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Motorola BACKFLIP é versátil e tem visual único
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REVIEW

Motorola BACKFLIP é versátil e tem visual único

Com grande teclado e bom desempenho no acesso à web, o BACKFLIP é um celular ideal para quem precisa estar sempre em contato

Rafael Rigues

Foto:

Equipado com o sistema operacional Android, da Google, o Motorola BACKFLIP com certeza é diferente de qualquer outro smartphone que você já viu. De frente ele parece bastante comum: preto, tela de 3.1 polegadas e nenhum botão, apenas três áreas sensíveis ao toque (correspondendo aos botões Home, Menu e Back) logo abaixo da tela. 

A diferença está na parte de trás: onde normalmente ficaria a tampa da bateria em um telefone comum há um teclado QWERTY. Ou seja, o Backflip é como um notebook "do avesso": quando fechado, tela e teclado ficam do lado de fora. Ambas são unidas por uma dobradiça na lateral esquerda, e quando "aberto" o aparelho assume o layout convencional de um smartphone, com tela acima do teclado.

Esse arranjo incomum tem uma vantagem: muito mais espaço para o teclado, já que não é preciso se preocupar com o mecanismo deslizante usado em muitos aparelhos. É fácil ver a diferença: fechados, DEXT e BACKFLIP tem o mesmo tamanho. Mas coloque-os lado a lado e você verá que o BLACKFLIP tem um teclado cerca de 30% maior.

Motorola Backflip Aberto - 400px

Motorola BACKFLIP tem teclado grande

Infelizmente é um teclado de membrana, com teclas planas e duras. A Motorola também removeu o direcional encontrado no DEXT e MILESTONE. Na verdade ele foi substituído por um trackpad (como o de um notebook) atrás da tela, que funciona bem para se mover pela interface e interagir com páginas web, mas não é tão útil em jogos.

Câmera

A câmera do Backflip, com 5 MP e flash LED, fica em uma posição incomum: no canto inferior esquerdo do teclado, ao lado da tecla ALT. Mas isso tem uma vantagem: fica fácil enquadrar auto-retratos, basta "abrir" o teclado e olhar para a tela.

Infelizmente também há uma desvantagem: por causa de sua posição é muito provável que você acabe tocando sem querer na lente enquanto digita, o que fará com que ela acumule impressões digitais que podem atrapalhar as fotos. 

A qualidade de imagem é muito similar à de outros aparelhos Android da Motorola, como o QUENCH e o DEXT: boas fotos sob a luz do sol, mas com uma tendência a cores um tanto "lavadas" em ambientes internos com luz artificial ou dias nublados.

O flash é poderoso demais e muitas vezes acaba atrapalhando, especialmente se o objeto fotografado estiver perto da lente, o que resulta em imagens "estouradas". Se precisar fotografar com flash, posicione-se a pelo menos 1 metro de distância da pessoa ou objeto e use o zoom (digital) para ajudar a enquadrar a cena.

Desempenho

O BACKFLIP tem desempenho bastante similar ao do Motorola DEXT. Não vimos grande diferença para abrir aplicativos ou alternar tarefas, e testes com o aplicativo Benchmark (disponível no Android Market) mostram números similares. 

Os aplicativos abrem rapidamente, e não notamos lentidão durante o uso mesmo com vários programas abertos. Sim, ele demora um pouco para ligar como todo Android que já testamos (cerca de 1 minuto, do zero à tela inicial). Mas francamente, isto não é algo que um usuário comum faça várias vezes ao dia, sequer todo dia.

Note que estamos falando em desligar completamente o aparelho: colocá-lo em espera e retomar o uso mais tarde é instantâneo, como deveria ser.

Mas há uma diferença, esta sim importante, entre o BACKFLIP e o DEXT: o novo aparelho é visivelmente mais rápido para carregar páginas web em conexões Wi-Fi. Em testes com ambos os aparelhos, na mesma rede, acessando os mesmos sites simultâneamente, o BACKFLIP constantemente completou a tarefa entre 15 e 20 segundos antes do DEXT.

É difícil explicar a diferença, já que ambos os aparelhos tem processadores similares. Talvez a Motorola tenha otimizado o software, ou talvez o BACKFLIP tenha um chip de rede mais eficiente. O que importa é que ele é realmente mais ágil na navegação, o que pode fazer a diferença no dia-a-dia para os "heavy users" de internet móvel.

Software e bateria

O BACKFLIP usa o sistema operacional Android 1.5, como quase todos os outros aparelhos da Motorola (com a exceção do MILESTONE, que usa o 2.0) lançados aqui no Brasil.

Vamos repetir o que dissemos em nossas primeiras impressões sobre o Motorola QUENCH: o Android 1.5 é um sistema bastante capaz, que desempenha todas as tarefas do dia-a-dia sem problemas. Mas não faz sentido ficar preso a esta versão quando outros aparelhos já rodam o Android 2.1, o próprio Google já anunciou o Android 2.2 e muitos aplicativos exigem no mínimo a versão 1.6. Nos EUA a Motorola prometeu uma atualização gratuita de todos os seus aparelhos para o Android 2.1, mas não há informações sobre quando isto ocorrerá aqui no Brasil.

A interface padrão do Android foi substituída pelo MOTOBLUR, sistema de Motorola que integra informações de suas redes sociais favoritas (inclusive o Orkut), bem como notícias e e-mails, diretamente na tela inicial. É ideal para os "superconectados" que não querem ficar um segundo sem saber o que acontece em seu círculo de amizades ou no mundo.

Vale notar que as informações do BLUR são baixadas através da conexão de dados, várias vezes ao dia. Portanto a aquisição de um plano de dados junto com o aparelho é altamente recomendada. 

Entre os softwares pré-instalados, além do que é oferecido em todo smartphone Android, estão versões de demonstração dos jogos Midnight Pool 2, Assassin's Creed e Prince of Persia, além do MotoID (para identificação de músicas) e o QuickOffice, que permite ler documentos do Microsoft Office. 

Mas o mais interessante é o Motonav, que transforma o BACKFLIP em um GPS automotivo. O programa conseguiu encontrar rapidamente, e com boa precisão, minha posição inicial mesmo dentro de um prédio e calculou instantaneamente a rota pedida.

Há uma útil opção que permite levar em consideração o trânsito (requer um plano de dados para download de informações) e recalcular automaticamente o caminho para desviar de engarrafamentos, e outra que permite indicar ruas pelas quais você não quer passar e devem ser evitadas.

Infelizmente, o Motonav é uma versão de demonstração, válida por 60 dias. Após este período é necessário adquirir uma licença, o que pode ser feito via internet e custa 59 dólares.

A autonomia de bateria deixou a desejar. Retirei o Backflip do carregador às 10 da manhã e o utilizei como parte de minha rotina diária, que inclui duas ou três chamadas curtas, meia dúzia de mensagens SMS, 15 minutos de GPS e cerca de 1 hora e meia de navegação via 3G, com o aparelho em repouso no restante do tempo. Às 20:30 recebi o primeiro alerta de bateria baixa, 15%. Pouco mais de duas horas depois, às 22:38, a bateria se esgotou e o aparelho se desligou.

No total, foi uma autonomia de 12 horas e meia de uso leve. Se você é um usuário ávido, especialmente de e-mail, vai querer colocar o carregador na bolsa. Notem que este tempo foi obtido com o gerenciamento de energia no perfil "Inteligente" e GPS desligado na maior parte do tempo. Com conexões de dados ativas o tempo todo, a autonomia com certeza será menor.

Conclusão

O Backflip é um Android "básico" para quem não abre mão de um teclado QWERTY, embora este não seja dos melhores, apesar de espaçoso. Faz tudo o que você precisa em um bom smartphone e pode fazer ainda mais com os milhares de aplicativos do Android Market. Infelizmente, a autonomia de bateria tira um pouco do brilho do produto.

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