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Canon Elph Powershot SD1000 incorpora novo processador Digic III e atualiza funções da linha em tamanho diminuto

Por Caio Terreran, especial para PC World

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Canon Elph Powershot SD1000 incorpora novo processador Digic III e atualiza funções da linha em tamanho diminuto

“Quantos megapixels esta câmera tem?” Para quem é leigo em fotografia digital, esta é, provavelmente, a questão mais importante no momento da compra de uma máquina fotográfica.

Já usuários com algum conhecimento sabem que, a não ser que se deseje imprimir fotos no tamanho de um pôster, existem itens mais importantes a se observar neste momento – entre eles, qualidade das lentes, autonomia da bateria e opções de modo de foto.

SD1000CL3.jpgSe você faz parte do segundo grupo, a nova Canon Elph Powershot SD1000 responde a essas solicitações. Com capacidade de resolução de “apenas” 7.1 megapixels (algumas outras opções à venda no mercado já trazem 10 MP), o equipamento possui lentes de qualidade impecável e permite vários ajustes para as fotos.

O resultado pode ser visto na prática: a SD1000 fotografa melhor que muita câmera grandalhona por aí.

Para completar, tem bateria recarregável Li-ion com autonomia para 210 cliques (sem efeito-memória, como baterias Ni-MH), é compacta (8 cm x 5,1 cm x 1,9 cm – LxAxP) e leve (125 gramas) o suficiente para ser carregada no bolso.

Parte da nova linha de câmeras Canon, equipadas com a terceira geração do processador Digic, a SD1000 incorporou algumas funções interessantes, como o reconhecimento facial.

Uma vez ativado (no menu principal), basta apontar a lente para o rosto de alguém e você verá uma espécie de alvo perseguindo o rosto dos protagonistas na foto. O recurso permite que a câmera calcule a iluminação, determine a potência do flash necessária e o foco, produzindo retratos mais bem acabados.

A SD1000 oferece maior sensibilidade, com capacidade de fotografar em ISO 1600. Isso resulta em fotos mais nítidas de objetos em movimento ou possibilita a dispensa do uso do flash em ambientes com pouca iluminação – o estabilizador de imagem auxilia na firmeza do foco.

Entretanto, nos testes, verificamos que a opção deixou as fotos muito granuladas (com alto nível de ruído). Melhor escolher, no máximo, a sensibilidade ISO 800 - que funciona muito bem.

Mesmo com todas estas funcionalidades, a câmera é muito fácil de usar, o que a torna adequada mesmo para o usuário com pouco conhecimento em fotografia. No modo automático, faz fotos bonitas, com cores vivas e contornos bem traçados.

++++

SD1000CL5.jpgO visor LCD de 2,5 polegadas tem excelente taxa de brilho, de intensidade regulável. O viewfinder (o visorzinho tradicional) não é uma boa opção para o usuário. Muito pequeno e mal localizado, não é eletrônico e exige paciência no enquadramento.

Ainda assim, fotógrafos mais avançados podem ter uma experiência divertida ao clicar com ela. O modo de fotografia manual está disponível e é aconselhável a quem gosta de fotos com um toque mais autoral.

Com ele, é possível calcular, em segundos, o tempo de exposição em que um objeto é retratado. Porém, a configuração deste intervalo poderia ser mais fácil de ser realizada. Na SD 1000 não há um atalho de rápido acesso para isso.

Seja qual a forma escolhida de fotografar, existem diversas opções de ajuste para a imagem. Fogos de artifício, neve, praia e outros modos de cena tradicionais dividem espaço com outros menos corriqueiros, como aquário, folhagem e animais.

E se, mesmo após bater a foto, o usuário não ficar satisfeito com a imagem obtida, é possível realizar uma série de ajustes na própria máquina, sem a necessidade de um software adicional. Pode-se, entre outras opções, transformar uma fotografia colorida em preto-e-branco, reforçar suas cores e clarear tons de pele.

Outra especificação interessante é a presença de um sensor de orientação na câmera que, ativado, facilita a visualização de fotos. Ele automaticamente gira fotografias que estejam na vertical para a posição horizontal levando em conta a posição em que o usuário manuseia o equipamento.

O design da SD1000 segue a tradição da linha Elph. O equipamento, em aço inoxidável, é bem acabado e tem visual clean, sem excessos. Se por um lado tanta economia de espaço valoriza a portabilidade da câmera, por outro, sacrifica uma função importante: o zoom.

Neste equipamento, o zoom óptico (aquele que não distorce a resolução da imagem) só chega a 3x, o que pode desapontar usuários que queiram fotografar objetos distantes.

Em linhas gerais, é uma boa aquisição para quem já tem uma digital básica e quer fazer o upgrade para um equipamento de qualidade ou usuários que estejam pensando em migrar da câmera convencional compacta para uma digital de pequeno porte e funções atualizadas.

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