Imagem de fundo do header
Primeiras impressões: Samsung Galaxy Tab
Home  >  Review
REVIEW

Primeiras impressões: Samsung Galaxy Tab

Tablet da Samsung é interessante mas prejudicado por rodar aplicativos feitos para smartphones, que não tiram proveito de sua tela

Harry McCraken, do Technologizer

Foto:

Durante a edição 2010 da feira de eletrônicos IFA em Berlim, na Alemanha, tive a oportunidade de passar algum tempo com o Galaxy Tab, tablet da Samsung equipado com o sistema operacional Android, da Google, e visto por muitos como o primeiro real concorrente do iPad.

O aparelho que testei claramente ainda não estava finalizado: sua tela sensível ao toque “congelou” por vários minutos e depois voltou a funcionar, e o browser se recusou a carregar qualquer site que não o Google. Ainda é cedo para chegar a conclusões, mas vi aspectos dos quais gostei (formato e alguns aplicativos) e alguns problemas (também no software)

Eu não tinha idéia de como a tela de 7 polegadas do Galaxy Tab se comparava à de 9.7 polegadas do iPad até que vi ambos no mesmo lugar ao mesmo tempo. O Tab tem metade do tamanho do iPad e me pareceu um pouco “gordinho”, mas isso é uma ilusão de ótica: a espessura de ambos os aparelhos é quase idêntica. Nas laterais do aparelho a Samsung colocou dois slots para SIM cards e um para cartões de memória no formato microSD.

galaxytab_ipad-360px.jpg

Galaxy Tab (em cima) é menor e mais confortável de segurar que o iPad

O tamanho compacto e baixo peso (390 gramas) do Tab tornam muito mais fácil segurá-lo em uma só mão, como um Kindle (o leitor de e-Books da Amazon). Ao menos em teoria, ele deve ser mais fácil de usar na correria do dia-a-dia do que o iPad. O vídeo promocional que a Samsung exibiu mostrava jovens profissionais ocupadíssimos, correndo pela cidade com seus Tabs.

A tela me pareceu boa. A resolução é um pouco mais baixa que a do iPad (1024 x 600 pixels contra 1024 x 768 pixels no produto da Apple) mas a densidade de pixels (medida em DPI, “dots per inch”) é maior, o que contribui para maior nitidez. Durante o uso ela demonstrou bastante fluidez, respondendo de forma rápida aos comandos. Pode não ser tão ágil quanto o iPad, mas era suficientemente rápida.

E o teclado? É perigoso tomar conclusões com base em um rápido teste em uma feira, mas ele me pareceu bom o suficiente. O Tab é pequeno demais para digitar com os dez dedos como no iPad, mas o layout do teclado é similar e as teclas são grandes o suficiente para que você possa tocá-las sem se preocupar em mirar com precisão. E se você segurar o Tab na posição retrato é possível digitar com os dedões sem muitos problemas, como se ele fosse um BlackBerry gigante.

galaxytab_teclado-360px.jpg

Teclado: bom, mas não tanto quando o do iPad

O sistema operacional é o Android 2.2 “Froyo”, e parece bastante familiar. Há muitas coisas que a Samsung deixou inalteradas ou mudou pouco, incluindo o desktop, o menu de aplicativos, os widgets, a barra de status no topo da tela e o painel de alertas que pode ser arrastado com um dedo.

Mas a empresa refez vários aplicativos para tirar melhor proveito da tela, que é muito maior que a de um smartphone. Entre eles estão o calendário, o programa de e-mail (muito parecido com o do iPad) e o player de músicas. Para leitura a Samsung licenciou três aplicativos diferentes: o PressDisplay para notícias, o Kobo para e-Books e o Zinio para revistas.

O Zinio mostra porque a tela do Tab não é a melhor opção para todos os usos. A idéia central por trás do aplicativo é mostrar as páginas das revistas em seu formato original, mas a tela do Tab é pequena demais para isso, e eu não conseguia ler o texto em páginas mostradas em “tela cheia”. É possível usar zoom para facilitar a leitura, mas nesse caso o texto aparecia bastante granulado. O Zinio funciona muito melhor no iPad, onde é possível ler sem precisar do zoom.

galaxytab_zinio-360px.jpg

Zinio: texto fica pequeno demais com as páginas em tela cheia

A loja de aplicativos Android Market vem pré-instalada no Tab: baixei e instalei um programa (o aplicativo da revista TIME), que funcionou mas não tirou proveito da resolução da tela do Tab: parecia que alguém “esticou” a tela de um smartphone.

E esta é a minha maior preocupação quando ao Galaxy Tab: ele é um aparelho interessante, mas não poderá atingir todo seu potencial se ficar limitado a rodar aplicativos projetados para smartphones. É necessário ter programas que façam uso de toda a resolução da tela, incorporando elementos de interface que não fariam sentido em uma tela menor.

Em um evento recente da Apple, Steve Jobs disse que já há 25 mil aplicativos desenvolvidos especialmente (ou adaptados) para o iPad em sua App Store. Os melhores, como o Flipboard, estão entre os programas mais inovadores já escritos. Mesmo se o Galaxy Tab for um sucesso, me parece improvável que ele vá atrair uma grande quantidade de aplicativos feitos sob medida. Será necessário que haja múltiplos tablets Android no mercado antes que a plataforma tenha uma chance de sequer competir com o iPad.

Espero que o Galaxy Tab tenha muita companhia antes que seja tarde demais. Por enquanto, ele parece ser uma boa primeira tentativa.

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail
Vai um cookie?

A PCWorld usa cookies para personalizar conteúdo e anúncios, para melhorar sua experiência em nosso site. Ao continuar, você aceitará o uso. Para mais detalhes veja nossa Política de Privacidade.

Este anúncio desaparecerá em:

Ir para o site