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Parallels Desktop 7 não é um upgrade obrigatório
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REVIEW

Parallels Desktop 7 não é um upgrade obrigatório

A capacidade de rodar máquinas virtuais Lion do programa tem apelo, mas sua implementação deixa a desejar

Infoworld/EUA

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Foto:

É difícil  imaginar o que mais uma aplicação de virtualização de Windows do Mac poderia fazer para evoluir. E o novo Parallels Desktop 7 mostra o quão difícil é responder essa pergunta. Se a virtualização de Mac em um Mac (uma grande novidade no Desktop 7) é o passo mais importante, a Parallels deveria ter demorado um pouco mais para tornar o programa um pouco mais fácil, especialmente para desenvolvedores e usuários de TI. 

Os usuários de Windows 7 podem perceber certa melhoria em velocidade. Apesar do Parallels Desktop 7 prometer rodar gráficos 45% mais rápidos do que a versão anterior, calculamos apenas 8% de melhora na renderização 2D, baseado nos números do benchmark da Passmark. Houve ganho de 44%  de progresso em gráficos 3D, logo usuários que gostam de games e simuladores podem notar uma mudança significativa. Porém, como o software não possui suporte para Direct X, alguns jogos e aplicações simplesmente não funcionam.

No geral, o PassMark mostrou o Windows 7 funcionando 9% mais veloz no Parallels em relação a sua versão anterior. Isso não é ruim, mas é importante lembrar que benchmarks “sintéticos” tendem a superestimar a performance obtida em condições do dia-a-dia. Portanto, para maioria dos usuários, isso não justifica um upgrade. 

Parallels 7 vs Parallels 6
Outras melhorias da nova versão do aplicativo de virtualização incluem suporte ao modo tela cheia do OS X Lion e à interface do Mission Control. Ele é compatível com  codificação padrão AES-NI para máquinas virtuais com Windows e compartilha facilmente impressoras e câmeras integradas a Macs. O Parallels 6 também funcionava no Lion, entretanto, não tinha suporte para o Mission Control e para os gestos multitoque.

O aplicativo do Parallels para iOS (20 dólares) permite ao usuário
acessar máquinas virtuais tanto com OS X quanto com Windows, assim como
aplicar o Mac como uma espécie de “camada”, tudo via iPad ou
iPhone, o que só era possível com máquinas virtuais com Windows no
Parallels 6.

Claro que encontrar clientes de desktops virtuais para Mac
no iOS é relativamente fácil (e existem boas opções gratuitas). Sendo
assim, o grande atrativo do aplicativo para iOS melhorado do software é o
desktop virtutal unificado. Além disso, o app funciona em ambas versões
do programa, por isso não é preciso fazer a atualização para aproveitar essa facilidade. Essas melhorias são bem-vindas, entretanto não fica
claro se vale a pena para o usuário final pagar 50 dólares pelo upgrade
(80 dólares, no caso da versão completa).

 

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Nova versão do software possui suporte para novos recursos do Lion

Instalação
Infelizmente, o Parallels dá apenas uma maneira de instalar o OS X Lion em uma máquina virtual, e é bem dolorosa: baixar o instalador de 4 GB da Mac App Store, o que significa esperar algumas horas pelo software. A maneira como o programa gerencia a instalação do sistema operacional da Apple através da Mac App Store significa que podem ser criadas apenas instalações limpas do Lion; não há como simplesmente transferir um ambiente existente do Lion para uma máquina virtual, como acontece no Windows. 

Caso você seja um usuário de Mac experiente, esses obstáculos podem ser vencidos. Por exemplo, é possível usar a opção de instalação do DVD do Windows para selecionar uma imagem de instalação do Mac OS X a partir de um disco de inicialização ou de um dispositivo de armazenamento USB.

Porém não é possível utilizar o arquivo de instalação do OS X que foi baixado da Mac App Store. Em vez disso, é preciso abrir o pacote da aplicação (Control+clique ou clique com o botão direito no arquivo de instalação e escolher Show Package Contents) e depois procurar e copiar o arquivo InstallESD.dmg, que contém a imagem de disco.

O arquivo de instalação é por padrão deletado, uma vez que o Lion tenha sido instalado, porém existem maneiras de evitar isso, assim como acessar uma cópia escondida no Mac. Seja qual for o método, o segredo é instalar o arquivo .dmg interno, e não o pacote que o contém. 

Infelizmente, o Parallels não reconhece dispositivos de armazenamento conectados por tecnologias FireWire ou pela nova Thunderbolt - dois tipos que desevolvedores web e de aplicativos poderiam desejar utilizar ao rodar o OS X a partir de discos externos, a partir dos quais eles poderiam migrar para ambientes Mac.

A maioria desses drives possui portas USB, para que o usuário possa conectá-lo através dessas entradas na máquina virtual e usar o FireWire ou Thunderbolt a partir daí. Logo, é preciso notar que drives que não sejam USB serão visíveis nas máquinas virtuais apenas como pastas, assim, quaisquer aplicações que precisam reconhecer os volumes, como o Utilitário de Disco ou o Time Machine, não conseguirão fazer seu trabalho. 

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Processo instalação truncado do programa complica o processo

Apressadinho
Essas limitações de instalação significam que o Parallels Desktop 7 não é nem um pouco flexível quanto o OS X permite. Esses fatos sugerem que o método de instalação do software para máquinas virtuais foi feits às pressas para que o produto chegasse ao mercado logo depois do lançamento do Lion. Seja qual for a causa, isso torna o Parallels Desktop 7 mais limitado do que poderia ser, especialmente para os desenvolvedores e usuários avançados, que se interessam principalmente pelas novas capacidades de geração de máquinas virtuais no Mac.

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