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Motorola Flipout é compacto e 1º smartphone no Brasil com Android 2.1
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Motorola Flipout é compacto e 1º smartphone no Brasil com Android 2.1

Apesar de pequeno, aparelho não deixa nada a dever a outros modelos com Android; Mas autonomia da bateria ainda é ponto fraco.

René Ribeiro, da PC WORLD

Foto:

O Flipout já é o sexto smartphone da Motorola com sistema Android, mas é o primeiro aparelho com a versão 2.1 do sistema operacional e a versão 1.5 do serviço Motoblur.

Segundo a fabricante, o novo software traz melhorias no gerenciamento de bateria e ferramentas para reduzir e monitorar o consumo de dados.

Com formato quadrado o aparelho é fisicamente semelhante ao Motocubo A45 Eco, lançado no ano passado, mas somente à primeira vista.

Ele mede 6,1 centímetros de lado e 1,7 cm de espessura, e quando aberto fica com 11,4 cm de altura. O peso é de 120 gramas.

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Motorola Flipout: dimensões compactas

Teclado e tela
O teclado tipo QWERTY não desliza como era de se esperar: a tela "gira" em 90º (daí o nome em inglês, Flipout) e trava em uma posição com o teclado logo abaixo. Ele pode parecer pequeno, porém com o uso foi possível sentir que é bem fácil e confortável de usar. Uma linha do telado é dedicada somente a números, o que facilita a digitação.

A tela multitoque de 2,8 polegadas tem resolução de 240x320 pontos, menor que a média de outros smartphones Android (320x480 pontos). Como resultado, textos e imagens perdem um pouco em definição quando comparados a outros aparelhos da empresa, mas a resolução não é um empecilho no uso de aplicativos.

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Teclado físico é confortável de usar

A princípio tivemos dúvidas sobre se a tela do Flipout seria boa o suficiente para ler o texto em sites na web, mas fizemos um teste lendo um site no Flipout e no Dext, ambos utilizando o navegador Dolphin. Notamos que a leitura é confortável nos dois aparelhos independente da área da tela. Como os aparelhos possuem acelerômetro, é possível girar o smartphone e ler na posição que mais lhe seja conveniente.

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Acessórios que acompanham o produto. Destaque para o carregador veicular e duas capas coloridas para personalização

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Comparação entre as telas do Flipout e Dext (ambos da Motorola)
veja essa foto em alta resolução

Recursos e desempenho
Apesar de pequeno, o Flipout não deixa nada a dever a outros aparelhos da Motorola em termos de recursos. É um aparelho 3G, possui Wi-Fi, Bluetooth, GPS, câmera e filmadora. Vem com 512 MB de memória interna e com cartão microSD de 2 GB (expansível a 32 GB).

O processador, da Texas Instruments é o OMAP 3410 e trabalha a 600 MHz. Como o Android 2.1 é aprimorado em velocidade, rodamos sem problemas as aplicações pré-instaladas e também as do Android Market. Interessante dizer que o Flipout não travou com nenhuma aplicação que testamos, o que às vezes acontecia com aparelhos da Motorola com a versão 1.5 do sistema Android.

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Exemplo de uma foto tirada com o Flipout (3.1 MP)
Veja essa foto e outros exemplos em alta resolução

A câmera de 3.1 megapixels não possui flash e tem zoom digital de 4x. É necessário que o ambiente tenha uma boa iluminação para obter uma qualidade aceitável na imagem. O Flipout também faz vídeo, com resolução de 352 por 288 pontos a 25 quadros por segundo. É uma resolução baixa, mas "quebra o galho" se a intenção for compatilhar os clipes no YouTube.

Áudio e vídeo
O Flipout possui recurso de rádio e player de MP3 e vídeo. Os formatos de vídeo suportados são os mesmos de qualquer smartphone Android.

A qualidade do áudio é excelente, tanto em seu alto-falante quanto no fone de ouvido. O aparelho usa um conector P2, compatível com a maioria dos fones de ouvido. O connected Music Player, player que vem com o Flipout, acessa a internet e a letra da música aparece como uma legenda enquanto o artista canta. Além disso, com apenas um toque é possível buscar vídeos no Youtube relacionados à música que está tocando.

O Flipout rodou vídeos do Youtube tranquilamente, e o navegador é capaz de exibir animações em Flash graças à inclusão do Flash Lite no sistema operacional.

Duração de bateria

Este continua sendo o tendão de Aquiles dos smartphones da Motorola com sistema Android. Em nossos testes, a carga da bateria durou 17 horas. O uso ficou dividido em cinco ligações (oito minutos e 31 segundos, verificados no próprio celular), navegação na internet (por volta de uma hora e meia usando a rede 3G e duas horas usando a interface Wi-Fi). Tiramos 10 fotos e fizemos um vídeo de dois minutos.

O GPS também foi utilizado por cerca de 30 minutos e usamos o player de música por uma hora e meia. Também configuramos a bateria para uso inteligente e assim não utilizamos nenhum serviço ou rede social no modo automático, ou seja, não havia dados trafegando quando o telefone estava ocioso. Em resumo, é possível usar o Flipout durante um dia de trabalho, com uso moderado, mas ao fim do dia, é melhor deixá-lo carregando para não ser surpreendido durante a manhã seguinte.

A autonomia é semelhante a outros aparelhos com Android, da Motorola. Mas se o Flipout tem um gerenciador de bateria melhor, então porque a carga não dura mais? Bom, o caso é que o aparelho é pequeno e, por isso, tem uma bateria pequena. Não há mistério: com menos células de energia não poderia durar muito mais tempo, ainda mais com todos os recursos do aparelho.

Conclusão
Ver um smartphone tão pequeno e com Android 2.1, mais recursos de Wi-Fi, GPS, Bluetooth e tela multitoque pode gerar um preconceito de que ele não servirá para tudo aquilo que imaginamos. Mas depois de usá-lo, a experiência foi boa. O design compacto é interessante para carregar no bolso e até usá-lo discretamente, pois não é necessário abrir o teclado para navegar na web ou usar os softwares instalados. E quando aberto, para fazer chamadas, o design também se torna confortável.

O Flipout não teve problemas de lentidão para abrir menus, nem executar softwares. Isso não é mérito do processador, já que a frequência de trabalho é a mesma do que outros modelos da Motorola com Android. O que ajuda nesse caso é a versão 2.1 do Android, que está mais madura e com melhorias no desempenho. Também não ocorreu nenhum travamento de programas durante os testes.

Apesar de parecer um smartphone voltado para o público jovem, os recursos mostram que ele pode servir ao público mais maduro também. É apenas questão de acostumar com o design. A resolução da tela é inferior a outros modelos da Motorola, mas nada que seja passível de críticas ferrenhas. A câmera é razoável, mas a bateria poderia durar um pouco mais.

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