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Primeiras impressões: Samsung Chromebook Series 5
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Primeiras impressões: Samsung Chromebook Series 5

Ágil e com design elegante, primeiro portátil com o sistema operacional Chrome OS, da Google, parece promissor.

Melissa J. Perenson, PCWorld EUA

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O mundo da computação móvel acabou de ficar um pouco mais interessante. O sistema operacional Chrome OS finalmente está pronto para as massas, dois anos após seu anúncio inicial, e o Samsung Chromebook Series 5 (que chega às lojas nos EUA e em mais seis países em 15 de Junho) será um dos dois notebooks que servirão como “vitrine” para o sistema operacional baseado na web da Google.

Quando o Chrome OS foi anunciado há quase dois anos, me perguntei se realmente precisávamos de um outro sistema operacional. Muitas das minhas dúvidas ainda persistem, especialmente dado o sucesso estrondoso do Android. Mas depois de brincar um pouco com um Samsung Chromebook Series 5 durante o Google I/O, fiquei agradavelmente surpresa com os avanços em alguns aspectos do notebook e de seu sistema operacional.

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Por fora, o Chromebook se parece com qualquer outro notebook ultraportátil, exceto pelo logo do Google Chrome na tampa. Medindo 29,46 x 21,84 cm, e com apenas 2,03 cm de espessura, ele pode ser considerado compacto, mas não excepcionalmente esguio. 

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Samsung Chromebook Series 5: um dos primeiros notebooks com Chrome OS

O peso também não impressiona. Com 1,5 quilos ele não pode ser considerado um peso pena como o MacBook Air, mas pelo menos ele dá a sensação de ser mais leve do que realmente é um fenômeno que atribuo ao bom equilíbrio do aparelho nas mãos. Na verdade, fiquei surpresa com a facilidade para segurá-lo com uma mão só.

Um dos pontos fortes do Chromebook é a capacidade de ligar instantâneamente. Ele dá boot em cerca de 8 segundos, e “acorda” da hibernação pronto para usar assim que você abre a tampa. Isto reflete o senso de imediatismo de um tablet Android 3.0, mas o tempo de boot continua sendo um diferencial importante já que o Android continua a ter “gargalos” que fazem com o que o boot e desligamento de um aparelho demorem algum tempo. Nenhum dos tablets Android 3.0 que testei me impressionou com o tempo de boot, e em alguns casos eu fui literalmente capaz de ir buscar um café e tomar metade dele antes que o tablet estivesse pronto para o uso.

Embora parte da agilidade do Chromebook no boot possa ser creditada ao design do Chrome OS, parte dela pode ser resultado dos componentes dentro da máquina. O Series 5 tem hardware similar ao dos netbooks atuais, com um processador Intel Atom N570 dual-core de 1.66 GHz, 2 GB de RAM e um disco SSD mSATA de 16 GB (usado apenas pelo sistema operacional e para cache local de dados). É hardware mais poderoso do que o que você irá encontrar em tablets Android atuais.

Em termos de conectores físicos, o Series 5 Chromebook é minimalista. Todas as portas nas laterais estão escondidas atrás de tampas, com excessão de uma solitária porta USB 2.0 no canto direito, próxima à parte de trás. Há um slot para cartões SDHC na frente, outra porta USB 2.0 atrás de uma tampa no lado esquerdo, uma saída para monitor externo (que exige um adaptador, incluso na embalagem), e um slot para SIM Cards de tamanho normal (nos modelos equipados com modem 3G). O conector para plugue de 3.5 mm dos fones de ouvido também funciona como entrada de microfone. Sobre o monitor há uma webcam de 1 megapixel para videochamadas.

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Teclado é espaçoso e confortável

O teclado no estilo “ilha”, como nos MacBooks, me pareceu bastante espaçoso e confortável. Também gostei do grande tackpad, que não é “duro” como outros modelos “clicáveis” que também funcionam como botões do mouse. No teclado as teclas de função foram substituídas por uma fileira de teclas para navegação web, embora a idéia de ter teclas como página anterior (Back), página seguinte (Forward), recarregar (Refresh) e nova janela tão lá em cima me parece contraprodutiva.

Gostei de saber durante o Google I/O que a Google adicionou um gerenciador de arquivos ao Chrome OS. Ando de olho nos desafios no gerenciamento nativo de arquivos em sistemas operacionais móveis, e estava ansiosa para testar este recurso no Chromebook.

Meu teste foi simples: peguei um pendrive qualquer na bolsa e o pluguei à porta USB; O Chrome OS rapidamente reconheceu o dispositivo e mostrou um gerenciador de arquivos em uma nova aba no Chrome. Consegui ver os arquivos e pastas no pendrive, selecionar um arquivo, ver um preview de uma imagem e abrí-la com dois cliques no trackpad. 

Imagens em alta-resolução nem sempre se redimensionaram automaticamente para caber na tela (como fazem quando você abre uma foto no Visualizador de Imagens do Windows ou no Picasa, por exemplo), mas ficaram boas no monitor de 12.1 polegadas, que tem resolução de 1280 x 800 pixels. Muito boas. As cores eram vibrantes e precisas, o que não é pouca coisa dadas as telas de alguns tablets com Android 3.0. O gerenciador de arquivos ainda é limitado - a versão que usei não tinha a capacidade de fazer cópias de arquivos, por exemplo - mas um representante da Google me prometeu que este recurso será implementado em breve.

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Lista de aplicativos é mostrada sempre que uma nova aba é aberta

Enquanto analisava a interface do Chrome OS, prestei atenção em como os aplicativos são apresentados no navegador (vide imagem acima) e tentei replicar minha experiência diária de navegação na web, algo como cerca de 30 abas abertas simultâneamente, e isso em apenas uma janela. Embora eu tenha aprendido alguns atalhos da interface (http://goo.gl/vTH6), como um meio de pular diretamente para uma aba pressionando ao mesmo tempo Ctrl e o número correspondente, notei rapidamente que não é fácil se mover entre dezenas de abas abertas, já que elas são reduzidas a abas minúsculas com um “...” no lugar do nome. Assim fica impossível saber o que está em cada aba.

Considerando que as abas, no universo do Chrome OS, representam seus documentos abertos, aplicativos e páginas web, este é um desafio de interface que a Google precisará resolver, e logo. Representantes da empresa me disseram que há várias abordagens sendo consideradas, mas que nada foi decidido ainda. É aqui que as atualizações constantes do Chrome e do Chrome OS, atualmente lançadas a cada seis semanas, serão úteis.

Não estou convencida de que todos irão querer, ou mesmo precisar de, um Chromebook. Mas o que eu vi até agora parece promissor. E com os modelos da Samsung custando a partir de US$ 430 (na versão Wi-Fi, US$ 499 pelo modelo com 3G) nos EUA o Chromebook parece pronto para competir com os netbooks comuns e laptops ultraportáteis.

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