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Panasonic Toughbook CF-31: um notebook à prova de tudo
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Panasonic Toughbook CF-31: um notebook à prova de tudo

Resistente a água, poeira, impactos, frio e calor, portátil é feito sob medida para profissionais que trabalham em minas, plataformas de petróleo e outros ambientes inóspitos.

Rafael Rigues, PCWorld Brasil

Foto:

De relance é fácil confundir o Toughbook CF-31, da Panasonic, com uma daquelas “maletas 007” dos filmes de ação: ele tem até uma alça para transporte. Com design em prata e preto ele é grandalhão (são 7,36 cm de espessura e 3,6 quilos de peso) e certamente imponente, com uma aura de austeridade que impõe respeito.

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Fechado, o Toughbook CF-31 parece uma maleta

Embora certamente capaz de reproduzir vídeos em alta definição, músicas e até rodar alguns jogos, ele não foi feito para isso, nem para o consumidor comum que está visitando as lojas em busca de um novo notebook. Foi projetado uso por profissionais que trabalham em plataformas de petróleo, indústrias, mineradoras, construção civil e forças de segurança, e que normalmente circulam por ambientes que, seja por causa de calor, poeira, umidade, impactos ou risco de acidentes, seriam inóspitos para um notebook comum.

É essa necessidade de sobrevivência que dita o design da máquina. O chassis é feito em liga de magnésio, mais resistente e mais leve que outros metais comumente usados em portáteis como o alumínio. Você não irá encontrar peças delicadas aqui: a trava que fecha a tampa da máquina (que em muitos notebooks domésticos nem existe mais) é substancial, bem como as dobradiças entre o monitor e a base, que chegam até a ranger com o peso da tampa.

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Chassis em liga de magnésio é responsável pela resistência

Todas as portas são cobertas por tampas com trava, para impedir a entrada de poeira ou líquidos. O teclado também é resistente a líquidos, e a máquina é capaz de passar ilesa por uma chuva mesmo aberta e funcionando. Outros recursos, como um “aquecedor de HD”, permitem que ele funcione mesmo sob temperaturas abaixo de zero.

Hardware

O coração do Toughbook CF-31 é um processador dual-core Intel Core i5 540M de 2,53 Ghz, acompanhado por 2 GB de RAM (expansível a até 8 GB). O modelo testado tem duas “placas de vídeo”. Uma é a GPU ATI Radeon HD 5650 com 512 MB de memória dedicada. A outra é uma Intel Graphics Media Accelerator HD, com 64 MB de memória dedicada.

A duplicidade tem um motivo: usa-se o vídeo Intel, com menor consumo de energia, durante as tarefas do dia-a-dia, e a GPU AMD para tarefas que exigem mais poder de processamento gráfico, como CAD e gráficos em 3D. Assim é possível atingir um equilíbrio entre poder de processamento e autonomia de bateria.

A troca entre as duas opções pode ser feita manualmente na BIOS do computador, ou deixada a cargo do sistema operacional (opção “Switchable Graphics” na BIOS, que determina a melhor escolha com base no uso atual).

O monitor de 13,2 polegadas é sensível ao toque e chamou a atenção, já que há anos não víamos um notebook com monitor de proporção “quadrada” (4:3, com resolução de 1024x768 pixels) e acabamento fosco. Apesar da resolução um pouco baixa para os padrões atuais, a proporção é a mais adequada para aplicativos de produtividade, e o acabamento fosco reduz reflexos, o que é importante no uso ao ar livre. A tecnologia de toque é resistiva, e há uma canetinha (armazenada na alça na frente do gabinete) para facilitar o uso.

Segundo a Panasonic o brilho da tela vai de 2 a 1100 nits. Trocando em miúdos, ela é extremamente brilhante, e tem excelente visibilidade mesmo sob a luz direta do sol. Em ambientes internos é possível usá-la confortavelmente com o brilho em 30%.

Em termos de portas e conectores, o CF-31 é bem servido. Na lateral direita há uma saída HDMI (para conexão a TVs de alta-definição), porta Ethernet (rede cabeada), duas portas USB e o conector de força. Na traseira algo que não se vê mais em PCs domésticos: uma porta serial e uma paralela, ainda muito usadas em ambientes industriais. 

Já na lateral esquerda, atrás de uma grande tampa, estão entradas para cartões PCMCIA Tipo I/Tipo II, ExpressCard e SD. Logo abaixo há um espaço vazio chamado pela Panasonic de “Multimedia Pocket”, onde pode ser plugado um leitor/gravador de DVD (opcional). Ao lado de tudo isso fica a bateria, e no lado oposto o HD, dentro de uma “gaveta” prateada. O teclado é confortável, mas achamos o trackpad pequeno.

Resistência

O maior atrativo do CF-31 é a fama de “indestrutível”. Há um famoso vídeo da Forbes onde um modelo anterior (CF-30, com exatamente o mesmo chassis) sobrevive aos ataques de um tigre, um elefante, a várias quedas e a uma sessão de “boliche” no escritório. A própria Panasonic tem uma conta no YouTube onde mostra o portátil sobrevivendo a sessões de tortura quando amarrado e arrastado por um snowmobile ou por um quadriciclo.

Mas há limites: o Toughbook CF-31 é certificado pela norma MIL-STD-810G (http://goo.gl/eButz) do exército norte-americano, que determina níveis mínimos de resistência a várias situações. Em termos leigos, a Panasonic promete resistência a quedas de até 1,80 m contra piso de concreto, temperaturas entre -60 a +120 graus Celsius e a chuva. Na prática? É muito difícil danificar um Toughbook. Você pode riscar o gabinete, arrancar a tampa de uma porta, fazer um amassado. Mas ele vai sobreviver.

O primeiro teste que realizamos foi o de queda, dentro dos parâmetros do fabricante: até 1,80 metro de altura sobre piso rígido (em nosso caso, concreto). Foram no total 5 quedas, de alturas variadas, com “aterrissagens” variadas. “De barriga”, de lado, de quina, etc. Em todas elas o notebook estava ligado e com a tampa fechada.

O resultado foi apenas um punhado de arranhões, o mais feio em um dos cantos da tampa na queda em altura máxima (veja a foto). Mas bastou abrir a tampa para perceber que o Toughbook continuou funcionando sem nenhuma interrupção.

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Este arranhões foram os únicos danos sofridos pelo CF-31 após várias quedas

Outro teste foi o de resistência à água. Notem que a Panasonic não garante que ele vá sobreviver se completamente submerso, mas não vê problemas com chuvas e banhos inesperados. Nosso teste foi feito com 500 ml de água fria derramados sem cerimônia sobre o teclado, com a máquina ligada. Confiram o resultado:

Notem, aos 50 segundos do vídeo, como a água que estava sobre o teclado “some” rapidamente. É o sistema de escoamento entrando em ação: a água é drenada e sai pela base do notebook, deixando os componentes internos intactos. Mesmo encharcados, teclado e trackpad continuaram a funcionar normalmente.

Autonomia de bateria

A Panasonic cita a autonomia de bateria do Toughbook CF-31, no modelo que testamos como sendo de “até” 5 horas de uso usando a GPU ATI e 11 horas de uso usando a GPU Intel, mas não diz sob quais condições. Para confirmar estes números usamos o Benchmark Battery Eater, na versão 2.70, rodando no modo “Classic” na resolução de 800x600 pixels a 32 Bits de cor.

Neste modo, o programa anima constantemente uma imagem em 3D na tela, ao mesmo tempo em que realiza cálculos no processador e acessa o HD a intervalos regulares, reproduzindo uma situação de uso intenso. O número resultante é o mínimo de autonomia que você pode esperar da máquina sob condições similares.

Usando a GPU ATI, com brilho da tela em 30%, Wi-Fi e GPS integrado ativados, conseguimos 2 horas e 24 minutos de autonomia. Já com o vídeo integrado Intel, conseguimos 3 horas.

Num perfil mais conservador, chamado de “Reader’s Test”, o programa simula o uso da máquina apenas para leitura de um longo documento. Neste caso, sob as mesmas condições, conseguimos pouco mais de 13 horas de autonomia com o vídeo integrado Intel. 

Conclusão

O Toughbook CF-31 é a melhor opção em computadores portáteis para quem precisa de uma máquina realmente durável sem abrir mão do poder de processamento. O processador Core i5 oferece desempenho suficiente para uso como “substituto do desktop” em situações de campo, e o gabinete em magnésio e os inúmeros sistemas de proteção garantem a sobrevivência do hardware e de suas informações.

Tudo isso tem um preço, claro: entre R$ 10 mil e R$ 25 mil dependendo da configuração. Mas para o público-alvo, é um ótimo negócio.

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