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Lumix DMC-GF1: pequena, versátil e poderosa
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Lumix DMC-GF1: pequena, versátil e poderosa

Baseada no sistema “Micro Four-Thirds”, câmera da Panasonic combina os recursos de uma DSLR com o tamanho e a praticidade de uma câmera doméstica

Tim Moynihan, PC World EUA

Foto:

Com visual sóbrio, a Panasonic Lumix DMC-GF1 é uma das menores câmeras Micro Four-Thirds no mercado, e uma das mais interessantes que já vimos. Puristas e fotógrafos profissionais podem não gostar da ausência de um visor (viewfinder) óptico na GF1, mas esta câmera tem recursos suficientes para ser uma boa recomendação para qualquer um que esteja interessado em comprar uma DSLR básica.

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A GF1 grava vídeo em alta-definição (720p), tem lentes intercambiáveis como uma DSLR, fotografa em formato RAW e dá ao fotógrafo domínio total sobre cada foto graças a controles totalmente manuais e modos de operação como prioridade de abertura ou de obturador.

Melhor ainda, a Panasonic desenvolveu uma câmera que é uma excelente ferramenta de aprendizado para fotógrafos novatos: o modo automático e modos de cena pré-definidos são excelentes, então é fácil começar a usá-la e aos poucos ir se aprofundando nas opções mais avançadas. A GF1 também resolve muitos dos problemas encontrados na similarmente pequena Olympus EP-1, outra câmera Micro Four-Thirds: o foco automático é mais rápido, o LCD é muito melhor, a câmera tem flash e o sistema de menus é muito intuitivo.

Esta é a primeira câmera Micro Four Thirds da Panasonic que tira total vantagem da ausência de um pentaprisma interno, que normalmente ocupa muito espaço: a GF1 é muito menor que uma DSLR comum. Mas a falta do prisma significa que é impossível compor a cena “através da lente” usando um visor óptico, o que é o principal ponto negativo da GF1. A tela LCD de 3 polegadas é a única forma de enquadrar as fotos, e embora ela se saia bem em condições normais de luz, é difícil de ver sob a luz direta do sol. A câmera tem um conector no topo para um viewfinder eletrônico, vendido separadamente, mas este acessório não é substituto para um visor óptico tradicional.

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Panasonic Lumix DMC-GF1: compacta, mas versátil como uma DSLR

No geral a GF1 é fácil de usar com apenas uma mão, graças a um apoio texturizado na parte de trás, perto do seletor de opções, bem como uma área ligeiramente elevada na frente. Mas esta área poderia ser um pouco maior ou texturizada: quem tem mãos grandes pode ter problemas em manter a GF1 firme ao segurá-la com uma mão.

Mas vamos ao que realmente importa: como a GF1 se sai ao fotografar e gravar vídeo. Em meus testes ela se saiu muito bem em fotos ao ar livre e em locais bem iluminados. Fotos com flash mostram um pouco de “vignette” (sombras nos cantos da imagem) a média distância, mas no geral o flash (do tipo “pop-up”, no canto esquerdo da máquina) foi forte o suficiente para produzir fotos bem expostas.

Não notamos ruído nas imagens até ISO 800. Já em ISO 1600 ou ISO 3200 as imagens eram notavelmente granuladas. Estes valores mais altos só são úteis em situações de escuridão absoluta.

Pode ser culpa das lentes que eu estava usando (14-45mm/F3.5-5.6 aspherical, embora a GF1 esteja disponível como um kit com uma lente pancake 20mm/F1.7), mas notei que o sistema de autofoco da GF1 teve problemas ao focar em closes extremos. Nesses casos acabei usando o foco manual, que funcionou muito melhor. Fora as fotos em macro, o autofoco funcionou bem, e rapidamente.

Além do conjunto normal de modos de cena (21 ao todo, incluindo Retrato, Fogos de Artifício, Retrato Noturno, Pôr do Sol e um “Modo Bebê” que acompanha a idade da criança e marca as fotos de acordo com ela) a GF1 tem um modo de “Desfoque Periférico” que ajusta automaticamente a abertura, velocidade do obturador e sensibilidade ISO para conseguir aquele efeito de “primeiro plano em foco, fundo desfocado” tão apreciado. E ele funciona bem, algumas vezes melhor até do que se você tivesse usado o modo de prioridade de abertura para obter o mesmo efeito.

No modo de vídeo, é possível gravar vídeo em alta definição (720p) a 30 quadros por segundo nos formatos AVCHD Lite (que não funciona com alguns softwares de edição mais simples, mas permite upload direto para o YouTube) ou Motion JPEG. É possível escolher entre três bitrates durante a gravação em AVCHD: 17, 13 ou 9 Megabits por segundo. 

Comparei vídeos gravados a 17 Megabits por segundo com clipes feitos com uma Canon EOS Rebel T1i (uma DSLR de entrada que também grava em HD) e uma câmera portátil Flip Video MinoHD. Em todos os casos usei as configurações de vídeo padrão de cada câmera, gravando em 720p a 30 quadros por segundo. 

A GF1 não produziu clipes com cores tão vibrantes quanto os da Rebel T1i, e os vídeos pareceram mais escuros. Entretanto, as imagens feitas pela GF1 são mais nítidas, e as cores não “vazam” tanto quanto no modelo da Canon.

Sob pouca luz, as diferenças são dramáticas. Embora a GF1 tenha gravado vídeos mais escuros, eles não sofreram do mesmo problema dos clipes feitos com a Rebel T1i, que ficaram alaranjados. A Flip Video MiniHD, uma camcorder de bolso de baixo custo, se saiu bem em pouca luz quando comparada a ambos os modelos mais sofisticados.

Infelizmente a GF1 não tem a mesma capacidade de gravar vídeo em Full HD (1920 x 1080 pixels) que sua antecessora, a Lumix DMC-GH1. Para uma câmera de seu tamanho, entretanto, ela faz um bom trabalho tanto com fotos quanto com vídeo, e a capacidade de fotografar em RAW e o conjunto de controles manuais significam que você terá domínio completo sobre suas imagens, tanto na hora de fotografar quando na hora de retocar.

E falando sobre controles: embora a GF1 seja de certa forma uma DSLR, ao contrário da maioria das DSLRs a Panasonic manteve o número de botões no mínimo, para evitar que os novatos se confundam. Todos os modos de câmera são acessados através de um seletor no topo, onde também ficam o botão do obturador, botão liga/desliga e um botão dedicado para acesso rápido à gravação de vídeo.

Na traseira há seis botões (Playback, AF/AE Lock, seletor de foco automático ou manual, opções de visualização, um botão para acesso rápido ao menu e outro para excluir imagens). Também há um segundo seletor para controlar abertura e o obturador e um direcional para navegar pelos menus. Este direcional também serve como acesso rápido ao ajuste de ISO, balanço de branco, foco automático e efeitos de imagem. Na lateral esquerda da câmera há uma portinhola que cobre o conector para o controle remoto e as saídas HDMI e A/V.

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Poucos botões na traseira evitam confusão

A Panasonic Lumix DMC-GF1 é uma câmera que deve ser levada em conta por qualquer interessado em uma câmera DSLR “de entrada”. A combinação de tamanho compacto, controles manuais completos, gravação de vídeo em HD, versatilidade e modos amigáveis ao iniciante fazem da GF1 uma representante quase perfeita da capacidade do sistema Micro Four-Thirds.

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