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Placa de vídeo GeForce GTX 465, da Zogis, é boa escolha para gamers
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Placa de vídeo GeForce GTX 465, da Zogis, é boa escolha para gamers

Placa rodou jogos como Metro 2033, Mafia II, Lost Planet 2 e outros títulos exigentes sem decepcionar. Mas o preço ainda não é dos melhores.

René Ribeiro, da PC WORLD

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Foto:

Há não muito tempo testamos uma placa de vídeo GeForce GTX 480, o "topo de linha" entre as GPUs produzidas pela NVIDIA. Em termos de desempenho ela é imbatível, mas é cara (custa média de 1.800 reais) e consome muita energia, chegando a 275 Watts, o que exige um PC com uma fonte de alimentação especial com potência de pelo menos 600 Watts reais.

Sua irmã menor, a GeForce GTX 465 da Zogis que estamos analisando neste artigo, não é uma pechincha (tem preço sugerido de 989 reais), mas sai bem mais em conta do que a GTX 480 e ainda consome menos energia (a fonte de alimentação recomendada pela nVidia é de 550 watts). A GTX465 possui clock principal de 607MHz, clock de memória de 1215MHz, 352 stream processors e 1 GB de memória padrão GDDR5.

É uma placa baseada na arquitetura Fermi, o "estado da arte" em GPUs da NVIDIA, compatível com tecnologias como DirectX 11, aceleração na simulação de física com PhysX e CUDA, que permite o uso da GPU para aceleração de tarefas computacionalmente intensivas, como conversão de vídeo, em aplicativos compatíveis.

A GTX 465 duas saídas DVI e uma mini-HDMI versão 1.3a, compatível com padrão Blu-ray, com sete canais de som digital surround. Necessita de alimentação direta da fonte do PC, mais especificamente duas linhas de seis volts. Suas dimensões são de 25 centímetros de comprimento, 11,7 cm de altura e 3,7 cm de espessura (ocupa o espaço de dois slots do desktop), e ela é conectada ao PC usando um slot PCI Express 16x 2.0.

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O PC de testes
Nossa máquina de testes é baseada em um processador Intel Core i5 de 2,8 GHz, 4 GB de memória padrõa DDR3 1066 e unidade SSD de 128 GB em uma placa-mãe DP55KG, também da Intel. O sistema operacional usado foi o Windows 7 Ultimate de 64 bits. Rodamos todos os testes na resolução nativa de nosso monitor de 22 polegadas, 1680 x 1050 pixels. 

Testes
Para saber do que a GTX 465 é capaz no mundo real, rodamos vários jgos recentes. O primeiro deles foi Metro 2033, que aproveita o máximo tecnologias como a Physix para fazer com que partículas e objetos se movam com trajetórias realistas ou se quebrem de acordo com a intensidade do impacto. Com os gráficos na opção Very High e sem filtro anti-aliasing (AA) o jogo cravou 30 fps (frames, ou quadros, por segundo), considerado adequado para uma jogabilidade "suave". Baixamos a configuração gráfica para High e assim foi possível chegar a 34 fps. Foi um bom resultado, considerando que esse jogo é faminto por processamento e memória e a jogabilidade foi atendida.

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Conectores da GTX 265: mini-HDMI, DVI primária e DVI secundária 

Testamos também Mafia II, outro game que exige muito da placa de vídeo pelos gráficos e pela física realista. Com os gráficos no nível máximo chegamos a 29 fps, mas ainda assim era possível jogar sem ficar irritado com lentidão ou perda excessiva de quadros. Ao baixar os gráficos e tirar o filtro AA (anti-aliasing, que suaviza as bordas dos objetos na tela), chegamos a 35 fps. Testamos também Lost Planet 2, outro jogo atual, e atingimos 40 fps com configuração gráfica no máximo. 

Crysis, um jogo não atual porém reconhecidamente pesado, rodou a 32 fps com os gráficos na configuração máxima (ultra high) e filtro AA em 4x. Bom dizer que esse filtro, quando ligado, consome muito poder de processamento. Para se ter uma ideia, retirando o filtro AA chegamos a 41 fps.

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O barramento na parte de cima serve para conectar duas placas GTX 265

 FarCry 2 chegou a 65 fps com filtro anti-aliasing em 8x e gráficos no máximo. Assassin’s Creed 2 na configuração máxima e o filtro em 8x bateu 62 fps. Starcraft 2 não possui opção para ajuste do filtro de anti-aliasing, mas é possível ativá-lo usando o painel de controle do driver da placa. Com o filtro em 2x e gráficos na configuração Ultra, o jogo bateu 52 fps. Por fim o Benchmark Aliens x Predator chegou a 35 fps com gráficos no máximo e filtro AA em 2x. 

Rodamos também benchmarks sintéticos. Com o 3Dmark Vantage, a GTX 465 alcançou 15.347 pontos, já no 3Dmark 06 chegou a 18.408 pontos. No Cinebench 11.5 ela marcou 40,51 fps no teste gráfico, e no Furmark 1.8.2 ela chegou a 3.822 pontos com o filtro AA em 2x. 

Consumo de energia
Com apenas o Windows 7 carregado, sem nenhum software rodando em segundo plano, a potência total consumida pelo nosso PC de testes foi de 105 watts (sem monitor). Para medir a potência máxima consumida, usamos o software Furmark, que sobrecarrega ao máximo a placa tentando fazer uma simulação realista de pêlos. Ele é tão "pesado" que há relatos de placas que, sem refrigeração adequada, queimaram durante o teste. Portanto, tome cuidado se for utilizá-lo para testar sua placa.

Em uma sessão padrão (1 minuto) do FurMark, o consumo de energia chegou ao pico de 278 watts. Durante os jogos vimos um consumo máximo de 266 watts, com o game Metro 2033 em cenas com muitos objetos. A diferença do estado em repouso (105 watts) e do pico de 278 watts é de 173 watts. A diferença de potência entre o estado de repouso e o jogo que mais consumiu foi de 160 watts. Esse valor é bem abaixo da GTX 480, que alcançou 275 Watts.

A GTX 265 provou que é valente, rodando os últimos lançamentos em jogos mesmo com os gráficos "no máximo". E o melhor é que não é uma devoradora de energia. O preço ainda está longe de ser o mais adequado para o bolso do brasileiro, mas é bem mais em conta do que o das placas topo de linha. E se ainda assim você a acha cara demais, dê uma olhada em nosso teste com uma GeForce GT240.

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Características técnicas da placa de vídeo GTX 465

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