Salvar em Nova pasta de favoritos

+

Criar pasta
Fazer login no IT Mídia Redefinir senha
Bem-vindo de volta,
Digite seu e-mail e clique em enviar
Ainda não tem uma conta? Cadastre-se
Últimos favoritos Ver todos
Últimas notícias do conteúdo : Ver todos
Imagem de fundo do header
Motorola Moto G7 Plus, intermediário que vale muito a pena considerar
Home  >  Review
REVIEW

Motorola Moto G7 Plus, intermediário que vale muito a pena considerar

Topo de linha de família G7 tem ótima tela, carregamento super rápido e desempenho muito bom para o dia a dia

Flavio Xandó

Foto:
pontuação
8
Moto G7 Plus Motorola

Algumas tempo atrás a Motorola lançou toda uma família de smartphones, a renovada e também aclamada nova geração do Moto G. São quatro aparelhos distintos que variam nas especificações e preço. No começo de maio de 2019 o membro “caçula” da família, o Moto G7 Play pode ser encontrado por R$ 800 a R$ 850. Os outros membros são o Moto G7 Power, que se destaca por uma imensa bateria, o Moto G7 e o Moto G7 Plus, a versão mais elaborada da família, modelo que testei, pode ser achado nesse momento a partir de R$ 1450, trazendo as melhores câmeras, processador, tela, etc. Este foi o smartphone que usei por um mês e trago todas as minhas impressões e descobertas neste texto.


Figura 01 – Motorola Moto G7 Plus

Seu design é muito agradável, acabamento em metal, bordas arredondadas e feito em um material agradável ao toque. Neste modelo a Motorola adotou o recorte da tela (conhecido como “notch”) em forma de gota que contém apenas a câmera frontal. É sem dúvida, para mim, uma solução mais elegante do que aquele recorte bem maior, aliás presente no Moto G7 Play e Power.

Se a Motorola não usasse aquele espaço na parte inferior da tela com seu nome escrito, com certeza poderia aumentar ainda mais a área útil da tela. Mas aí seria mais difícil chamar a atenção no ponto de venda. É um equilíbrio difícil. Mas por outro lado usar o local com o logotipo na traseira para conter o sensor de impressão digital acho ao mesmo tempo bonito e funcional.

Usabilidade

Sua grande tela tem 6.2 polegadas e por ter proporção 19:9 ele é ligeiramente mais estreito e isso lhe confere uma “pegada” muito agradável. A resolução da tela LCD é Full HD+ com 2270x1080 pontos LCD. Definição e nitidez de imagem não faltam!

Tem ótima velocidade de operação, bem mais que satisfatória. Usa o processador Qualcomm SnapDragon 636, um herdeiro do 821, que resultou no 660 que por sua vez foi a base de construção do 660. A experiência de uso bastante fluida, sem “engasgos” no uso do dia a dia. Jogos casuais rodam muito bem e jogos mais sofisticados rodarão em nível médio ou baixo de complexidade gráfica.

A tela IPS LCD é vívida e tem boa acuidade na representação das cores. As cores são bem bonitas e fiéis aos elementos ou imagens mostradas. Testei recentemente o Motorola One que também tinha uma tela IPS, porém fraca em ambientes muito iluminados, como por exemplo, um dia bem ensolarado. O Moto G7 Plus não sofre deste mau, dá para ser usado em ambientes bem iluminados.

O sensor de impressão digital é bastante responsivo e fica localizado na parte traseira do aparelho onde é natural apoiar o dedo indicador. Como já citei, a Motorola abriga o seu icônico logo ali neste lugar. É uma abordagem funcional e estética. Eu gosto.

Ele pode ser adquirido no Brasil nas cores azul Índigo e na cor vermelho Ruby, que foi a cor do modelo que eu testei. Achei muito bonita!!

Por fim destaco que a Motorola não removeu o conector P2 para fones de ouvido. Embora fones bluetooth estejam se tornando cada dia mais populares, é uma crueldade obrigar todas as pessoas que por anos buscaram, escolheram e compraram fones P2 terem que jogá-los fora porque o fabricante assim o decidiu. Viu Dona Apple??

Fotografia

As câmeras apresentam um bom desempenho, não vão desapontar, muito pelo contrário. Salvo em situações extremas de baixa iluminação. As duas câmeras traseiras, uma de 16 MP, abertura f/1.7 e a segunda de 5 MP (usada apenas para auxiliar desfoque de fundo e efeitos como cor seletiva) têm resultado muito bons em ambientes bem iluminados.

A câmera frontal de 12 MP é capaz de fazer boas selfies, mas por ter abertura f/2.2 exige mais luz que a câmera traseira para brilhar. Faz vídeos em Full HD até 60 fps e grava em 4K a 30 fps. Tem modo de câmera lenta 120 fps e dispõe de estabilização ótica, ou seja, dá para filmar com o celular em movimento e ainda assim o vídeo não ficar tremido.

Destaco a capacidade de registrar imagens com grande nitidez. Veja por exemplo as duas fotos a seguir (a segunda foto é um recorte de um detalhe da primeira foto). Observe o desfoque NATURAL do fundo, obtido apenas pela proximidade da lente do objeto fotografado (a flor).

Na próxima imagem quero destacar o nível de detalhe e nitidez. Dá para ver as pequenas gotas de orvalho nas hastes saindo da flor.

Na próxima foto quero destacar o competente HDR, ou seja, o bom registro de áreas mais iluminadas junto com as menos iluminadas. Dá para ver a sombra embaixo das árvores e ainda sim o céu azul entre as folhas.


câmera traseira , bom HDR, registro das áreas claras e escuras

Na próxima foto, tirada com a câmera frontal, a popular selfie, há um bom registro da cena, boas cores, mas o céu está branco, ou seja, não há um bom HDR na câmera frontal. Mas normalmente são pessoas que se deseja mostrar em fotos assim, então não chega a ser um problema.


Moto G7 Plus câmera frontal com boa luz

Em ambientes de pouca luz as câmeras do Moto têm um desempenho “justo”, mas não brilhante. Verdade seja dita, este é o pior cenário para qualquer câmera de smartphone. Mas tanto a frontal como a traseira, sem auxílio de luz externa, flash, etc. deixa artefatos ou “ruídos” na imagem. Dá para registar fotos em baixa luz, mas não com grande precisão na  imagens. Friso que é o oposto das fotos feitas em ambientes relativamente ou bem iluminados, que apresentaram resultados muito bons.

A próxima foto foi feita em ambiente interno, com razoável nível de iluminação, e ainda assim o resultado foi bom. Amigos viram essa foto disseram estar muito apetitosa!! Ou seja, o registro ficou bom para isso!


Moto G7 Plus câmera traseira com iluminação interna do ambiente

Mas o eterno calcanhar de Aquiles dos smartphones é sempre a condição de baixa luz. Por isso submeti o Moto G7 Plus a uma situação de sala quase escura. Vamos analisar as fotos abaixo.

Na imagem seguinte temos na parte de cima a foto do ambiente tirada com o flash do Moto G7 Plus. Na parte de baixo é a foto sem flash e no modo automático, notadamente e obviamente mais escura. Mas há um ponto positivo para destacar, o que meus olhos viam era um ambiente ainda mais escuro, ou seja, o Moto G7 Plus “achou luz” para iluminar a cena. Rapidamente explicando, trata-se de um recurso comum na fotografia que é ampliar a sensibilidade à luz (aumento do ISO) na hora da captura.


Foto com flash e sem flash com Moto G7 Plus

Só para efeito de comparação, cruel, injusta até, mostro para vocês a mesma foto tirada no modo automático pelo Samsung S10 Plus que é uma referência em termos de fotos em baixa luz, e também, não podemos esquecer, um smartphone que custa aproximadamente o TRIPLO do preço. Ainda mais luz “apareceu”, mais cores, etc. O objetivo dessa injusta comparação é mostrar a “régua superior”, ponto no qual os smartphones podem chegar. E ainda tem agora o Huawei P30 Pro, concorrente do S10+ que consegue tirar fotos literalmente no escuro!!


Samsung S10 Plus, mesma foto na sala quase escura

Na imagem abaixo mostro um detalhe da flor tirada com os dois aparelhos, o S10 Plus e embaixo com o Moto G7 Plus. As cores lavadas e o “ruído” na imagem são evidentes na foto do G7 Plus nessas condições. Isso mostra bem a diferença no “baixa luz”. Mas a Motorola chega lá, tenho percebido a cada geração melhores resultados, mesmos neste segmento de aparelhos.


Detalhe da fotos tiradas com S10 Plus e G7 Plus

O Moto G7 Plus ainda dispõe ainda do “modo retrato” que desfoca o fundo da cena de forma seletiva, para destacar a pessoa em primeiro plano e também permite escolher uma cor da imagem para dar destaque, gerando fotos muito interessantes.


destaque da cor

Em resumo, as fotos em condição de boa luz são acima da média, posso dizer que muito boas!! A nitidez e detalhes daquela flor e dos quindins, por exemplo, são impressionantes!! Em baixa luz não. Mas a solução é simples, use o flash em ambientes escuros ou mal iluminados e seja feliz!! Essa história de ficar tirando foto em salas escuras é coisa de gente maluca que fica testando smartphones!!


Resumo das especificações

Como o Moto G7 Plus traz 4 GB de memória, isso explica a boa fluidez no uso. Um processador ainda moderno e 64 GB de armazenamento complementam as virtudes básicas. Mais detalhes estão na figura abaixo.

especificações


Analisando a autonomia da bateria

Este é o ponto bastante detalhado desta avaliação, pois venho usando uma metodologia rigorosa em testes de smartphones em relação a testes de bateria. O processador Qualcomm SnapDragon 636 é uma versão do 660 feita para ser mais econômica. Ao mesmo tempo uma tela FullHD+ por ter mais pontos tende a elevar o consumo.

É importante para verificar como esses fatores se equilibram. Costumo testar o smartphone em diversas situações e o resultado está resumido na tabela abaixo.

resultados dos testes de bateria em vários cenários

O número que mais importa na tabela acima é o “uso normal”. É fruto do acompanhamento e registro do uso do Moto G7 Plus por 25 dias. Neste período o Moto G7 Plus foi o meu único aparelho de uso constante, usado para tudo. Ligações telefônicas, e-mails, redes sociais, WhatsApp, fotos, Waze, etc. O retrato dessa utilização está na figura abaixo mostrando dia a dia quanto durou a bateria (em horas). Observe que naturalmente o tempo de autonomia varia porque o uso do smartphone é um pouco diferente a cada dia. O importante é observar que no pior caso a autonomia foi cerca de 12 horas, o melhor dia quase 18 horas e na média 15.0 horas. Este é um resultado quase confortável. Suponha que o usuário saia de casa às 7 horas, com este nível de autonomia ele conseguiria usar o Moto G7 Plus até perto das 22 horas. Resolve o problema!

duração da bateria dia a dia

Importante frisar que os resultados obtidos são referentes ao meu perfil de uso, que é de moderado a alto e não obrigatoriamente igual do leitor. Na média até 5h12m de uso de tela (smartphone ligado sendo usado efetivamente), aproximadamente de 35% do tempo total. Isso lhe dá uma ideia de quão rigoroso (ou não) é o meu uso comparado com o seu perfil de utilização.

Mas na tabela acima (antes do gráfico) há também valores específicos importantes. Por exemplo, exclusivamente assistindo vídeo no Netflix a bateria duraria um pouco mais de 11 horas. No Youtube um pouco mais de 12 horas. Utilizando o Waze, um pouco menos de 6  horas. E gravando vídeo, a atividade claramente mais rigorosa, apenas 3.5 horas.

Também considero muito importante o tempo de carga do smartphone, pois em um dia de uso atípico, a bateria pode acabar bem mais cedo.  Para isso seria bom haver uma forma ágil e rápida de obter um “reforço”. A figura abaixo mostra o perfil de carga do Moto G7 Plus.

tempo de carga da bateria

É IMPRESSIONANTE!! Veja que com ele descarregado, praticamente ele acrescenta 3% de carga por minuto, 50% em 17 minutos. Ou seja, com 30 minutos de carga, leva-o a 80% e isso amplia em 12 horas sua autonomia. Cabe destacar que como qualquer smartphone, o final do carregamento se dá de forma mais lenta, isso é normal. Para obter 100% de carga, com o aparelho com 0% (quase desligando), o tempo total é de 1 horas e 2 minutos, usando o telefone enquanto ele é carregado. Com o telefone desligado este tempo cai 2 ou 3 minutos.

Grande diferencial do G7 Plus é seu carregador TurboPower de 27 Watts, por isso este desempenho incrível no carregamento. Imagine, em 17 minutos de carregamento obtém-se mais de 7 horas de uso extra. Parabéns à Motorola por trazer este importante recurso ao G7 Plus.

Por fim, gosto também de explorar o “melhor cenário”, ou seja, o tempo gasto para a bateria descarregar com o smartphone com a tela ligada 100% do tempo, mas sem realizar operação alguma. Veja o gráfico abaixo.

Nesta condição, tela ligada, brilho em 65% e sem usar o aparelho o Moto G7 Plus ficou 1100 minutos, ou seja , 18 horas ligado até acabar a bateria. Um dos melhores desempenhos que já vi neste teste.

Conclusão

O Moto G7 Plus é o modelo de topo da linha G7 e traz várias tecnologias interessantes. É um smartphone de uso geral, com desempenho muito bom para tarefas rotineiras. Mediano para jogos sofisticados.  Uma tela muito boa (resolução, contraste, cores e brilho), câmeras com ótima definição em ambientes bem iluminados. O carregamento rápido , muito rápido é de grande destaque.

Na ocasião do seu lançamento o preço era R$ 1899. Passados 3 meses já se encontra por valores perto de R$ 1500, um preço que julgo bastante de acordo com o que ele entrega. Tem um acabamento refinado para a sua categoria, bom desempenho, autonomia de bateria boa (mas não faz parte da categoria 18+ como eu chamo – aqueles cuja bateria duram 18 ou mais horas). Ele é muito bonito, adorei a cor rubi, ótima pegada e ergonomia, ótima tela, o incrível carregamento MUITO rápido, tem atributos que com certeza agradarão muitos consumidores. Eu gostei!! Está no seleto grupo do “eu teria”.

 

Bônus - figuras e fotos adicionais

 

em resumo
8 Pontuação
Moto G7 Plus Motorola
R$ 1899 veja na loja
Moto G7 Plus
Desempenho8
Estilo9
Fotografia em boa luz8
Fotos em baixa luz6
Autonomia de bateria7

O Motorola Moto G7 é o modelo topo de linha de família G7 tem ótima tela, carregamento super rápido e desempenho muito bom para o dia a dia

Prós
  • Tela (resolução/definição)
  • Desempenho
  • Fotos com boa luz
  • Design
Contras
  • Fotos em baixa luz
Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail
Vai um cookie?

A PCWorld usa cookies para personalizar conteúdo e anúncios, para melhorar sua experiência em nosso site. Ao continuar, você aceitará o uso. Para mais detalhes veja nossa Política de Privacidade.

Este anúncio desaparecerá em:

Ir para o site