Imagem de fundo do header
MacBook é versão “miniatura” do MacBook Pro
Home  >  Review
REVIEW

MacBook é versão “miniatura” do MacBook Pro

Novo design e componentes renovados dão novo fôlego ao notebook voltado ao consumidor final. Desempenho em vídeo e games é notável, de acordo com testes.

Jonathan Seff, Macworld/EUA

macbook-verde-72.jpg
Foto:

Em dois anos e meio desde o lançamento do primeiro MacBook, a Apple modificou e melhorou seu notebook para usuário final por três vezes. Mas desta vez, a quarta atualização é um passo gigante para o MacBook, em relação aos pequenos passos dados anteriormente. Com o novo design (dentro e fora do produto), o MacBook se tornou uma espécie de MacBook Pro em versão miniatura.

O MacBook anterior existia em três modelos distintos, um básico com preço nos EUA a partir de 1.099 dólares até um topo de linha, de 1.499 dólares, com acabamento em preto. Os novos MacBooks ficaram mais caros, com preços entre 1.299 e 1.599 dólares (os preços para o Brasil não foram divulgados ainda). Há ainda a possibilidade de comprar um modelo anterior por 999 dólares, 100 dólares a menos que o valor na época do seu lançamento, em março – e esse MacBook tem um SuperDrive agora.

Design
O mais notável no novo MacBook é seu design. A Apple trocou o acabamento em plástico por um de alumínio, criado com precisão – e é o mesmo do MacBook Pro. O resultado é um design mais leve e arredondado. Quando fechado, parece esbelto, embora seja apenas 0,3 centímetro mais fino que seu antecessor (e lembra o MacBook Air também). É mais leve também – 200 gramas a menos que o anterior. A diferença é notável e torna o equipamento ainda mais portátil. Embora com sua carcaça de metal, o MacBook não esquentou durante os testes – e escrever este review no modelo de 2,4 GHz com o notebook no colo não foi uma tarefa desconfortável (as ventoinhas não ligaram nenhuma vez).

O teclado é similar aos MacBooks anteriores, mas agora as teclas são pretas – antes, isso era restrito ao MacBook preto. As teclas são fáceis de digitar, com resposta rápida. O modelo topo de linha tem o teclado iluminado, pela primeira vez na linha MacBook.

A Apple também moveu as luzes indicadoras de bateria da parte inferior do notebook para a parte frontal esquerda (agora não precisa mais virar o portátil de cabeça para baixo para ver a carga restante).

Falando em baterias, a Apple também redesenhou a bateria e como você chega a ela. Nos MacBooks anteriores, a parte traseira da bateria fazia parte da tampa inferior, e para removê-la bastava destravar com uma chave ou moeda. Agora, ela fica embaixo de uma porta de metal que se destrava com uma alavanca. Remova a porta e você tem acesso rápido à bateria, ao disco rígido (um parafuso apenas mantém o drive no lugar) e a RAM (depois de oito parafusos você chega a ela).

A fabricante diz que os MacBooks têm cinco horas de duração de bateria – isso é medido pela Apple ao navegar na web, editar textos com a tela com 50% de brilho. Nos nossos testes, a duração da bateria chegou a 2 horas e 35 minutos para o modelo de 2,0 GHz e 2:33 no de 2,4 GHz.  O teste foi feito ao ver um filme no avião (um arquivo QuickTime vindo de um DVD para o disco rígido). Reproduzimos o filme em tela cheia com brilho no máximo. Embora você não possa comparar diretamente os números da Apple e os nossos, os dois MacBooks duraram mais que os MacBook Pro usando a placa 9400M (que economiza mais bateria). O modelo anterior, branco, bate os novos MacBooks, com quase 3 horas de bateria.

Os alto-falantes agora ficam abaixo do teclado (e eu esperava um som ruim) – só que a música vinda do iTunes foi clara e alta, e “esconder” os alto-falantes foi só um efeito para parecer que o som vem do computador todo em vez de uma parte dele. E a câmera iSight e o microfone foram separados. A câmera continua no topo da tela, e o microfone foi para perto do teclado – a Apple diz que agora tem redução de ruídos no microfone. Em um chat por vídeo com um amigo distante, a câmera e o microfone tiveram um ótimo desempenho, e a gravação da minha voz no QuickTime Player não capturou barulhos desnecessários ou até mesmo ruído do disco rígido.

Tela
A outra grande mudança no MacBook é a tela. Embora mantenha as 13,3” de tamanho e a resolução de 1.280 x 800 pixels dos modelos anteriores, estes são os primeiros MacBooks a usar uma tela com retro iluminação LED, que é mais fina, brilhante e economiza mais energia. O monitor é rodeado por uma máscara escura e recoberto por um painel de vidro – o suficiente para proteger a tela. Fiquei impressionado como o vidro resistiu bem às marcas de dedo (diferente do iPhone, que requer esfregadas diárias para limpeza). O MacBook vem com um paninho para limpar a tela, por sinal.

Trackpad
Apesar de ter o visual “alumínio” do MacBook, o trackpad novo é revestido de vidro. Seus dedos deslizam com suavidade, com textura suficiente para dar tração aos movimentos.
O novo trackpad também não tem botões. Sua área inteira é o botão, e você sente o trackpad conforme pressiona seu dedo para clicar. A resposta tátil ao clicar é bastante útil, embora demore um pouco para se acostumar ao uso do trackpad, principalmente se você já usou um notebook da Apple. Eu mesmo usei o dedão para clicar o trackpad (como fazia no notebook anterior), mas não funcionou porque estava com outro dedo no trackpad ao mesmo tempo.

O trackpad também é compatível com multitoque (como visto no vídeo de demonstração). Como no MacBook Air, você pode girar fotos com a ponta dos dedos, rolar imagens com três dedos e até usar quatro dedos ao mesmo tempo – dá para ativar o Exposé ou alternar entre aplicativos, por exemplo. E é possível designar uma área inferior (direita ou esquerda) para atuar como clique secundário. Uma vez que você aprende e se acostuma com os gestos, economiza tempo e movimentos de cursor.

Por dentro
Os MacBooks usam os mesmos processadores Intel Core 2 Duo (Penryn) com 3 MB de cache L2 compartilhada dos MacBooks. Só que os modelos anteriores vinham com opções de 2,1 GHz ou 2,4 GHz, os novos vêm com 2,0 ou 2,4 GHz. Ao mesmo tempo, existem algumas pequenas diferenças na arquitetura do sistema que ajudam na velocidade da máquina, incluindo um barramento frontal que vai de 800 MHz para 1.066 MHz e a RAM, que era DDR2 667 MHz e agora é DDR3 1.066 MHz.

As máquinas vêm com conectividade 802.11n e Bluetooth 2.1 +EDR, como antes . O modelo de 2,0 GHz vem com disco rígido SATA de 160 GB com 5.400 RPM, e o de 2,4 GHz tem 250 GB na mesma velocidade. Pela primeira vez em um MacBook é possível optar por um disco SSD de 128 GB (para isso, nos EUA, adicione 700 dólares no modelo de 2,0 GHz e 600 dólares no de 2,4 GHz). Os dois MacBooks vêm com SuperDrive de 8x.

Vídeo
Outro grande avanço nos MacBooks é a adoção do processador gráfico NVidia GeForce 9400M (a Apple é a primeira empresa a vender um computador com a 9400M). Diferente da unidade integrada Intel GMA X3100 do modelo anterior, a 9400M tem sua própria GPU, oferecendo mais poder de processamento que o da Intel.

Como a X3100, a 9400M não tem sua própria memória, e “empresta” da RAM principal dos sistema. Mas como o MacBook usa RAM mais rápida e a GPU utiliza 256 MB da RAM, é um aumento em relação aos 144 MB da X3100. Com mais memória para vídeo, é mais importante do que nunca aumentar a memória do MacBook (o limite é 4 GB).

O desempenho dos MacBooks com a 9400M é muito melhor do que antes – em games, em aplicativos (como o Adobe Photoshop CS4) e até com o vindouro uso da tecnologia OpenCL presente na próxima atualização do Mac OS X, a Snow Leopard.

Outro benefício do novo subsistema de vídeo é a melhoria na conexão com monitores externos. Com a nova porta Mini DisplayPort, o MacBook pode se conectar a um monitor de 30” com resolução de 2.560 x 1.600 pixels (o modelo anterior aguentava uma tela de até 24”). Pena que a Apple não forneça nenhum cabo para conectar o MacBook aos monitores – é preciso comprar adaptadores Mini Display Port para VGA ou DVI.

Portas
O lado esquerdo do MacBook traz um conector de energia MagSafe, uma porta Gigabit Ethernet, duas USB 2.0, uma Mini DisplayPort, entrada e saída de áudio analógica e digital (dá para usar os fones do iPhone para controlar o iTunes) e uma entrada para trava de segurança padrão Kensington (que, ao ser utilizada, também trava a alavanca da bateria).

Faz falta uma porta FireWire, e isso é motivo de preocupação entre os usuários. Se você precisa usar dispositivos FireWire no notebook, o MacBook não é para você.

Movendo dados
Sem o FireWire, não é mais possível transferir dados de um Mac para outro usando o Target Disk Mode. O recurso permitia montar o disco rígido de um Mac como um HD externo em outro via FireWire e era bastante útil para copiar arquivos grandes sem precisar usar uma rede e até clonar um sistema para outro (ou migrar dados) usando o software da Apple.

O que fazer? Uma solução é usar o Assistente de Migração da Apple em uma rede com ou sem fios, ou com dois Macs conectados diretamente via Ethernet. Outra idéia é criar um backup do Mac antigo com o Time Machine e restaurar os dados no novo MacBook usando um drive USB.

Impacto ambiental
A Apple e outros fabricantes de tecnologia vêm sendo criticados nos últimos anos por conta de fatores ambientais. Steve Jobs foi rápido ao dizer, no lançamento dos notebooks, que a Apple está engajada em tornar seus produtos mais “verdes”. O novo MacBook tem o gabinete de alumínio e vidro que podem ser eciclados, não há mercúrio ou arsênico no produto, a embalagem é menor, e por aí vai. Sua consciência ecológica não precisa ser o fator decisivo na compra de um MacBook.

Desempenho
Mesmo com um processador mais lento que os MacBooks anteriores, o modelo de 2,0 GHz bate o antecessor de 2,1 GHz em 14 pontos no Speedmark, e até o mesmo o modelo anterior de 2,4 GHz em cinco pontos. O novo de 2,4 GHz teve um dos melhores desempenhos – e teve apenas três pontos abaixo (diferença de menos de 2%) do MacBook Pro de 2,4 GHz, que custa 400 dólares a mais.

Não houve um grande aumento de desempenho em relação aos modelos anteriores, e em alguns casos ele foi inexistente. O MacBook novo de 2,4 GHz foi 13% mais rápido que o modelo anterior no teste do Photoshop CS3, mas apenas dois segundos mais rápido ao codificar MP3, e um segundo mais lento no Cinema 4D e no iMovie HD. Nos testes com o iPhoto, o modelo novo de 2,4 GHz bateu o anterior por 19% de diferença, e até mesmo o MacBook Pro novo de 2,4 GHz por 10%. Até o MacBook de 2,0 GHz foi mais lento que os últimos MacBooks no mesmo test. O maior aumento foi mesmo nos games.

tabela_macbooks_benchmark_2008_vale

Recomendação de compra
Os novos MacBooks são um grande avanço em relação aos seus antecessores, ao menos que você consiga viver sem uma porta FireWire. Se não, o MacBook Pro é sua escolha. A duração da bateria também não foi similar à dos modelos anteriores. Entretanto, o novo design, a melhoria em vídeo, a tela LED (embora glossy) e o trackpad de vidro tornam o MacBook um upgrade recomendável.

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail
Vai um cookie?

A PCWorld usa cookies para personalizar conteúdo e anúncios, para melhorar sua experiência em nosso site. Ao continuar, você aceitará o uso. Para mais detalhes veja nossa Política de Privacidade.

Este anúncio desaparecerá em:

Ir para o site