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Novo Kindle traz melhorias, mas ainda há ajustes por fazer
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Novo Kindle traz melhorias, mas ainda há ajustes por fazer

Mudanças no design deixam mais atraente a segunda versão do leitor de e-books da Amazon, mas nada de tão excepcional.

Melissa J. Perenson, da PC World / EUA

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Foto:

Mudanças profundas no design do Kindle tornam a segunda versão do leitor de livros eletrônicos da Amazon um modelo mais atraente que seu predecessor. Apesar disso, pouco foi feito no sentido de levar o dispositivo para um próximo estágio.

Com 292 gramas de peso, a primeira geração do Kindle tem um display que utiliza uma técnica de tinta eletrônica (e-ink) que oferece uma forma muito cômoda de leitura, principalmente se comparado aos displays tradicionais, iluminados por trás, utilizados em celulares e outros dispositivos móveis.

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Kindle: primeira geração (à esquerda) e Kindle 2 

Por conta disso, o Kindle permite a leitura mesmo sob luz solar direta, além de grande autonomia da bateria e a possibilidade de se fazer anotações ao longo do texto que está sendo lido.

O Kindle 2 (359 dólares) mantém todas essas características, mas em um gabinete ainda mais fino – 0,91 centímetro. Esta espessura torna o dispositivo ainda mais confortável de segurar e suas dimensões reduzidas facilitam o transporte junto a outras coisas, seja numa bolsa feminina ou mesmo em uma mochila convencional. O peso praticamente não mudou: 289 gramas.

Melhorias na tela
A resolução de 600 por 800 de sua tela, que tem as mesmas dimensões do modelo anterior (6 polegadas), incorpora as mais recentes melhorias desenvolvidas quanto a tinta eletrônica. Pode-se escolher entre 16 tons de cinza (antes eram apenas quatro).

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Tecnologia e-ink do Kindle 2: 16 tons de cinza

Tais melhorias na tecnologia do display são mais visíveis na leitura de textos; as letras aparecem mais bem definidas e claras. Entretanto, a diferença mais evidente está na exibição das imagens, que agora apresentam gradações mais amplas.

Até o fundo das páginas mudou. Na versão original, a textura do fundo lembrava papel jornal. Agora, o que se vê é uma imagem que lembra uma folha de papel de livro.

Houve melhorias também na velocidade de paginação (segundo a Amazon, as páginas avançam e retrocedem 20% mais rapidamente no Kindle 2). Tal melhoria, pelo menos por enquanto, não dá para ser notada.

Alterações no design
Além da tela, o Kindle 2 apresenta outra mudanças no projeto original. O botão de força agora está localizado em uma posição mais conveniente – no topo da unidade (antes ficava na parte de trás, péssimo lugar para um botão de ligar).

Mas o botão para desativar o wireless, que era muito prático e também ficava na parte de trás, foi removido; agora você precisa desligar o wireless no menu Home. Os botões de volume não ficam mais na parte de baixo do dispositivo; agora, estão na “lombada” direita do livro.

Os atalhos de navegação também foram totalmente repensados. À esquerda, ficam os botões de Página Anterior e Próxima Página, sendo o primeiro da metade do tamanho da segunda (e ambos menores que na versão original).

À direita ficam os botões da página inicial e outro de Próxima Página que, aliás, tem a medida exata de um dedo e fica muito bem localizado, facilitando o acesso quando se está usando o dispositivo.

Não se pode dizer o mesmo, infelizmente, sobre o novo comando de navegação de cinco direções. Nos nossos testes preliminares, o controle pareceu emperrado e mal posicionado com relação ao local em que as mãos ficam para os botões das páginas.

A antiga rodinha de rolagem era mais fácil de usar e, diga-se, já operamos outros joysticks que funcionam mais suavemente do que o do Kindle 2.

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Novo menu repaginado na nova versão do Kindle

Com relação à interface do menu, no entanto, preferimos o projeto do novo aparelho. Você não tem mais aquela coluna ridícula na parte direita da tela, com uma barra de prata indicando qual linha você está selecionando.

A nova tecnologia de tinta eletrônica é rápida o bastante para que o joystick se mova pelas opções diretamente na tela, iluminando suas seleções que você fizer. 

O teclado foi totalmente redesenhado, para ficar mais parecido com os QWERTYs de celular. As teclas circulares são fáceis de pressionar e muito práticas. Nos nossos testes, as teclas mais próximas funcionaram melhor do que os botões retangulares e mais espaçados e angulados do Kindle original.

Uns recursos a mais, outros a menos
Outra novidade é a transformação de texto em fala. Este recurso, viabilizado pela tecnologia da Nuance (fabricantes do Dragon Naturally Speaking) e acessível tanto via uma opção do menu ou por um atalho no teclado, oferece duas vozes digitais – Tom e Samantha – e até três velocidades de leitura. Os tons de voz são claramente computadorizados, mas toleráveis; pode ser útil em casos de emergência (quem sabe ler uma receita enquanto se cozinha).

O Kindle 2 agora é carregado via USB – uma bênção para quem odiava ter que levar sempre um carregador extra com o aparelho original. A porta mini-USB na parte de baixo funciona não apenas para energia, mas também permite que o Kindle 2 atue como um dispositivo de armazenamento USB: é só arrastar e soltar os arquivos para o Kindle.

Infelizmente, a Amazon enterrou o slot de cartão SD; em seu lugar, há 2 GB de armazenamento on-board (um audiobook normal tem entre 40 e 80 MB, enquanto um Kindle Book regular vai de 700 a 800 KB nas estimativas da Amazon). A empresa alega que o Kindle 2 será capaz de guardar 1500 livros.

Suas seleções de livro ficam armazenada nos servidores da Amazon, ou seja, se quiser apagar algo de seu Kindle para liberar espaço, pode fazer o download novamente mais tarde conforme o necessário.

Você também não vai ganhar um estojo pra guardar seu Kindle. Agora, o Kindle 2 possui dois buracos em sua extremidade direita, que servem para prender o aparelho em algum ‘case’ que você compre. Os estojos de couro da Amazon vão custar algo em torno de 30 dólares.

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Estojos de couro para guardar o Kindle não acompanharão segunda versão do dipositivo

Outro retrocesso é que a Amazon não mudou a forma de lidar com arquivos. Isso significa que você ainda tem que passar pelo terrível processo de conversão, enviando um arquivo (como um PDF ou DOC) para si mesmo se quiser vê-lo no Kindle.

Pelo menos ficam coisas para a Amazon melhorar no Kindle 3.

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