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Maior parte das novidades do Office 2010 está em sua versão web
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REVIEW

Maior parte das novidades do Office 2010 está em sua versão web

De resto, a Microsoft fez mudanças no que realmente valia a pena: funções que são importantes para os usuários da suíte.

Tom Spring e Edward N. Albro, da PC World/EUA

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Foto:

office2010-main150.jpgA primeira versão técnica do Office 2010, liberada para desenvolvedores nesta
segunda-feira (13/7)
, mostra que a suíte de aplicativos de produtividade da Microsoft  chegará com
melhorias no que realmente importa para os usuários. Por exemplo, as funções de copiar e colar virão com novos recursos de edição e formatação e apresentações do PowerPoint poderão ser feitas pela web facilmente.

Entretando, a mudança mais significativa é a adição do Office Web. Foram necessários mais de 25 anos (o Word data de outubro de 1983!) para a Microsoft levar a suíte de aplicativos para a internet.

O Office Web é uma versão mais leve dos aplicativos Word, PowerPoint, Excel e OneNote e que poderão ser acessados do desktop, em dispositivos móveis e por meio de programas navegadores, como Internet Explorer, Firefox e Safari. Na versão liberada hoje, a Microsoft dá uma pequena amostra de como será o novo pacote.

A equipe da PC World (EUA) vem testando o Office 2010 há algumas semanas; infelizmente, os recursos web só poderão ser avaliados na versão final do produto, prevista para meados do ano que vem.

Embora sem confirmação de preço, a Microsoft diz que o número de versões da suíte será reduzido de oito para cinco e que Office Web estará disponível gratuitamente pelo Windows Live. Usuários corporativos terão a opção de licenciar o Office 2010, hospedando as aplicações web, caso queiram. Uma página da Microsoft na web dá detalhes do Office 2010.

Páreo para o Google Apps?
Cada um dos aplicativos principais do Office 2010 - Word, Excel, PowerPoint e o programa de colaboração online OneNote - terá, agora, um correspondente no Office Web. Seu uso será gratuito e o acesso será liberado para usuários cadastrados no Windows Live.

Com o acesso será possível criar, editar e compartilhar documentos existentes com outras pessoas, além de poder armazenar gratuitamente documentos em uma conta no Windows Live SkyDrive.

Online: Office Word
Não espere encontrar na versão online ferramentas idênticas do Word. A Microsoft diz que tem trabalhado para deixar a versão web do editor de textos similar na aparência e usabilidade.

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O Word, como os demais aplicativos do Office Web, mantém a interface Ribbon, porém com menos funções. A partir dela, será possível, apenas:

>> Criar, editar e salvar documentos do Word
>> Adicionar tabulações e estilos a documentos do Word
>> Ferramentas de autocorreção e de verificação ortográfica.

Online: Office PowerPoint
A versão web do software de criação de apresentações, além de permitir criar e editar arquivos PPT (incluindo a possibilidade de escolher um tema e um layout para os slides), inclui: 

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>> Possibilidade de adicionar animações
>> Visualização dentro do browser e em formato tela cheia
>> Autocorreção, verificação de ortografia, função autocompletar e desfazer/refazer
>> Inserir imagens, gráficos e tabulações em apresentações já existentes

Online: Office Excel
Seguindo a linha dos demais aplicativos do Office, a Microsoft tenta dar às versões online a mesma aparência e usabilidade de suas versões para desktop, ainda que em menor número.

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Além dos recursos básicos (criar, editar e salvar planilhas), o Excel online inclui:  

>> Correção multiusuários – mais de uma pessoa pode editar dados ao mesmo tempo
>> Possibilidade de utilizar as mesmas fórmulas do Excel, tanto na versão online como na para desktop

Um Office na nuvem
Parte da estratégia online da Microsoft se concretiza e o mercado deve levar a sério os planos da empresa de inserir seus aplicativos de produtividade na internet. Tudo leva a crez que o Google irá reforçar suas armas com o Google Docs. Outras suítes online, como Zoho Office, OpenOffice e
BrOffice, terão que ficar atentos agora.

Ainda é cedo para saber o peso dessa nova investida da Microsoft. Mas se levarmos em consideração sua dominação do mercado no segmento de aplicativos para escritório, é possível supor que a entrada da Microsoft no segmento de aplicações online irá movimentar o mercado.

Destaques do Office 2010
Convenhamos: há pouco espaço para melhorias e grandes inovações no Office sua versão desktop. Mais do que introduzir dezenas de novas funcionalidades, a Microsoft procurou fazer com as já existentes funcionassem melhor, turbinando e ampliando a Ribbon, implementação dos menus introduzida no Office 2007, e incluindo o que realmente era necessário.

Word: Será que existe algo a acrescentar no editor de textos da Microsoft? Segundo seus desenvolvedores e uma grande parte dos usuários, não. Um levantamento realizado com milhares de testadores do Word mostrou que a tarefa mais comumente realizada por eles é a de copiar e colar textos em seus documentos, seguida pela ação de desfazer isso.

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O problema é que o texto colado, proveniente de outro documento, uma página da web ou uma planilha, raramente fica da forma que os usuários desejam.

Na versão 2010 do Word, uma nova janela surge quando se vai colar um texto, fornecendo opções de formatação. Basta que o usuário clique em qualquer uma das opções disponíveis para obter uma prévia do resultado final.

O novo Word também facilita a inserção de imagens e inclui uma significativa quantidade de recursos de edição nas imagens inseridas, tais como ajuste de brilho, escalas de cinza, sombras e muito mais.

Excel: O software de planilhas agora permite a criação de gráficos do tipo sparkline – pequenos gráficos que ocupam o espaço de uma célula e servem para resumir dados de células anteriores. Também foram incluídos slicers; trata-se de botões de macro que filtram dados de uma tabela pivô com apenas um clique.

Esperamos que essas duas novas funcionalidades sejam mais bem explicadas na versão final do Excel 2010; não fomos capazes de fazê-las funcionar direito na versão de testes. A ajuda também não funciona: o botão de help está inativo na Ribbon.

Outlook: A Microsoft parece ter se esforçado para fazer o Outlook mais integrado ao resto do Office. Acrescentou nele a interface Ribbon (que inexplicavelmente ficou de fora no Office 2007). Agora, goste você ou não da interface, a Ribbon está consistentemente distribuída na suíte de aplicativos.

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Também foi incorporado o conceito de conversas encadeadas, como o que já existe em serviços de webmail (como o Gmail). Com ele, por exemplo, caso você se veja envolvido em uma longa troca de mensagens de e-mail, o Outlook pode agrupá-las de forma que você possa visualizá-las todas de uma vez.

Se quiser ficar livre desse lenga-lenga que muitas vezes atola sua caixa de correio, basta clicar na opção ignorar que tanto as mensagens atuais quanto respostas futuras serão automaticamente apagadas – muito similar ao modo Mute, do Gmail.

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A função Quick Steps ainda é uma promessa que foi confusamente implementada na versão 2007 do Office. A ideia é facilitar a criação de macros para permitir a realização de uma determinada ação em várias mensagens com apenas um clique.

Quando criarmos, por exemplo, um Quick Step para encaminhar automaticamente mensagens que tivessem o conteúdo “WTF?” no início do campo Assunto, o Outlook apenas agiu na pasta onde o Quick Step foi criado – no caso na pasta Rascunho – e não na caixa de entrada.

Na realidade, a opção Quick Step nem está disponível na caixa de entrada, mas apenas quando uma mensagem é aberta e, ainda assim, seu comportamento foi diferente daquele da pasta de rascunhos.

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PowerPoint: A função mais útil acrescentada ao PowerPoint é a possibilidade de se fazer broadcast de uma apresentação sem precisar configurar uma reunião pela web. Na versão 2010, pode-se compartilhar a apresentação numa área de SharePoint (caso a empresa use o SharePoint) ou em uma conta do Windows Live (cujo acesso é gratuito). Depois, basta enviar convites para quem for participar - a apresentação poderá ser vista a partir do browser e sem a necessidade de ter o PowerPoint instalado na máquina cliente.

A Microsoft acrescentou ainda novas transições 3D, como as que são encontradas no Keynote, da Apple. O PowerPoint 2010 torna mais fácil, agora, tomar emprestada uma animação de outro slide e usá-la na apresentação atual: basta copiar a animação e aplicar nelas os objetos de nova apresentação.

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