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iPhone 3G: acesso rápido na rede da Vivo, mas bateria dura pouco
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iPhone 3G: acesso rápido na rede da Vivo, mas bateria dura pouco

Nos testes, celular alcançou taxas de até 1,8 Mbps. Mas é preciso atenção no consumo de dados e na autonomia do aparelho.

Henrique Martin, editor-assistente da Macworld Brasil

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Foto:

iphone_3g_recorte_150.jpgA espera - um tanto exagerada – pelo iPhone 3G chegou ao fim, pelo menos no Brasil. Com o lançamento oficial, mesmo com preços salgados, as operadoras Vivo e Claro começam na sexta (26) a vender o aparelho em suas lojas pelo país. Testamos uma versão do telefone funcionando na rede da operadora Vivo.

O veredicto da Macworld Brasil é rápido e direto: o aparelho é muito bom, mas concordamos com outros reviews já publicados (do modelo vendido nos Estados Unidos e na Austrália): a sua bateria deixa a desejar, e fazemos coro às reclamações do Bluetooth limitado e da inexistência do copiar e colar no iPhone, além da inexplicável falta de suporte à tecnologia Flash no telefone.

Entretanto, o foco desta avaliação ficou no desempenho da rede da Vivo, que recentemente iniciou suas operações em 3G.

> Vídeo mostra como o iPhone 3G se comporta no dia-a-dia 

Primeiro, os mapas. O GPS integrado ao iPhone funciona rápido se comparado ao recurso similar presente em aparelhos como o Nokia N95. O Google Maps responde velozmente ao comando de encontrar a localização e, quando o aparelho não tem certeza do local, marca um círculo com a área estimada – isso acontece muito quando se está em uma casa ou apartamento, sem visão direta para o GPS. A céu aberto, a localização é quase perfeita. Mas falta ao iPhone um software melhor de navegação – o Google Maps dá direções, mas não tem recurso de voz, como no N95, por exemplo.

iphone_vivo_01.jpgO acesso à internet via rede da Vivo se mostrou rápido e eficiente. Realizamos três testes simultâneos de velocidade de navegação na tela do iPhone – dois de conexão genérica, independente do aparelho, e um de conexão específica para o telefone da Apple, em diversos momentos. A velocidade variou entre uma média de 300 Kbps (em um horário de pico) a incríveis quase 1,8 Mbps.

Navegar na internet e baixar e-mails em alta velocidade é o grande atrativo do iPhone 3G. Tentamos configurar uma conta Exchange no iPhone, seguindo seus passos, mas não foi possível se conectar ao servidor. Partimos então para uma conta do Gmail, configurada em poucos passos. É possível programar os serviços “push” para buscar e-mails em intervalos de tempo de 15, 30 ou 60 minutos – ou deixar no modo manual. Mesmo com o 3G configurado, o iPhone busca automaticamente por redes sem fio para tentar economizar banda do seu plano de dados.

Acessamos a App Store com contas dos Estados Unidos e do Brasil. Um fato curioso foi a existência de alguns games – como Super Monkey Ball e Spore Origins – como resultado de busca mesmo com a conta brasileira em uso no telefone. Na teoria, esses games não estão disponíveis via App Store no iTunes e muito menos são vendidos de modo oficial no pais.

O uso da App Store com download de nove aplicativos gratuitos (Facebook, New York Times, Twitterrific, Audi A4, entre outros), somado ao uso do e-mail, Safari e, em menor volume, do YouTube e da Globo.com (que usa codificação H.264 em seus vídeos no site, que abrem em uma janela do QuickTime no iPhone/iPod Touch), levaram a uma média de consumo de banda de 37 megabytes/dia.

Esse é um número a ser considerado. A Vivo tem planos a partir de 250 MB (os mais baratos), mas a maioria deles tem, na teoria, cota ilimitada para downloads. Na Claro a situação fica mais complicada, já que os planos específicos para iPhone têm, no máximo, 200 MB de limite de downloads - caso precise de mais banda, o usuário tem que contratar um plano extra adicional.

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Autonomia: tela mostra consumo e quanto resta da bateria

Outro ponto importante a se considerar no iPhone 3G é a duração da sua bateria. Com o uso intensivo de 3G, a tendência é esgotar a bateria cada vez mais rápido. Verificando a opção Ajustes | Geral | Uso no iPhone 3G, dá para verificar o tempo de utilização do aparelho.

Em duas situações distintas (incluindo a reprodução de músicas e com brilho da tela ajustado para menos de 50%), o aparelho na rede da Vivo registrou 3 horas e 5 minutos de uso e 12 horas e 21 minutos de espera antes de chegar, na manhã seguinte (noite inteira sem uso) aos 20% de bateria ao ligar o iPhone. Após uma recarga completa e uso mais intensivo, o iPhone chegou aos 20% de bateria com 2 horas e 21 minutos de uso e seis horas e 47 minutos de espera.

Se você usa muito e-mail e acessa a internet com mais freqüência, o iPhone pode não ser o melhor aparelho, já que sua bateria acaba rápido. A alternativa é andar para todo lado com o cabo e o carregador. Por conta do recall do novo carregador do iPhone 3G, os modelos à venda no Brasil vêm com um carregador quadrado igual ao do iPhone original.

Finalmente, a qualidade de ligações no iPhone é excelente. Todos os telefonemas feitos – tanto para redes móveis ou fixas – tiveram som alto, claro e nítido. Afinal, o iPhone 3G também é um telefone. E, mesmo bloqueado para uso pela Vivo, o iPhone 3G se mostrou pronto para o desbloqueio oficial pelas operadoras, já que tem configurações prontas para a Claro, Tim e Oi e suas redes EDGE e 3G.

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Outras redes:  pronto para o desbloqueio?

O iPhone 3G da Vivo foi avaliado com a tela em menos de 50% de brilho, Wi-Fi e "push" automático de e-mails desligados. O iPod foi usado com volume a 50% e o telefone foi recarregado toda vez que atingia o alerta de 20% de bateria restante.

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