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Comparamos o novo MacBook Pro com Windows XP a um notebook tradicional. Confira o resultado

Por Mário Nagano

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Comparamos o novo MacBook Pro com Windows XP a um notebook tradicional. Confira o resultado

duelo plataformasAnunciado em abril deste ano, o software Boot Camp chegou para mostrar que um Macintosh é capaz de rodar bem o sistema operacional Windows.

Como qualquer produto ainda no estágio Beta, o uso desse aplicativo envolve alguns riscos, a ponto de a Apple sugerir o seu uso apenas experimentalmente e por tempo limitado, não recomendando a adoção em atividades comerciais.

A idéia de liberá-lo tem como objetivo oferecer uma prévia de um recurso que será parte integrante do Mac OS X 10.5, o “Leopard”, previsto para o primeiro semestre de 2007. A Apple também quis de algum modo acalmar o mercado, já que circularam na web notícias de que alguns hackers estavam instalando o Windows XP por conta própria nos novos Macs com chips Intel.

A concepção do Boot Camp é relativamente simples. Após ser baixado do site da Apple, o utilitário cria um CD contendo drivers e utilitários para ser usado no Windows XP e inicia um processo de reparticionamento do disco, em que o usuário deve defi nir quanto espaço de disco será dedicado para o sistema operacional da Microsoft. Feito isso, o Boot Camp pede para inserir o disco de instalação do Windows XP SP2 e, a partir desse ponto, o procedimento é o mesmo de instalar o programa em qualquer computador.

Se tudo correr de acordo com o previsto, o sistema reinicializa e o Windows é carregado no Mac. Nesse ponto, é necessário inserir o CD criado pelo Boot Camp no computador, que instala automaticamente todos os drivers necessários para compatibilizar o hardware do Mac com o Windows XP, assim como alguns utilitários essenciais, como um que adapta as funções do teclado do Mac para o padrão IBM-PC.

No final, o usuário acaba com um Mac com dual boot, que direciona o usuário para duas opções de sistema operacional. E como o Windows roda diretamente no modo nativo em hardware compatível, ele sofre menos com problemas normalmente associados com emuladores de PC, como queda de desempenho.

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O PC World Test Center avaliou o Boot Camp no novo MacBook Pro com tela wide de 17 polegadas e processador Intel Core 2 Duo. Foi possível constatar que o Windows funciona bem, apesar de alguns desconfortos para os não-iniciados no mundo Mac, como a ausência do botão direito do mouse, o que pode ser resolvido com um modelo com conexão USB.

O MacBook Pro oferece hardware bastante respeitável, quando comparado com qualquer PC. O sistema
traz processador Core 2 Duo T7400 de 2,16 GHz, com 4 MB de cache L2, 2.048 MB de memória SDRAM DDR2 667, disco rígido de 160 GB Sata de 5.400 rpm, tela LCD Wide, com resolução de 2.560 por 1.600 pixels, gravador de DVD e webcam.

Também inclui uma variedade de portas de comunicação, com três USB 2.0, duas FireWire (uma de 400 Mbps e outra de 800 Mbps), slot para cartão ExpressCard /34, porta de rede Gigabit Ethernet, Wi-Fi AirPort Extreme (802.11g) e Bluetooth 2.0 com tecnologia EDR (Enhanced Data Rate). O sistema de som é o Intel HDA, padrão nos chipsets Intel 945.

Nos testes realizados, o portátil da Apple bateu 6.620 pontos no PCMark 2004, um teste que analisa os componentes do hardware, e não seu comportamento em aplicativos. Trata-se de um resultado melhor que o obtido pelo recordista do nosso comparativo de notebooks desta edição (o Lynx V.9), o que já era de se esperar, uma vez que o equipamento da EZ-GO veio equipado com um processador Core 2 Duo T7200 de 2,0 GHz, contra 2,16 GHz do portátil da Apple.

Nos testes de aplicativos, o MacBook Pro obteve 109 pontos no PC WorldBench 5, um pouco abaixo do portátil Lynx, mas, mesmo assim, um respeitável segundo lugar, diga-se de passagem. Seu desempenho gráfi co também merece destaque, com a aceleradora gráfi ca Mobility Radeon X1600, da ATI, algo não visto em nenhum dos portáteis analisados no nosso comparativo, batendo todos eles, com 3.884 pontos do 3DMark 2005.

Podemos afirmar que, como plataforma de hardware, as especifi cações do MacBook Pro estão acima de
qualquer outro portátil que já analisamos no mercado local, o que explicaria em parte seu preço sugerido de 12.999 reais. Mas sua experiência de uso é muito próxima à de um PC convencional com o Windows.
O sistema operacional da Microsoft não fica melhor só porque está trabalhando em um Mac. Assim como todas as vantagens, todas as desvantagens do Windows acompanham o pacote, incluindo os já famosos problemas de segurança.

Feitas essas considerações, o Boot Camp deve ser visto, atualmente, mais como um recurso que agrega valor aos produtos da Apple do que uma alternativa real para o Mac OS X na plataforma Macintosh.

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