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Motorola DEFY: o smartphone “duro de matar”
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Motorola DEFY: o smartphone “duro de matar”

Resistente a quedas, água, riscos e poeira, aparelho surpreende com desempenho excepcional e autonomia de bateria raramente vista em um aparelho com Android.

Rafael Rigues

Foto:

Se fizermos um levantamento das principais causas da “morte” de celulares, com certeza água e impactos estarão entre as primeiras da lista. O Motorola DEFY é um smartphone Android criado para sobreviver aos acidentes do dia-a-dia, sejam banhos de café, quedas espetaculares no chão e chaves do carro arranhando o vidro frontal. E ele não só cumpre a promessa, como o faz sem comprometer a elegância, desempenho e autonomia de bateria.

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A belíssima tela de 3.7 polegadas e alta resolução (480 x 854 pixels) ocupa toda a frente do aparelho, e a estreita borda ao seu redor faz ela parecer maior do que é. Os botões padrão do Android (Menu, Home, Back e Search) são sensíveis ao toque, e os únicos botões físicos são o controle de volume (na lateral direita) e o de força/trava dos controles (em cima).

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Motorola DEFY: elegante e resistente

Os botões de volume são uma peça única, o que torna difícil diferenciar entre eles apenas com o tato. O botão de força sofre do mesmo problema, já que a diferença de altura entre ele e o resto do corpo do telefone é pequena. Não há botão de câmera (substituído por um ícone na tela), e ele faz falta para quem fotografa constantemente.

No geral o design do DEFY pode ser considerado “discreto”. Todo em preto, ele não se esforça demais para parecer resistente com protuberâncias emborrachadas (como alguns notebooks), nem abusa de cromados e luzes para chamar a atenção. Durante o uso ele “some” na mão, e você nota apenas a tela. É como um bom smartphone deve ser.

Resistência

Devo confessar que me diverti durante os testes. A primeira reação das pessoas quando ouviam que o DEFY era resistente a impactos era de desconfiança: “sei não, celular quebra tão fácil...”. Mas ela rapidamente desaparecia assim que eu deixava o DEFY cair, sem cerimônia, de cerca de um metro de altura sobre o piso de concreto e mostrava o resultado: nem um arranhão.

Ele também passou ileso por minhas tentativas de arranhar a tela. Deixei o aparelho em um bolso apertado junto com as chaves de casa durante o dia inteiro e nada. Frustrado, pequei a chave e a raspei contra a tela, tentando provocar um arranhão. Nada. Usei a chave como um punhal e a tela como vítima e... nada!

E quando achei que a tela estava muito suja com marcas de dedos, coloquei o DEFY debaixo da torneira sem medo. Ficou limpinho, e ele nem tomou conhecimento do banho e continuou funcionando normalmente.

Claro que meus testes são um exagero dos acidentes do dia-a-dia aos quais um celular está sujeito, e você não deve usar o DEFY como bola de boliche, alvo para dardos ou câmera para pesca submarina. Mas eles provam que o aparelho realmente cumpre o que promete, e é mesmo “duro na queda”.

A resistência vem de vários fatores. O vidro frontal é Gorilla Glass, muito mais resistente que o vidro comum e já usado em aparelhos como o Milestone e Milestone 2 (Motorola), Galaxy S (Samsung) e iPhone 4 (Apple). A resistência à água é resultado de tampões de borracha cobrindo todas as portas (fone de ouvido e USB) e um sistema de vedação na parte interna da tampa da bateria. E a resistência a impactos é fruto da forma como o aparelho é montado e da escolha de materiais usados na sua fabricação.

Multimídia

Assim como muitos outros smartphones Android da Motorola, o DEFY tem uma câmera de 5 MP como autofoco e flash. A qualidade de imagem segue a dos outros aparelhos da empresa: boa sob a luz do sol, mas com uma tendência a “lavar” um pouco as cores.

Em ambientes com  pouca luz a nitidez não é das melhores, e o flash tem a tendência de estourar a imagem, dando o já famoso visual “branco total radiante” a qualquer coisa que esteja muito próxima da lente. Ou seja, é a típica câmera de smartphone.

Um software chamado “Kodak Perfect Touch” promete melhorar as fotos, fazendo ajuste automático de contraste, saturação de cor e exposição. Ele funciona, mas não espere milagres. A câmera grava vídeos a 640 x 480 pixels (resolução “VGA”, suficiente para assistir em uma TV convencional, gravar em DVD ou compartilhar no YouTube) a 30 quadros por segundo. Em ambientes iluminados, a qualidade dos clipes é satisfatória.

Desempenho

Com Android 2.1 e a já tradicional interface MotoBLUR, o DEFY tem um processador Texas Instruments OMAP 3610 de 800 MHz. Mas no uso diário ficamos surpresos, pois ele nos pareceu tão ágil quanto seu primo Milestone 2, que tem um processador de 1 GHz. Não vimos o aparelho “engasgar” em nenhuma tarefa, e a resposta aos toques na tela é sempre precisa e instantânea.

A diferença é ainda mais impressionante quando levamos em conta que o Milestone 2 roda o Android 2.2, que traz ganhos de desempenho de 2x em média quando comparado ao Android 2.1 no mesmo hardware. Ou seja, o DEFY é tão ágil quanto um smartphone com um processador mais rápido e um sistema mais otimizado. Quando ganhar uma atualização para o Android 2.2 (prevista para o primeiro trimestre de 2011) ele vai voar baixo!

O DEFY tem a mesma GPU, uma PowerVR SGX 530, que os Milestone, então não nos surpreendemos ao ver a marca de 22,8 FPS (quadros por segundo) no benchmark gráfico Nenamark 1. Não é uma pontuação de destaque mas é suficiente para jogos 3D, de títulos casuais como Fruit Ninja aos mais sofisticados como Dungeon Hunter e Asphalt 5, ambos da Gameloft.

Já no Quadrant, um benchmark que leva em conta vários aspectos do sistema, do poder de cálculo da CPU ao acesso a disco e gráficos, outra surpresa: o DEFY chegou à marca de 1084 pontos, superando o poderosíssimo Samsung Galaxy S (que chegou a 916 pontos).

Bateria

A bateria do DEFY nos surpreendeu muito durante os testes. Com capacidade de 1500 mAh, já esperávamos que a BF5X durasse mais do que a BP6X usada em aparelhos como o DEXT, Milestone e Milestone 2. Mas não esperávamos tanto!

Carregamos a bateria de nosso aparelho de testes a 100%, ativamos o GPS e deixamos a tela no brilho automático. Deixamos a sincronização com contas do Twitter e Gmail habilitadas, fazendo com que o aparelho busque periodicamente por novas mensagens.

Ao longo do dia fizemos duas chamadas curtas, enviamos mensagens SMS, tiramos meia dúzia de fotos, ouvimos uma hora de música e navegamos na web usando a conexão 3G por cerca de meia hora, no que classificamos como uso leve. Ao fim de 15 horas e meia longe da tomada ainda tínhamos 50% de carga da bateria, com uma autonomia estimada em 30 horas. A maior que já vimos em um smartphone Android.

Sob uso pesado ele não foi diferente. Navegamos na web por uma hora e meia (novamente, via 3G), ouvimos 4 horas de música, fizemos e recebemos várias chamadas ao longo do dia e gravamos dois vídeos curtos de 1 minuto cada. Sempre com a atualização automática de Twitter e Gmail em segundo plano. E nesse ritmo o DEFY aguentou 15 horas consecutivas antes de pedir água!.

A autonomia em espera também é assustadora: um DEFY completamente “parado”, conectado a uma rede Wi-Fi e com a atualização automática de contas ativada, mas não usado sequer uma vez durante o dia, consumiu apenas 10% da bateria após 24 horas longe da tomada. Ele não desafia só a água, poeira e impactos, desafia também o tempo e nossas noções sobre quanto a bateria de um smartphone deve durar.

Nosso veredito

Se você procura um bom smartphone Android que aguente o tranco do dia-a-dia, pode parar de procurar: o DEFY “é o cara”. Compacto, elegante, resistente e com um desempenho excepcional, ele nos surpreendeu em todos os aspectos. Esperávamos uma versão “aguada” de um Milestone 2 sem teclado, mas a Motorola entregou muito mais.

Posso afirmar sem sombra de dúvida: o DEFY é um dos melhores smartphones Android atualmente no mercado nacional. E com um preço sugerido de R$ 1.399 (sem subsídios de operadora), ele é muito mais acessível que concorrentes como o Milestone 2 ou Galaxy S.

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