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IBM lança pacote gratuito de aplicativos
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IBM lança pacote gratuito de aplicativos

A suíte Symphony Office faz muito do que o Microsoft Office faz. Mas ainda precisa ser melhorada

Por Michael S. Lasky, PC World EUA

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A IBM parece estar desafiando a Microsoft com um jogo de “o que você pode fazer, eu também posso”. O novo Lotus Symphony Office – disponível em versão Beta – faz o mesmo que a versão padrão do Microsoft Office faz, com a vantagem de ser gratuito.

Composto por três aplicativos – um processador de textos (Lotus Symphony Documents), planilha eletrônica (Lotus Symphony Spreadsheets) e um criador de apresentações (Lotus Symphony Presentations) – a suíte roda tanto em Windows (XP, Vista, 2000) quanto no Linux. A IBM diz que uma versão para o Mac OS está por vir, mas sem previsão ainda. Cada um desses softwares pode abrir e salvar uma variedade de formatos, incluindo os do Office (2003/XP/97, mas não o 2007), ODF (Open Document Format) e PDF também.

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O software está disponível para download gratuito e requer um mínimo de 540 megabytes de espaço em HD para Windows (750 MB para Linux), além de 512 MB de memória RAM. Nos testes realizados por PC WORLD (EUA), o Symphony demorou para carregar.

Além disso, percebemos intervalos de tempo em algumas tarefas quando executadas em um PC com a configuração mínima sugerida, mas teve um bom desempenho em um sistema com 1 GB. A IBM não oferece suporte técnico direto; ao contrário, possui um suporte técnico online.

Documentos nem tão preparados como no Word
Ao contrário do Office que abre as aplicações separadamente, o Symphony opera em uma única janela, com uma interface que integra os três aplicativos. As características de ajustes e correções de todas elas faz lembrar o Lotus Symphony Office de 1990, e o visual e as funções irão parecer familiares aos usuários da suíte da Microsoft.

Ainda assim, existem diferenças suficientes entre o Office e o Symphony que deixam os “recém-chegados” um pouco perdidos enquanto localizam as funções. Apesar disso, a curva de aprendizado é curta: os menus e barra de ferramentas do Symphony são intuitivas.

O Symphony pôde abrir arquivos Word sem problemas. Depois de editar os documentos, pudemos salvar em “.doc” ou pelo formato padrão do Symphony, o ODT (.odt). Um fator importante: um documento com mil caracteres em ambos os formatos resultou em um arquivo 66% menor na versão ODG (7Kb contra 21Kb do Word).

Outra vantagem é o chamado “Text Boundaries” (ou Limite de Texto), que coloca uma fina borda em torno do perímetro da parte a ser impressa, para que você possa analisar como as bordas e margens estão posicionadas.

O page view também tem uma barra lateral com as propriedades de texto, que oferece uma prévia de fontes, tamanho do corpo e opções especiais de estilo usados no documento.

Um porém: os efeitos especiais criados no Symphony Documents se perdem quando o arquivo é salvo em “.doc”. E enquanto muitos elementos do Word podem ser transferidos para o Symphony, alguns – como macros, procurar mudanças e estilos de formatos especiais, como sombreados – são incompatíveis.

Quando abrimos no Symphony um arquivo de texto do Word que têm marcações, estas não puderam ser removidas ou aceitas ou mesmo ocultadas. Igualmente, quando criamos um arquivo no Symphony, formatamos o texto em drop cap, salvamos para o formato “.doc” e o abrimos no Word, a formatação é perdida.

Enquanto o Symphony possui menos características que o Word, ainda assim é um processador de texto muito útil para as necessidades do dia-a-dia.++++

Planilhas e apresentações básicas
Lotus 1-2-3 foi um programa de planilhas que dominou nos anos 1980. Com esse legado, você imaginaria que o Symphony Spreadsheets seria uma aplicação poderosa, o que só é verdade em parte. Mas usar essa versão do Symphony é como retroceder ao 1-2-3: as funções básicas estão lá, com alguns toques extras.

A planilha do Excel perde sua formatação e funções avançadas quando é aberta no Symphony. Pelo lado positivo, o Symphony inclui o Data Pilot, similar ao Pivot Tables do Excel. Ambos permitem que você combine, compare e analise dados, reorganizando e resumindo interativamente tudo ou parte, com diferentes pontos de vista.

Também é possível criar gráficos básicos – básico mesmo, com somente poucas opções oferecidas pelo Excel. Mesmo assim, o Symphony continua sendo uma alternativa a ser considerada. O Spreadsheets também inclui em uma barra lateral, uma boa propriedade de células e textos, e um Menu para abrir instantaneamente novas planilhas, gráficos, entre outros.

Menus auxiliares, que aparecem com um clique no botão direito do mouse, trazem dicas como recursos e fórmulas para as células. E a barra lateral de Propriedades de Texto e Células é bastante útil – embora também ocupe muito espaço na tela. Mas pode-se fechar essa barra ou escolher que fique “flutuando” na tela, para que não polua um dos lados do visor.

Criar apresentações no Symphony é mais fácil até do que no PowerPoint, mas com resultados finais arcaico. Ele não permite inserir vídeos ou músicas, e seu template não suporta tantos layouts como o aplicativo do Office. Pode-se adicionar  transições básicas, mas, na média, as apresentações criadas pelo aplicativo simplesmente carecem de movimento.

A IBM diz que a versão 1.0 do Symphony estará disponível na primeira metade de 2008 e continuará gratuito. Essa é a notícia boa, pois é o ponto principal do Lotus Symphony.

Trata-se de um programa eficiente, com uma bela interface, mas mudanças em algumas características precisam ser feitas. Quanto à capacidade, certamente não é páreo ao robusto Office – ainda.

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