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Motorola Droid 2 traz Android 2.2 e design aprimorado
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Motorola Droid 2 traz Android 2.2 e design aprimorado

Sucessor do extremamente popular Motorola Droid (Milestone no Brasil) corrige várias falhas de seu antecessor, mas a câmera ainda desaponta.

Ginny Mies, da PCWorld EUA

Foto:

O ansiosamente aguardado Motorola Droid 2 (no momento disponível apenas nos EUA, onde custa US$ 200 com um contrato de dois anos com a operadora Verizon) é com certeza um upgrade em relação ao Droid (aqui conhecido como Milestone) no quesito design, mas sua câmera ainda é fraca e o software Motoblur às vezes prejudica a experiência. Ainda assim, se você faz questão de um Android com teclado físico, o Droid 2 irá lhe deixar satisfeito.

Design refinado e atualizado

No design, o Droid 2 é basicamente uma versão mais moderna e refinada de seu antecessor. Suas curvas são mais suaves e no geral ele tem um visual mais atraente. A borda preta e reta do Droid original foi substituída por curvas cromadas, e os botões na lateral são mais discretos e não perturbam o perfil do aparelho. A tampa traseira é feita de um material macio que transmite uma sensação muito boa às mãos. No geral, o Droid 2 parece estar um nível acima do modelo anterior.

Droid 2 Frente - 300px

Droid 2: bordas cromadas e curvilíneas

O teclado do Droid 2 é muito superior ao do original, que tinha teclas planas e pequenas e no geral era desconfortável. O deselegante direcional à direita do teclado se foi, o que dá mais espaço para teclas maiores. Mas se você gostava do direcional, não se desespere: há quatro “setas” para navegação arranjadas em T invertido, como no teclado de um PC. Todas as teclas tem relevo, o que é um alívio já que o teclado plano do Droid não agradava. Outra melhoria? Sem teclas mortas! O teclado do Droid tinha duas teclas completamente inúteis, sem função nenhuma, que ocupavam precioso espaço.

Infelizmente o novo teclado ainda não é perfeito: as teclas da fileira superior estão muito próximas da borda da tela, o que faz com que seus dedos frequentemente esbarrem nela. Além disso, as teclas parecem “moles” demais e não tem o mesmo feedback tátil dos teclados físicos de outros aparelhos.

A tela parece ser a mesma do Droid, medindo 3.7 polegadas e com resolução de 854 x 480 pixels. Fiquei mal-acostumado às telas de 4.3 polegadas do HTC EVO 4G e Motorola Droid X, então a princípio achei a tela pequena. Mas é um tamanho perfeitamente bom para navegação na web e para assistir vídeo, e para ser justo é maior que a tela de 3.5 polegadas do iPhone.

MotoBlur melhorou, mas ainda não é perfeito

Eu confesso: sou uma “purista” do Android e adoro o Nexus One simplesmente porque ele roda uma versão do sistema sem modificações. Eu até gosto de certos aspectos das interfaces customizadas criadas pelos fabricantes, como o Media Player dos aparelhos com TouchWiz (da Samsung) ou o aplicativo FriendStream dos modelos com a interface Sense da HTC. 

Também gosto do fato de que elas deixam a plataforma mais atraente, do ponto de vista estético, e mais acessível. O que não gosto é que essas interfaces prejudicam certos aplicativos nativos do Android e reduzem o desempenho de aparelhos poderosos - como é o caso do Motoblur no Droid 2.

Esta versão do Motoblur roda sobre o Android 2.2, que tem entre seus principais destaques um melhor desempenho, melhor suporte a servidores Exchange (incluindo suporte a calendários) e ajustes em aplicativos como a câmera e a galeria.

A interface foi bastante simplificada e é menos chamativa que a versão utilizada em aparelhos como o Backflip e o DEXT: os balões que ocupavam a tela inteira com mensagens do Facebook de amigos de colégio com os quais você nem tem mais contato se foram. O Motoblur não é tão atraente quanto o HTC Sense, mas eu gostei do visual dos ícones e texto e da navegação fácil e intuitiva.

O Motoblur foi reduzido a dois widgets na tela inicial, que podem ser sicnronizados com suas redes sociais. Outro novo recurso é uma barra de navegação que permite alternar rapidamente entre telas iniciais sem ter que passar por todas as telas no caminho até chegar à que deseja. 

Entretanto, há coisas que o Motoblur não faz direito. Embora seja possível enviar fotos para uma conta no Picasa, álbum de fotos online do Google, não é possível ver fotos desta conta. Parece algo sem importância, mas e se você estiver visitando parentes e quiser mostrar fotos das férias sem usar o notebook pra isso? Ainda mais quando dá para ver os álbuns do Picasa no Android 2.2 padrão.

Além disso, você está preso à interface de câmera do Motoblur: nada da interface melhorada usada no Android 2.2. Por exemplo, para acessar as opções de fotografia no Motoblur é necessário tocar no lado direito da tela. E quando você vira o smartphone de lado, os controles não viram junto. Já no Android 2.2 as opções estão sempre visíveis na tela e os controles acompanham o movimento. Parece um detalhe pequeno, mas por que adicionar uma “skin” personalizada aos aplicativos se ela vai deixá-los piores?

Fora isso, o Droid 2 vem com todos os aplicativos “padrão” do Google: GMail, Maps, YouTube e Google Talk para mensagens instantâneas. Há uma quantidade irritante de “bloatware”, aplicativos pré-instalados e nem sempre úteis como NFL Mobile e alguns aplicativos da Verizon. Mas também há coisas úteis ou divertidas, como uma versão do Skype e o jogo Need for Speed Shift.

Câmera medíocre

O Droid 2 é um upgrade completo em relação ao Droid, com uma exceção: a câmera. A câmera do Droid era ruim, e a do Droid 2 não é nada melhor. Com resolução de 5 MP, ela até tira fotos decentes durante o dia, com cores brilhantes e naturais, mas sem a mesma nitidez nos detalhes conseguida com aparelhos como o Droid X ou o iPhone 4.

Fiquei ainda menos impressionada com as fotos tiradas em ambientes internos. Algumas delas tinham um tom esverdeado, mas isso pode ser resultado da iluminação ambiente. Havia pouca nitidez nos detalhes, um pouco de ruído e alguns objetos tinham uma certa “aura fantasma” ao seu redor. O foco automático não é muito eficaz, e apesar da boa variedade de modos de cena eu não os achei úteis o suficiente para melhorar minhas fotos.

Outra missão estranha é a falta de suporte a captura de vídeo em 720p, algo que é quase o padrão em câmeras e smartphones “topo de linha” hoje em dia.O Droid 2 filma em 480p (a mesma resolução de um DVD, aliás), e não já um “modo narração” especial para melhorar a captura de sua própria voz. A qualidade de vídeo pode ser considerada decente, embora um pouco pixelada quando tentei filmar objetos se movendo rapidamente. Apesar da falta do modo narração, o Droid 2 capturou áudio muito bem. Outra vantagem: uma das novidades do Android 2.2 é a possibilidade de usar o flash da câmera como luz auxiliar durante a gravação de vídeo em locais pouco iluminados.

Desempenho

Em relação às versões anteriores o Android 2.2 tem melhor desempenho no geral, do navegador (com seu “engine” apelidado de V8, que carrega mais rapidamente páginas que fazem uso intenso de JavaScript) ao gerenciamento de recursos como a memória e processador. Em meu review do Android 2.2 no Nexus One, eu imediatamente notei que o navegador era muito mais rápido. Mas estranhamente, o navegador do Droid 2 não me pareceu tão rápido assim.

Na verdade, a navegação por páginas cheias de conteúdo multimídia como a CNN.com ou Thrasher.com me pareceu meio arrastada. Além disso, alternar entre as várias telas iniciais e navegar por longos menus não foi tão rápido quanto eu esperava. Há um certo atraso (lag) ao abrir aplicativos nativos como as mensagens de texto. Mas notei que quanto mais eu usava o aparelho, mais rápido ele ficava. Parece estranho, mas outros jornalistas já notaram o mesmo fenômeno com outros smartphones Android da Motorola, então não estou sozinho.

Apesar do navegador às vezes demorar na rolagem das páginas, elas carregaram rapidamente na rede 3G da Verizon. A qualidade das chamadas foi muito boa, sem chamadas perdidas, estática ou ruído, com vozes limpas e naturais.

O Droid 2 tem como grande rival seu “irmão”, o Motorola Droid X, que tem uma tela maior, câmera melhor e custa o mesmo preço. Mas se um teclado físico é indispensável, você com certeza irá ficar feliz com o Droid 2.

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