Salvar em Nova pasta de favoritos

+

Criar pasta
Fazer login no IT Mídia Redefinir senha
Bem-vindo de volta,
Digite seu e-mail e clique em enviar
Ainda não tem uma conta? Cadastre-se
Últimos favoritos Ver todos
Últimas notícias do conteúdo : Ver todos
Imagem de fundo do header
Motorola Moto One, uma proposta diferente
Home  >  Review
REVIEW

Motorola Moto One, uma proposta diferente

O Moto One traz versão mais leve do Android que promete atualizações frequentes, segurança e boa usabilidade

Flavio Xandó

Foto:
pontuação
7
Moto One Motorola
1599,00 veja na loja

É muito oportuno falar do Moto One neste momento já que a Motorola acaba de lançar a linha Moto G7, composta por quatro novos smartphones. Oportuno, porque é um produto do final do ano passado que com este lançamento de agora seu preço tende a chegar a um novo e interessante ponto de equilíbrio. Afinal o Moto One tem muitas virtudes e alguns pontos de atenção também. Vamos conferir isso ao longo deste texto.


Figura 01 – Motorola Moto One

O Moto One tem esse nome porque traz embarcado uma versão particular do sistema Android chamada de Android One. Esse sistema é totalmente controlado pela Google. Ou seja, o fabricante não faz grandes customizações, salvo adicionar alguns aplicativos próprios, mas o sistema é “puro” e, por isso, bem apropriado para receber atualizações de segurança frequentes e rodar leve no hardware. Simplicidade, consistência e segurança são as propostas do Android One contido no Moto One.

Esse é o primeiro modelo da Motorola lançado no Brasil que apresenta o entalhe na tela (chamado de “notch”), que visa ampliar a área útil, mas abrigando no recorte sensores e lentes da câmera frontal. O modelo que eu testei era na cor branca (imagem acima), que aliás eu achei muito bonito. Está também disponível na cor preta.



Figura 02 – Motorola Moto One


Usabilidade

Sua tela tem 5.9 polegadas e por ter proporção 19:9 ele é ligeiramente mais estreito. Por isso, o aparelho tem uma “pegada” muito agradável e é surpreendentemente leve. Os mais exigentes vão reclamar da tela cuja resolução é de “apenas” 1520x720 pixels. Mas para o uso do dia a dia é mais do que suficiente.

Sua velocidade de operação é mais que satisfatória. Por um lado, ele usa o processador Qualcomm SnapDragon 625, que foi lançado há quase três anos (era o processador do asus Zenfone 3). Mas o fato de o Android One ser mais “leve” torna a experiência de uso bastante fluida, sem “engasgos” no uso do dia a dia. Só não é adequado para quem tem o hábito de jogar no smartphone, pois não conseguirá máxima qualidade nem as mais altas taxas de redesenho de tela (frame rate), mas em qualidade média-baixa conseguirá jogar e se divertir. Minha conclusão é que a despeito da idade do processador, a experiência de uso para quem se destina este smartphone é boa mesmo.

A tela IPS LCD é vívida e tem boa acuidade na representação das cores. As cores são bem bonitas e fiéis aos elementos ou imagens mostradas. Porém em ambientes muito iluminados, como um dia bem ensolarado, a tela não tem brilho suficiente para apresentar seu conteúdo com grande legibilidade. Procurar um lugar com menos luz torna-se necessário.

O sensor de impressão digital é bastante responsivo e fica localizado na parte traseira do aparelho onde é natural apoiar o dedo indicador. A Motorola aproveitou para abrigar o seu icônico logo ali neste lugar, que é uma solução que é ao mesmo tempo funcional e estética, por isso achei interessante.


Figura 03 – Motorola Moto One


Fotografia

As três câmeras apresentam desempenho variado. As duas câmeras traseiras, uma de 13 Mp e a segunda de 2 Mp (usada apenas para auxiliar desfoque de fundo e efeitos como cor seletiva) têm resultado muito bons em ambientes bem iluminados.

Comparativamente com outros aparelhos da Motorola que testei antes como Moto G6 Plus, Moto Z 3 Play e há mais tempo o Moto X4, achei as fotos mais nítidas e com boa distribuição e intensidade de cores. A câmera frontal de 8 Mp faz selfies competentes, mas não chega a ser uma imagem espetacular, entrega uma foto correta. Surpreendeu-me o fato deste aparelho ser capaz de filmar na resolução 4K (a 30 quadros por segundo), algo que era apenas mais normal em aparelhos de nível mais elevado (e mais caros).


Figura 04 – Moto One câmera traseira com boa luz


Figura 05 – Moto One câmera frontal com boa luz

Em ambientes de pouca luz as câmeras do Moto One não me agradaram. É certo que esse é o pior cenário para qualquer câmera de smartphone. Mas tanto a frontal como a traseira, sem auxílio de luz externa, flash etc, deixa muitos artefatos ou “ruídos” na imagem. Dá para registar fotos em baixa luz, mas não espere muita precisão nas imagens. Isso se opõe à minha impressão em relação às fotos em ambientes relativamente ou bem iluminados, que apresentaram para mim resultados muito bons.


Figura 06 – Moto One câmera traseira com pouca luz, vejam os artefatos/ruídos


Especificações

O Moto One traz 4 GB de memória, bastante adequada que explica a fluidez no uso e 64 GB de armazenamento. Ainda bem que aparelhos dessa faixa de preço com 2 GB de memória e 16/32 GB de armazenamento estão ficando no passado, pois já atendiam com dificuldade as necessidades dos usuários. As características principais estão na figura abaixo.


Figura 07 – especificações


Bateria

Esse é o ponto bastante detalhado dessa avaliação, pois venho usando uma metodologia rigorosa em testes de smartphones em relação a testes de bateria. Antes algumas considerações. O processador SnapDragon 625 é tradicionalmente conhecido por ter uma boa eficiência com a bateria, vários smartphones que o utilizam têm boa autonomia. Por outro lado, o Android One, por não ter customizações e otimizações feitas pelo fabricante não é a plataforma mais econômica. A resolução da tela, por ser menor que Full HD/HD , seria fator a favorecer o consumo.

Por isso, o teste foi importante para checar como todos esses fatores se equilibrariam. Costumo testar o smartphone em diversas situações e o resultado está resumido na tabela abaixo.


Figura 08 – resultados dos testes de bateria em vários cenários

O número que mais importa na tabela acima é o “uso normal”. É fruto do acompanhamento e registro do uso do Moto One por 24 dias. Neste período o Moto One foi o meu único aparelho de uso constante, usado para tudo. Ligações telefônicas, e-mails, redes sociais, WhatsApp, fotos, Waze etc.

O retrato dessa utilização está na figura abaixo mostrando dia a dia quanto durou a bateria (em horas). Observe que naturalmente o tempo de autonomia varia porque o uso do smartphone é um pouco diferente a cada dia. O importante é observar que no pior caso a autonomia foi cerca de 15 horas, o melhor dia quase 20 horas e na média 17.5 horas. Este é um resultado confortável. Suponha que o usuário saia de casa às sete horas, com este nível de autonomia ele conseguiria usar o Moto One até perto da meia noite. Resolve o problema!

Importante frisar que os resultados obtidos são referentes ao meu perfil de uso, que é de moderado a alto e não obrigatoriamente igual do leitor. Na média até 6 horas de uso de tela (smartphone ligado sendo usado efetivamente), aproximadamente de 35% a 40% do tempo total. Isso lhe dá uma ideia de quão rigoroso (ou não) é o meu uso comparado com o seu perfil de utilização.


Figura 09 – duração da bateria dia a dia

Comparativamente o Asus Zenfone 3 que usa o mesmo processador consegue 18.3 horas, um pouco mais (possivelmente fruto de otimizações do Android feitas pelo fabricante que o Andoid One não tem). Mas essa autonomia próxima das 18 horas é o que eu chamo de “número mágico”, pois atende com folga o dia a dia.

Mas na tabela acima há também valores específicos importantes. Por exemplo, exclusivamente assistindo vídeo no Netflix a bateria duraria perto de 9 horas. No Youtube um pouco mais de 12 horas. Utilizando o Waze, um pouco mais de 8 horas. E gravando vídeo, a atividade mais rigorosa, cerca de 4.5 horas.

Também considero muito importante o tempo de carga do smartphone, pois naquele dia que o uso foi atípico e a bateria acabar antes do final do dia, precisa haver uma forma ágil e rápida de obter um “reforço”. A figura abaixo mostra o perfil de carga do Moto One.


Figura 10 – carga da bateria

Veja que com ele descarregado, praticamente ele carrega 1% por minuto, 50% em 50 minutos. Ou seja, com 50 minutos de carga isso amplia em quase 9 horas a autonomia. Cabe destacar que como qualquer smartphone, o final do carregamento se dá de forma mais lenta, isso é normal. Para obter 100% de carga, com o aparelho com 0% (quase desligando), o tempo total é de 2 horas e 11 minutos, usando o telefone enquanto ele é carregado. Com o telefone desligado este tempo cai para um pouco menos de duas horas.


Conclusão

A proposta do Moto One é ser um smartphone de uso geral, com bom desempenho para tarefas rotineiras (não para jogos), uma boa tela, câmeras com ótima definição (em ambientes bem iluminados) e por trazer o Android One (na versão 9 – Pie), sem customizações, por isso um pouco mais “leve” e com garantia de rápidas atualizações por parte do Google. Cumpre  a proposta? Cumpre.

Há críticas por ele usar tela HD+ e não Full HD+, mas sendo prático, no dia a dia não faz diferença. Aliás, essa foi a mesma polêmica em relação a iPhone XS e iPhone XR (tela com menor resolução) mas no fim a conclusão foi a mesma. Em ambas as telas a experiência de uso é muito boa. Houve críticas em relação ao processador Qualcomm SnapDragon 625, mas aplica-se aqui a mesma análise em relação à tela. Mesmo não sendo um processador atual ele tem virtudes para conduzir o Moto One em todas as tarefas do dia a dia. Traz fotos em ambientes externos muito boas e nem tanto em ambientes com pouca luz.

Na ocasião do seu lançamento o preço era R$ 1,5 mil (R$ 1.499 para ser exato). Passados poucos meses já se encontra por valores entre R$ 1,3 mil e R$ 1,4 mil, um preço mais de acordo com o que o bom Moto One entrega, quando comparado com dispositivos da concorrência. Ele é leve, bonito (eu o adorei na cor branca) , ótima pegada e ergonomia e autonomia de bateria que se não é campeã entre os smartphones, 17 horas é um valor de grande respeito, vai atender a muita gente.


Figura 11 – Motorola Moto One

em resumo
7 Pontuação
Moto One Motorola
R$ 1599,00 veja na loja
Moto One
Usabilidade5
Câmeras3
Bateria4
Tela3
Preço3
Uso em jogos2

Smartphone que usa o Android One e por isso mesmo traz uma interface um pouco mais leve, atualizações de segurança do Google mais frequentes e bom desempenho para o uso normal do dia a dia. Traz processador Qualcomm SnapDragon 625, 4 Gb de memória, 64 GB de armazenamento e por suas dimensões e peso tem ótima ergonomia e usabilidade.

Prós
  • Ergonomia
  • Duração de bateria
  • Atualizações frequentes
  • Câmera em boa iluminação
Contras
  • Câmeras em baixa luz
  • Não adequado para jogos
  • Tela em ambiente com muita luz
  • Preço
Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail
Vai um cookie?

A PCWorld usa cookies para personalizar conteúdo e anúncios, para melhorar sua experiência em nosso site. Ao continuar, você aceitará o uso. Para mais detalhes veja nossa Política de Privacidade.

Este anúncio desaparecerá em:

Ir para o site