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Motorola RAZR D1 pode ser pequeno, mas é valente!
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Motorola RAZR D1 pode ser pequeno, mas é valente!

Aparelho impressiona com bom desempenho, excelente autonomia de bateria, suporte a "dois chips" e TV integrada.

Rafael Rigues

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Foto:

A família RAZR de smartphones Android, da Motorola, sempre fez bonito. O RAZR original foi um dos melhores aparelhos de sua época, capaz de competir em pé de igualdade com gigantes como o Galaxy S II. E seu irmão RAZR MAXX nos impressionou com sua autonomia de bateria, que até hoje muitos aparelhos não conseguem igualar.

O sucessor RAZR i foi o primeiro smartphone no mercado nacional equipado com um processador Intel, e estabeleceu um novo patamar em desempenho em sua faixa de preço. E o RAZR HD foi o primeiro smartphone 4G no Brasil, e não deixava muito a desejar em relação ao badalado Galaxy S III.

Por isso confesso que quando a Motorola anunciou em março uma expansão da linha RAZR com dois modelos de baixo custo, o D3 e o D1, fiquei um pouco apreensivo. É que o nome trazia à mente aparelhos bastante sofisticados e de preço elevado, e fiquei em dúvida se os modelos de preço baixo, com todas as limitações necessárias para atingí-lo, conseguiriam manter o bom nome da família. Mas nosso review do RAZR D3 mostrou que sim, ao menos na faixa dos R$ 799. E o RAZR D1 prova que dá pra descer ainda mais, sem deixar cair a peteca.

Design e Hardware

O RAZR D1 é pequeno (11 x 6 cm, com 1,1 cm de espessura e pesando 110 gramas) e segue o mesmo design básico adotado pela Motorola no RAZR i e RAZR D3: compacto, com parafusos à mostra nas laterais e um “queixo” abaixo da tela. A tela de 3.5” com resolução de 320 x 480 pixels domina a frente do aparelho, com três botões sensíveis ao toque (Back, Home e Multitarefa) abaixo dela.

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Motorola RAZR D1

Sim, a tela é pequena e tem resolução baixa, ainda mais numa era de smartphones com telas Full HD, mas não faz feio. É boa tanto em brilho quanto em visibilidade, e não sofre com distorção das cores de acordo com o ângulo de visão: a única mudança é uma diferença (pequena) no contraste, que é melhor quando você está olhando diretamente para ela.

Uma novidade entre os RAZR é que a bateria (uma HW4X de generosos 1750 mAh) é removível. Embaixo dela ficam os slots para os SIM Cards e para um cartão microSD que pode ter até 32 GB, complementando os 4 GB de memória interna (cerca de 2,3 GB disponíveis ao usuário). Na traseira também fica a câmera de 5 MP, que não tem flash, e ao lado dela um pequeno espelho para ajudar num eventual auto-retrato. Não há uma câmera frontal.

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RAZR D1 com a tampa traseira aberta e bateria removida. Os slots para os
SIM Cards são indicados pelas setas vermelhas, o do micro SD pela seta azul

Por dentro o RAZR D1 é baseado em um processador single-core de 1 GHz, o MediaTek MTK6575, acompanhado por 1 GB de RAM. Ele é um smartphone 3G Dual-SIM (mais sobre isso adiante), e também tem Wi-Fi (802.11 b/g/n) e Bluetooth. 

Software limpinho!

O sistema operacional do RAZR D1 é o Android 4.1.2, e durante o lançamento a Motorola garatiu a atualização para a “próxima versão” (5?). Assim como em outros aparelhos recentes da empresa há poucas mudanças em relação ao Android “puro” desenvolvido pela Google, o que é muito bom. O “Launcher” (app responsável pelas telas iniciais) é o mesmo do RAZR i / RAZR D3, com um painel de configurações rápidas na extrema esquerda e um assistente para a criação de novas telas na extrema direita.

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Android 4.1.2 quase "limpo", com pouquíssimas modificações

Quase não há aplicativos extras pré-instalados. Entre as exceções está o Guide Me, um manual eletrônico que ensina a usar os recursos do aparelho com tutoriais temáticos, como “Explique-me como usar o Google Now para obter informações como clima e trânsito quando precisar” ou “Mostre-me como ligar para um contato”. Também há Rádio FM e o Smart Actions, que pode ser usado para automatizar ações no smartphone seja por conveniência, abrindo o tocador de músicas sempre que o fone de ouvido for plugado ao aparelho, ou até para economizar energia, desligando as conexões de dados durante a noite.

Tem TV, e videocassete também!

O RAZR D1 tem um sintonizador de TV Digital e analógica, basta abrir o app TV Móvel. A lista de canais é dividida entre os canais digitais e analógicos, e há recursos como um guia de programação (para os canais digitais, transmitido pelas emissoras junto com o sinal de TV) e legendas em “Closed Caption”.

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Assistindo TV no RAZR D1. O segundo e terceiro ícone na barra inferior são para
tirar uma foto da tela e gravar o programa para assistir depois, respectivamente

É possível capturar imagens da tela, e até gravar programas na memória interna do aparelho para rever depois. Cada minuto de programação de TV Digital ocupa cerca de 1,6 MB de espaço no cartão de memória. É como se você tivesse, além de uma TV, um videocassete dentro de seu smartphone. Dá até para agendar a gravação de um programa, basta tocar no ícone do relógio ao lado do nome dele no guia de programação.

Para sintonizar os canais de TV o RAZR D1 usa o cabo do fone de ouvido como antena. Dentro da embalagem você vai encontrar um cabinho que à primeira vista parece um extensor de fones de ouvido. Na verdade, segundo a Motorola ele serve para duas coisas: por si só é uma antena, caso você queira ver TV e não queira plugar um fone de ouvido ao smartphone só para poder receber os sinais. E combinado aos fones também é um amplificador de sinal, para locais onde a recepção é ruim.

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Antena flexível inclusa na embalagem também amplifica o sinal de TV

Falando na recepção, ela é boa. Usando uma combinação da antena inclusa na embalagem e um fone de ouvido não tive problemas em encontrar 40 canais, entre analógicos e digitais, no bairro do Cambuci, na região central de São Paulo. 

Usando os dois “chips”

Assim como no RAZR D3, o RAZR D1 suporta dois SIM Cards (“dois chips”, no jargão popular) simultâneamente, mas o comportamento é diferente: é possível receber duas chamadas ao mesmo tempo. A primeira chamada é pausada quando a segunda é aceita, e pode ser retomada assim que esta terminar. Mas uma conexão de dados ativa em um dos chips (um download via 3G, por exemplo) impede que o outro receba chamadas.

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É possível personalizar cada SIM e definir padrões para voz, mensagens e dados

É possível identificar cada SIM com um nome, cor e ícone, e essa informação é mostrada na hora em que uma chamada ou mensagem é recebida. O discador tem dois botões para iniciar a chamada, um para cada SIM. E é possível definir qual será o SIM padrão para voz ou dados.

Câmera básica, com alguns extras

Não espere muito da câmera do RAZR D1. Ela faz boas fotos sob luz do sol, mas... é só. Em cenas com contraste entre luz e sombra as áreas claras tendem a “estourar”. Em dias nublados ou ambientes com iluminação indireta as imagens podem sair um pouco “lavadas” ou azuladas, o que pode ser driblado ajustando manualmente o balanço de branco. Já em locais com pouca luz há bastante ruído na imagem, e a falta do flash será sentida na hora de tirar fotos “na balada” com os amigos.

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Foto feita com o RAZR D1. Clique para ampliar.

Ainda assim ela tem alguns recursos interesantes, como detecção de sorriso (ótimo para tirar fotos de crianças), três modos de cena (noturna, pôr-do-sol e festa) e a capacidade de fazer fotos em HDR, algo bastante incomum em aparelhos na mesma faixa de preço. Este recurso ajuda nas cenas com contraste entre luz e sombra, “equilibrando” a imagem e ajudando a recuperar detalhes que de outra forma seriam perdidos. Veja o comparativo abaixo.

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A metade esquerda da imagem foi fotografada no modo
automático, e a direita com HDR. Clique para ampliar.

Na hora de filmar, é possível gravar imagens em resolução de DVD (720 x 480 pixels). Também dá pra adicionar alguns efeitos especiais à imagem, como deixar as pessoas com os olhos grandes, boca pequena ou a cabeça esticada.

Desempenho e autonomia de bateria

Um processador single-core de 1 GHz numa época onde monstros quad-core de 2.2 GHz estão chegando às lojas pode parecer pouco, mas o MediaTek MTK6575 usado no RAZR D1 é valente. Não tive nenhum problema em desempenhar as tarefas típicas do dia-a-dia, seja interagindo com redes sociais ou navegando com o Google Chrome.

E a GPU PowerVR SGX531 integrada ao processador é poderosa o suficiente para dar conta de jogos, dos mais casuais como Angry Birds e Subway Surfers aos mais sofisticados como Asphalt 7, desde que você tenha espaço para eles na memória interna do aparelho.

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12 horas de uso, 42% de carga restantes. Nada mau!

A autonomia de bateria também foi muito boa. No teste de uso típico cheguei ao fim de um dia de trabalho (que inclui algumas chamadas e mensagens SMS, cerca de duas horas de navegação via 3G e algumas fotos) com 42% de carga restante após 12 horas longe da tomada, isso com apenas um SIM Card instalado. Com dois SIMs, não foi raro conseguir 30%. Na reprodução de vídeo, teste feito com o aparelho em modo avião e o brilho da tela a 50%, a autonomia foi de cerca de 9 horas.

Veredito

Se alguém me perguntasse sobre um smartphone Android por cerca de R$ 500 um ano atrás eu diria “não compre”. Havia modelos nessa faixa de preço no mercado, mas eles tinham “poréns” demais para valer a pena.

Fico feliz em dizer que o RAZR D1 (R$ 499, segundo a Motorola) muda a situação. O preço baixo significa fazer algumas concessões (tela menor com resolução mais baixa, câmera sem flash, menos memória interna), mas nenhuma delas a ponto de estragar a experiência do usuário.

Com bom desempenho, boa autonomia de bateria, suporte a dois “chips” e TV (digital e analógica) integrada, o RAZR D1 é uma excelente opção para quem procura um bom smartphone Android e não quer gastar muito. E se você tem um orçamento um pouquinho maior, ou faz questão de uma tela maior e câmera melhor, dê uma olhada no RAZR D3, um irmão do D1 que também faz bonito.

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