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Novo Shuffle fala com o usuário, mas carece de alguns recursos
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REVIEW

Novo Shuffle fala com o usuário, mas carece de alguns recursos

Equipamento compacto traz tecnologia inovadora que converte texto para voz, mas a adaptação aos controles pode ser difícil, além de não ter rádio, gravador de voz ou suporte a arquivos WMA ou FLAC

PC World - EUA

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O iPod shuffle de terceira geração (US$ 80; R$ 399, no Brasil - disponível por aqui em maio) vai agradar entusiastas de design minimalista: menor do que um pen drive, ele é completamente livre de botões, alças e telas. Parece atrativo, mas os controles no fone de ouvido e a função VoiceOver podem não ser para qualquer um.

Em sua nova versão, o Shuffle não se parece com nenhum outro tocador de MP3 - ou mesmo iPod - disponível por aí.  Com 1,7 por 4,5 por 0,7 centímetro e pesando ínfimos 10,7 gramas, esse minúsculo aparelho pode facilmente ficar perdido no seu bolso ou mochila se você não tomar cuidado. Na parte de cima do aparelho, ao lado da entrada do fone, há uma chave para Shuffle (modo aleatório de execução), Play in Order (tocar na ordem) ou Power Off (desligado). Entre a chave e a entrada do fone há uma luz de status que indica quanta energia ainda tem a bateria.

Os controles para o Shuffle estão localizados nos fones de ouvidos, que vêm junto com o aparelho, em um pequenino controle no cabo. Esse desenho de fones foi lançado no segundo semestre de 2008 com as novas versões do Touch, Nano e Classic. Os controles são bem básicos: botões para aumentar ou diminuir o volume ficam ao lado de um botão central multifuncional. Usar o multifuncional para tocar as músicas não é difícil, mas pode tomar algum tempo para que você se acostume. Apertar o botão uma vez faz tocar ou pausar a música. Dois cliques para passar para a próxima música e três para voltar uma canção.

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Mesmo que os controles no fone sejam muito pequenos, são fáceis de apertar. O maior problema com o design é a posição dos controles. Tivemos muita dificuldade nos testes ao tentar pular uma música e ajustar volume durante a prática de corrida ou outro exercício. Como os controles ficam mais  próximos da orelha direita, foi necessário mover a cabeça de uma forma estranha para alcançá-los. E, sem surpresa, os fones de ouvido caíram das orelhas muito facilmente. Como muitas pessoas usam seus Shuffles na academia, isso pode ser um problema. Felizmente, alguns fones de ouvido de outras empresas, como Eytmotic Reserch e Klipsch, serão compatíveis com o novo Shuffle. E a Apple afirma que adaptadores também serão disponibilizados.

Particularmente, sempre relutei em comprar um Shuffle pela ausência de uma tela –  gosto de saber o que eu estou ouvindo. Mas a nova função VoiceOver do Shuffle resolve esse problema: segure o botão central pressionado enquanto uma música está sendo tocada, e uma voz digitalizada vai anunciar o nome do artista e  da canção. O iTunes automaticamente baixa e instala o software e usa seu próprio mecanismo de conversão de texto para voz para gerar as falas.

O VoiceOver dá suporte a até 14 línguas, então, se você tem uma grande coleção de pop francês, por exemplo, ele vai pronunciar o nome da música e do artista com o sotaque correto. O VoiceOver também faz com que escolher uma música na sua playlist seja um trabalho rápido. Se você segurar o botão central e continuar segurando até depois de a voz falar o nome da música e do artista, vai ouvir um bip. Quando soltar o botão, o Shuffle começará a falar o nome de suas playlists. Pressione novamente o botão central para escolher a playlist. Audiobooks têm sua própria playlist e podcasts também ficam juntos.

O áudio do novo Shuffle tem boa qualidade. O som das gerações mais antigas era um pouco baixo, mas essa versão mostra evolução. O som está mais cheio, os graves estão mais profundos e mais fortes. E sem ruídos. Nos nossos testes de laboratório, o Shuffle teve uma taxa de sinal para ruído de 75dB (quanto maior o número, mais limpo o som). Os aparelhos no topo do nosso ranking geralmente alcançam a casa dos 80.

O diminuto Shuffle pode carregar generosos 4 GB de memória. Embora a maior capacidade armazenamento seja muito apreciada, seria interessante ver também uma versão de 2 GB disponível por um preço menor. A capacidade atual pode ser demaiss para pessoas, que esperam usar seus Shuffles apenas na academia ou durante uma corrida. E além do VoiceOver, os recursos são muito poucos no Shuffle, para justificar seu preço. Não tem rádio FM, gravação de voz ou suporte para arquivos em formato WMA ou FLAC.

Se você está procurando apenas um tocador de áudio que não ocupa muito espaço, a terceira geração de Shuffles é ideal. Mas se você está relutante em gastar US$ 80 (nos Estados Unidos, R$ 399 no Brasil) em um tocador de MP3 com poucas funções, deveria considerar alternativas mais baratas e com mais recursos.

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