desktop poderia chegar a 2 TB de dados, discos de notebooks atingiriam 500 GB e microdrives, 50 GB.

No mundo real, a Seagate conseguiu criar densidades de até 245 Gbpsi até o momento, o que pode permitir a superação da barreira de 1 TB ainda neste ano. A estréia comercial da tecnologia deu-se com o disco Momentus de 160 GB para notebooks. Agora, chegou a vez dos desktops, com a linha Barracuda 7200.10. O topo de linha da família armazena até 750 GB, 50% mais que seu antecessor, o 7200.9 de 500 GB, analisado em maio (www.pcworld.com.br/seagate500GB).

Como o nome indica, o novo Barracuda é um disco de 7.200 rotações por minuto de décima geração, equipado com interfaces SATA com NCQ ou PATA (Parallel ATA). Além da versão de 700 GB, há opções de 200 GB, 250 GB, 320 GB, 400 GB e 500 GB. O PC World Test Center avaliou o modelo de 750 GB, composto de quatro pratos, oito cabeças de leitura e gravação e interface SATA 300 com NCQ de terceira geração. O 7200.10 mantém os mesmos níveis de ruído do 7200.9 e as mesmas características de resistência a pequenos choques.

A Seagate aperfeiçoou o movimento das cabeças de leitura e gravação, de modo que a distância em relação à mídia seja idêntica tanto na parte interna quanto na externa do disco. Para avaliar o desempenho, instalamos o 7200.10 em um computador com placa-mãe baseada no chipset Intel
915, processador Pentium 4 de 3,2 GHz e 512 MB de SDRAM DDR2 533. Nos testes com o HD Tach RW 3.0.1.0, obtivemos taxa de transferência máxima de 134,7 MBps com tempo de acesso (aleatório) de 13,7 milissegundos.A taxa média de leitura ficou em 66,7 MBps. Comparado ao Barracuda 7200.9 de 500 GB com interface SATA 150, testado em um PC com placa-mãe Intel D865GVHZ, observamos um pequeno ganho de 3% na taxa de transferência e de até 33,4% na taxa de leitura. Esse aumento tem lógica –com os bits dispostos na vertical, a cabeça de leitura é capaz de passar sobre maior quantidade
de informação por trecho de mídia.

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