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Kindle torna a leitura de livros eletrônicos uma atividade prazerosa
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REVIEW

Kindle torna a leitura de livros eletrônicos uma atividade prazerosa

A qualidade do texto exibido na tela de 6 polegadas, facilidade de uso e até a capa de couro melhoram a experiência do usuário.

Nando Rodrigues, editor da PC World

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Foto:

kindle_150Quando a Amazon apresentou o Kindle, em novembro do ano passado, houve quem considerasse o dispositivo para leitura de e-books apenas mais uma bem intencionada tentativa de leitor de livros eletrônicos que causam algum furor no primeiro momento (todas as unidades postas à venda no lançamento foram comercializadas em apenas quatro dias), mas que acabam caindo no esquecimento.

Contudo, o Kindle parece que vem conquistando um número cada vez maior de fãs e pode ajudar na revolução do papel eletrônico, apesar do preço alto do dispositivo - 359 dólares (em 7 meses, o preço caiu apenas 40 dólares) e das dificuldades impostas pelo modelo de negócios criado pela Amazon.

Quem não mora nos Estados Unidos não pode comprar o equipamento pela web (mesmo usando um cartão de crédito com endereço naquele país) – o sistema de vendas impede a entrega no Brasil.

Além disso, adquirir livros na Kindle Store também exige alguma ginástica. Quem não está nos EUA também não pode usar o serviço wireless do Kindle, o Whispernet (que usa a rede EVDO da Sprint) para comprar títulos da Amazon, uma das coisas mais bacanas que o dispositivo tem. Cada download leva menor de um minuto para ser feito, você não precisa esperar a entrega, e nem sair de casa ou escritório para ir à livraria mais próxima para comprar o livro desejado.

Veja:
> Clique aqui para ver uma galeria de imagens do Kindle
> Entende a evolução do papel eletrônico

A saída é comprar pela web usando o PC. Mas você vai precisar ter uma conta ativa, com saldo em dólares, na Amazon, para poder comprar qualquer dos quase 131 mil títulos de livros, com preços que variam entre 1 centavo de dólar (também existem títulos gratuitos) e 1.870 dólares; ou assinar jornais e revistas. Depois, basta transferir o conteúdo do computador para o Kindle. Não tem o mesmo charme da compra pelo dispositivo, mas funciona.

O Kindle utiliza um formato proprietário para seus arquivos, o AZW. Para ter documentos em outros formatos, é necessário enviar os arquivos por e-mail para um serviço da Amazon. Cada arquivo convertido – são aceitos formatos como .doc (Word), .jpg e .gif – custa 10 centavos de dólar. Os arquivos convertidos podem, então, ser transferidos para o dispositivo.

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kindle_150Mas se você leitor está se perguntando o motivo que levou PC World a voltar a falar sobre este equipamento, mesmo com tanta dificuldade para comprá-lo (ou conteúdo), a resposta é simples: porque ele é muito legal.

Vou fazer aqui uma confissão: sou apaixonado por livros, daqueles tradicionais, feitos de papel e tinta. Já tentei ler alguns títulos que hoje estão em domínio público na tela do computador.Você pode encontrar uma ótima seleção deles na BibVirt. Não deu certo.

Gosto de ler sentado no sofá, ou mesmo na cama, e ficar com o notebook sobre o colo não é a exatamente o mesmo que segurar um livro e folheá-lo à vontade. Quem não tem um notebook, terá de se contentar em ficar sentado à frente do PC enquanto estiver lendo.

O Kindle que testei pertence à Silvia Bassi, Publisher da PC World. Ela o emprestou para avaliação com uma única e expressa recomendação: que não desmontasse o equipamento.

Veja:
> Clique aqui para ver uma galeria de imagens do Kindle
> Entende a evolução do papel eletrônico

Pouca gente dá importância à embalagem dos eletrônicos, já que o que mais interessa é o que está lá dentro. Mas a Amazon tratou a embalagem do Kindle com esmero. Feita em material resistente, fechada, ela lembra um dicionário. Aberta, ela dá acesso a duas divisões; à esquerda estão o manual e os dois únicos acessórios que acompanham o dispositivo – o carregador e um cabo USB; à direita está o Kindle.

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Ele vem dentro de uma capa na cor preta, mantida fechada por meio de um elástico envolvente, exatamente como uma agenda, cuja função básica é proteger o equipamento.

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kindle_150Duas cantoneiras e um esquema magnético ajudam a manter o Kindle preso à capa. Confesso que no começo fiquei com medo de derrubá-lo (supus que testes de resistência estavam contidos na orientação de não desmontar o equipamento). Mas a capa o deixa firmemente preso e pode-se acessar o equipamento sem medo que ele caia.

Mas a capa acaba conferindo um segundo efeito, nada por acaso. Ela ajuda a dar um, digamos, toque de livro a mais ao Kindle. Confere peso, textura e até cheiro (ela é feita em couro). Comecei a gostar dele.

Com menos de 300 gramas (sem a capa) e medindo apenas 19,1 centímetros de altura por 13,5cm largura e 1,8cm de espessura (ele é mais grosso no lado onde estão as entradas para fone de ouvido, porta USB, cabo de força e controles de volume, localizados na parte inferior do eletrônico), o Kindle é menor do que a média dos livros, e sem a capa de couro, parece frágil demais para mãos enormes como as minhas. A capa dá mais corpo ao equipamento e acaba facilitando seu manuseio.

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Visão geral
Vou começar a descrever o Kindle pela parte de trás por uma razão óbvia. O botão de ligar o equipamento e o que ativa a o acesso à rede sem fio da Amazon (que não funciona no Brasil) estão localizados na parte traseira do equipamento. Para acioná-los adequadamente, foi necessário remover o dispositivo da capa.

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kindle_150À direita desses dois botões está o alto falante. Não escrevi errado não: alto falante. O Kindle também pode ser usado para ouvir áudio-livros ou mesmo curtir uma música de fundo enquanto lê seu livro predileto. A Amazon poderia ter incluído um fone de ouvido entre os acessórios. Com certeza ele faria um trabalho melhor do que o alto falante que vem no Kindle.

Logo abaixo está a enorme tampa, facilmente removível, e que recobre a bateria, o botão de reset e o compartimento para cartão de memória do tipo SD.

O Kindle vem com 256MB de memória interna, dos quais 180MB estão disponíveis para armazenar livros, suficientes, segundo a Amazon, para cerca de 200 títulos não ilustrados. Salvo para a instalação do cartão de memória, não há muita razão para o manuseio dessa tampa (o equipamento não travou nenhuma vez durante os testes).

Botões especiais e teclado
Uma vez ligado (ou estando o equipamento em stand by; ele entra neste estado se ficar mais de 10 minutos sem que qualquer tecla seja acionada), para colocá-lo em funcionamento, deve-se pressionar as teclas Alt e aA, ambas localizadas nos extremos inferiores do teclado QWERTY modificado. O equipamento sempre vai voltar para a última página que foi visualizada da última vez.

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Para tornar o manuseio dos livros mais intuitivo, localizados à esquerda está o botão Prev Page (página anterior) e, à direita, Next Page (próxima página). A Amazon também colocou um botão Next Page logo abaixo do botão Prev Page, se bem que não vi um motivo aparente para isso (poderiam tem colocado o botão de ligar e desligar nesse local). No lado oposto, outro botão, Back, é usado para navegar para trás nas diversas funções do dispositivo.

Um pequeno botão do tipo scroll está posicionado logo abaixo do canto direito do display. Ele aciona um menu deslizante (cujo ponteiro lembra a marcação de um termômetro de mercúrio) para que o usuário escolha o conteúdo desejado dentro da biblioteca do Kindle. Para acessá-lo, basta pressionar o botão de scroll.

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As teclas são pequenas, mas fácies de manusear, mesmo para quem tem dedos grandes. O teclado é usado, por exemplo, para fazer buscas no conteúdo da biblioteca. Clique no botão Search e digite o conteúdo que lembra ter lido e o Kindle irá localizá-la onde estiver nos livros armazenados na memória.

O teclado também pode ser usado para fazer “anotações” durante a leitura. O Kindle também vem com uma versão instalada do New Oxford American English; com ele, descobrir o significado de uma palavra em inglês se torna muito simples. E para quem está nos EUA, ele também oferece acesso ao Wikipedia, por meio da rede wireless.

Modo livro
Ok. Feitas as devidas descrições do equipamento propriamente dito, falta falar sobre sua função principal: seu uso como meio de acesso leitura de livros eletrônicos.

A tela do Kindle utiliza um display que conta com uma tecnologia denominada electronic paper. Ela utiliza partículas de tinta que são combinadas eletronicamente para formar o texto e imagens exibidas e o resultado impressiona.

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kindle_150As páginas dos “livros” são exibidas de forma muito realísticas, mesmo sob condições duras de luz, como sob o sol, ou suave, como a luz de um abajur de leitura. Nos dois casos, a visualização é suave, sem reflexo e não cansa os olhos.

O leitor tem a opção de alterar o tamanho da fonte do texto dos livros por meio de uma tecla dedicada. Há seis tamanhos disponíveis, o que torna a leitura ainda mais confortável. Mas essa função não está disponível nos menus; apenas no conteúdo dos livros, revistas e jornais.

A paginação é suave, bastando um clique para nos botões dedicados para avançar ou retroceder – a página demora um pouco (cerca de um segundo para ser exibida). Isso pode estar relacionado mais ao processador usado pelo Kindle do que pela memória ocupada, já que o modelo avaliado não tinha mais do que duas dúzias de documentos salvos. Outros tipos de navegação estão disponíveis conforme o conteúdo acessado. Revistas e jornais, por exemplo, podem ser acessados por notícias.

Encontrou uma passagem interessante? Selecione-a e envie para seus clippings para referência futura ou mesmo uso em outras aplicações – você pode transferi-la, por exemplo, para o PC. Quer música de fundo? Tecle Alt e P para acionar a reprodução de áudio; o Kindle  aceita arquivos no formato MP3.

Já dá para pensar que a nova geração de leitores de livros eletrônicos vai vingar? Bem, eu nunca consegui avançar mais do que algumas poucas páginas quando lia no meu notebook, antes de dormir. Com o Kindle? Bem, acordei na manhã seguinte com ele caído ao lado da cama – felizmente intacto – como já aconteceu centenas de outras vezes com meus livros de papel.

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