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MSI Radeon R9 280X: uma velha GPU aprende novos truques
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MSI Radeon R9 280X: uma velha GPU aprende novos truques

Placa é uma versão mais rápida, com mais recursos e mais barata da Radeon HD 7970 GHz Edition, e é muito mais rápida que a Nvidia GeForce GTX 760, sua principal concorrente.

Alex Cocilova, PCWorld EUA

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Foto:

A AMD conseguiu uma enorme vitória entre os fabricantes de consoles, com seus chips sendo usados em produtos da Microsoft (Xbox One), Sony (PlayStation 4) e Nintendo (Wii U). Agora a empresa está voltando a focar no mercado de PCs com o lançamento de duas novas famílias de GPUs, a R7 e a R9.

Mas a AMD tem uma definição estranha de “família”, porque algumas das GPUs recentemente anunciadas, incluindo a Radeon R9 280X que analisamos aqui, não são inteiramente novas: elas são versões ligeiramente modificadas de produtos mais antigos.

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Desempenho da MSI Radeon R9 280X (em vermelho) versus a EVGA GeForce GTX 760 (em verde) em Bioshock Infinite,
medido em FPS nas resoluções 2560x1600 (topo) e 1920 x 1080 (baixo) e qualidade gráfica Ultra.
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A AMD se opõe ao termo “remarcadas” porque ele descreve um produto antigo que simplesmente recebe um novo nome. Mas nesse caso os engenheiros da empresa pegaram a Radeon HD 7970 GHz Edition, lançada no ano passado, fizeram algumas pequenas melhorias e adicionaram alguns novos recursos antes de rebatizá-la. Mas um porta-voz da AMD me confirmou que a Radeon R9 280X “compartilha o mesmo ASIC” (Application Specific Integrated Circuit, o termo técnico para o chip com a GPU propriamente dita) que a Radeon HD 7970 GHz Edition.

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Desempenho da MSI Radeon R9 280X (em vermelho) versus a EVGA GeForce GTX 760 (em verde) em Tomb Raider,
medido em FPS nas resoluções 2560x1600 (topo) e 
1920 x 1080 (baixo) e qualidade gráfica Ultra.
Quanto maior o resultado, melhor. Clique para ampliar

Mas não deixe isso dissuadí-lo da idéia de comprar uma placa de vídeo baseada nesta “nova” GPU. A julgar pela implementação da MSI, chamada Radeon R9 280X OC Edition, eu diria que a AMD está trazendo jogos em alta-resolução para as massas, ou pelo menos a parte tela com um pouco mais de dinheiro. Uma Radeon HD 7970 GHz Edition custava nos EUA US$ 500 quando a analisamos em junho de 2012, e outras placas baseadas na mesma GPU custavam cerca de US$ 385 um dia antes do lançamento da R9 280X. Mas a placa da MSI é mais rápida, traz vários recursos que não eram possíveis com a “antiga” GPU e tem um preço sugerido de US$ 299.

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Desempenho da MSI Radeon R9 280X (em vermelho) versus a EVGA GeForce GTX 760 (em verde) em DiRT Showdown,
medido em FPS nas resoluções 2560x1600 (topo) e 1920 x 1080 (centro) e qualidade gráfica Ultra, e 1024 x 768
em qualidade gráfica Low (baixo). Quanto maior o resultado, melhor. Clique para ampliar

Assim como o modelo anterior, a Radeon R9 280X tem 2048 núcleos de processamento gráfico e 3 GB de memória DDR5 acessível através de uma interface de 384 Bits. A MSI diverge do projeto de referência da AMD adicionando um sistema duplo de ventilação e dissipação de calor Twin Frozr IV sobre a GPU e a memória, e eleva ligeiramente o clock da GPU, que opera a 1050 MHz em vez dos 1000 MHz do projeto de referência. A MSI não modificou em nada o clock da memória, que ainda opera a 1500 MHz.

Você precisará de um slot PCIe x16 para instalar esta placa, e ela ocupará o espaço equivalente a dois slots na traseira do PC. Também precisará de uma fonte de pelo menos 500 Watts com um conector de força de seis pinos e outro de oito pinos. E precisará do dobro disso se quiser rodar duas placas em conjunto numa configuração CrossFire.

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A MSI incluiu na placa dois conectores Mini DisplayPort, uma porta HDMI e um conector DVI-I. Isso torna fácil conectar múltiplos monitores a ela, embora seja uma pena que tão poucos monitores tem conectores DisplayPort.

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Desempenho da MSI Radeon R9 280X (em vermelho) versus a EVGA GeForce GTX 760 (em verde) no benchmark
3DMark Fire Strike, medido em FPS nas resoluções 1920 x 1080 (topo) e 1280 x 720 (embaixo).
Quanto maior o resultado, melhor. Clique para ampliar

Falando em DisplayPort, nas GPUs mais antigas esse era um pré-requisito para o uso da tecnologia de múltiplos monitores AMD EyeFinity. Nelas era possível conectar no máximo dois monitores via HDMI ou DVI, mas o restante deveria ser conectado via DisplayPort, ou usando adaptadores DisplayPort ativos. Já as GPUs da série Radeon R9 suportam até três monitores HDMI ou DVI, e mais três via DisplayPort, num total de seis. Mas há alguns requisitos: todos os monitores devem operar em frequências idênticas, e eles devem ser configurados durante o boot, ou seja, não é possível adiconar um monitor extra com o sistema já rodando.

A Radeon R9 280X também suporta a nova API Mantle da AMD, que promete dar aos desenvolvedores de jogos acesso mais direto aos recursos específicos do hardware da AMD do que usando APIs como OpenGL e DirectX. Isso não significa que a AMD está abandonando o suporte a estas APIs: as GPUs das famílias Raden 7000, Radeon 8000 (modelos OEM), R7 e R9 terão suporte a DirectX 11.2, um recurso que o hardware da Nvidia ainda não consegue igualar.

Quando coloquei a placa da MSI contra uma versão “overclockada” da Nvidia GeForce GTX 760 (um modelo da EVGA), a Radeon R9 280X ganhou cada um dos testes. Se eu gostaria que a AMD tivesse sido mais franca sobre as origens de sua nova GPU? Com certeza. Mas considerando o desempenho, tenho que dar um desconto pra empresa.

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