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Mais atraente, novo Kindle também é mais rápido
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REVIEW

Mais atraente, novo Kindle também é mais rápido

Amazon deixou seu e-Reader mais leve, melhorou a tela, aumentou a autonomia de bateria e ainda por cima reduziu o preço

Melissa J. Peterson

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Não demorou muito para eu perceber que o novo Kindle é diferente de qualquer outro modelo que eu já tinha usado - inclusive o Kindle DX (na cor grafite). 20 segundos, no máximo. E não estou falando das diferenças óbvias - tamanho menor, menos espaço desperdiçado nas bordas, novo design nos botões, nova cor. Assim que o peguei nas mãos, eu soube que este Kindle demarca um novo território. A terceira geração do Kindle vem em duas versões: o Kindle Wi-Fi custa 139 dólares, enquanto o simplesmente “Kindle” (como a Amazon o chama) inclui tanto Wi-Fi quando 3G e custa 189 dólares, o mesmo preço do antigo Kindle 2.

Pela primeira vez, pude segurar confortavelmente um Kindle com apenas uma mão. Pesando pouco menos de 250 gramas ele não é o aparelho mais leve em sua categoria, mas é mais leve que um de seus principais concorrentes, o Nook da Barnes & Noble (328 gramas na versão Wi-Fi, 343 gramas com Wi-Fi + 3G). E o novo Kindle é 15% mais leve que seu predecessor. 

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Além do peso menor e de seu design mais compacto, notei imediatamente que usar o novo Kindle é mais agradável que os modelos anteriores. O aparelho fica bem balanceado na mão, e os botões estão em posições mais convenientes e ergonômicas (mais sobre isso adiante). Mas o que é notável é que a Amazon conseguiu melhorar o design ao mesmo tempo em que adicionou recursos (entre eles a interface Wi-Fi) e melhorou a tecnologia usada na tela.

O novo Kindle tem uma aparência muito diferente. Para começar ele agora está disponível na cor grafite, como seu irmão maior (o Kindle DX), além da tradicional versão na cor branca. Em minha opinião, a borda escura melhora a legibilidade. Mas a própria tela é dramaticamente superior: como o Kindle DX na cor grafite, o Kindle tem uma tela E-Ink “Pearl” de seis polegadas, com taxas de atualização mais rápidas e contraste 50% melhor: o resultado é que o preto parece mais sólido, e o texto mais agradável.

O tamanho é menor, também: 21% menor, segundo a Amazon. Se você olhar apenas para os números, não parece que mudou muito: o novo modelo mede 19.05 x 12.19 x 0.8 cm, contra os 20.32 x 13.46 x 0.9 cm do Kindle 2. Mas a diferença é mais dramática ao segurar o aparelho, o que ficou mais fácil por causa do acabamento emborrachado na parte traseira.

Para chegar a este design menor, a Amazon basicamente se livrou do espaço vazio ao redor da tela, de forma que a frente do aparelho agora é dominada por sua tela de 6 cm, embora ainda haja espaço nas bordas para apoiar os dedos confortavelmente. O teclado foi ajustado, com as teclas mais próximas, fileira numérica removida (para digitar números agora é preciso pressionar o botão Symbol, como no teclado virtual de um celular). Os botões de navegação foram agrupados e rearranjados e, mais notavelmente, os botões para avançar e retroceder páginas foram reduzidos, e agora tem pouco mais de 6 mm de largura.

De fato, todos os botões foram redesenhados no novo Kindle. A tela é ladeada por simples botões de avanço (forward) e retrocesso (back) em ambos os lados, identificados por setas em vez de palavras como no Kindle 2. Ao colocar os botões em ambos os lados, a Amazon deixou o Kindle mais prático e confortável tanto para destros quanto para canhotos.

Os botões no teclado são mais arredondados e mais próximos. Achei a digitação neste teclado mais confortável do que no Kindle 2, e mais similar ao que estou acostumada no teclado de um telefone celular.

Como já mencionei, os botões de navegação também foram completamente redesenhados. O botão Home foi movido para a última fila do teclado e o grupo de teclas de navegação do Kindle 2 foi substituído por um “D-Pad” com quadro direções e um botão central, com um botão “Menu” sobre ele e um botão “Back” abaixo. Achei fácil me acostumar a este arranjo, e ele é certamente melhor do que o que havia no modelo anterior. 

Falando em navegação, ela é notavelmente mais rápida. Pude passar pelos itens do menu praticamente sem atrasos. Anteriormente, eu me frustrava com a lentidão nas respostas do Kindle 2. Mudanças de páginas também estão 20% mais rápidas, e com base no curto período que passei com o aparelho, o número de traduz em mais agilidade no dia a dia, mas o impacto total só será sentido quando eu puder usar o aparelho por horas a fio.

Embora a leitura em si não tenha mudado, a Amazon adicionou alguns recursos dignos de nota. Pela primeira vez é possível mudar o espaçamento entre as linhas (as opções são pequeno, médio e grande) e finalmente é possível mudar a fonte (entre normal, condensada e sans serif). Gostaria de ver mais algumas opções e exemplos de cada fonte usando seus próprios nomes, mas fico feliz em ver a possibilidade de mudar as fontes, já que este é um recurso que o Nook e a maioria dos e-Readers com telas LCD tem há algum tempo.

Como no Kindle 2 e Kindle DX, o novo Kindle permite compartilhar trechos do texto via Facebook e Twitter. Também permite ver os trechos mais populares, agregados a partir dos dados do que os usuários do Kindle estão compartilhando. Mas um recurso único a este novo Kindle é um navegador web baseado em Webkit. Ele ainda é classificado como experimental, mas funciona bem.

O novo Kindle tem o dobro de memória interna de seu antecessor (4GB em vez de 2 GB), o que segundo a Amazon significa que é possível armazenar 3500 livros no aparelho. Segundo a empresa, o Kindle tem uma autonomia de bateria de até um mês: embora a tecnologia de bateria não tenha mudado, o ganho em relação ao Kindle 2 foi obtido através de ajustes no software. 

No pouco tempo que passei com o novo Kindle, o aparelho deixou uma impressão positiva muito rapidamente. Preciso de mais tempo para confirmá-la, mas posso dizer que a construção sólida, design aprimorado, loja integrada e portabilidade entre plataformas (livros do Kindle podem ser lidos no Kindle, iPhones, iPads, smartphones Android e Blackberry, PCs e Macs) resultam em um produto vencedor, que irá rumo ao topo de sua categoria.

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