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Primeiras impressões: Sony Tablet S vai além do básico
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Primeiras impressões: Sony Tablet S vai além do básico

A Sony pode estar chegando atrasada ao mercado de tablets, mas sua aposta na diferenciação pode render frutos.

Melissa J. Perenson, PCWorld EUA

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Demorou, mas a Sony finalmente anunciou seu primeiro tablet Android. Batizado de “Tablet S”, o aparelho tem uma tela de 9.4 polegadas e chega às lojas nos EUA ainda neste mês, com preço inicial de US$ 499 por um modelo com 16 GB de memória interna, ou US$ 599 com 32 GB.

Se você pensa que o Tablet S é apenas mais um “clone de iPad” que pode ser ignorado, está enganado. Ele mostra que a gigante dos eletrônicos de consumo não perdeu sua habilidade no design de produtos, e é cheio de originalidade e refinamentos em um mercado que precisa desesperadamente de ambos.

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Sony Tablet S: Android "Honeycomb" e design único

O que distingue o Tablet S de seus concorrentes não é sua ficha técnica, mas seu design: é difícil não notar a atenção aos detalhes. Passei a última semana com uma unidade de pré-produção, e estas são minhas primeiras impressões.

Design em cunha é único

O Tablet S tem um design em cunha, que segundo a Sony foi inspirado nas curvas de uma revista dobrada, e varia de 7,6 mm de espessura na parte mais fina até 2 cm na parte mais grossa.

A Sony sacrificou a espessura em favor de algo que é mais agradável de segurar. O design incomum traz dois benefícios: o primeiro é que na parte mais grossa o plástico se curva ao redor da borda, o que torna a empunhadura mais confortável. Um acelerômetro muda a imagem na tela de acordo com a orientação do aparelho, então você pode segurá-lo confortavelmente com qualquer uma das mãos. O segundo benefício é que a inclinação deixa o aparelho numa posição ideal para digitação, tornando-a mais natural que em concorrentes “planos” como o iPad 2 da Apple ou o Galaxy Tab 10.1 da Samsung.

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Inclinação deixa o tablet na posição ideal para digitar

O Tablet S pesa cerca de 600 gramas de acordo com a Sony, o que o coloca no mesmo patamar que o iPad 2. Mas a sensação de peso é diferente, porque o design em cunha distribui o peso dos componentes de forma desigual, o que dá a impressão de que ele é mais leve do que realmente é. Em uma comparação lado-a-lado, o iPad 2 pareceu ser um pouco mais pesado, o que não é verdade.

Bom para digitar

Assim como os outros tablets com Android 3 (“Honeycomb”), o Tablet S é claramente otimizado para uso no modo paisagem. Ao segurá-lo nessa posição, notei que os dedos repousam naturalmente sobre os botões de força e volume, na lateral direita do aparelho. 

Há numerosas mudanças na interface. A Sony evitou uma “reforma completa”, como a Samsung fez com o TouchWiz no Galaxy Tab 10.1, mas modificou as coisas para que várias tarefas possam ser realizadas de forma mais intuitiva. Ela também adiconou widgets e atalhos úteis à tela inicial. O visual da lista de aplicativos também foi modificado, para facilitar a navegação.

O teclado padrão do Android foi substituído por uma versão proprietária. Gostei muito do layout, principalmente porque ele não me fez ficar procurando as teclas. Em alguns casos, como durante a digitação de uma senha, a largura do teclado é reduzida para que apenas a porção numérica seja visível. Gostaria que mais teclados de tablets dessem destaque para o teclado numérico, ou ao menos oferecessem uma opção para isso.

Se adapta à sua rotina

É fácil dizer que navegar na web ou ler um livro no Tablet S foi uma experiência agradável, mas o que eu realmente gostei foi a atenção que a Sony deu ao modo como alguém poderia usar o aparelho. Por exemplo, usando um aplicativo incluso e o emissor de infravermelho embutido eu não tive problemas para transformar o Tablet S em um controle remoto universal para comandar os vários componentes de meu home-theater, incluindo múltiplos gravadores de DVD, players de Blu-Ray e TVs, não importa o fabricante ou idade do equipamento.

Perfeito para os Gamers

Outro recursos que tem muito potencial: o Tablet S e seu irmão menor, o Tablet P, serão os primeiros tablets com certificação PlayStation, e jogos como Crash Bandicoot e Pinball Heroes vem pré-instalados. Não importa que Crash é um jogo de 1996, ainda achei ele divertido e atraente.

O potencial é imenso se levarmos em conta a biblioteca de títulos para o console da Sony, e pode ser multiplicado se a empresa adicionar também títulos do PlayStation Portable (PSP). No momento há poucos detalhes, mas a empresa irá oferecer ainda neste ano uma loja com mais títulos disponíveis. Este é um recursos que claramente diferencia o tablet da Sony dos concorrentes perante os olhos dos gamers.

Preste atenção à tela

A ficha técnica do Tablet S é familiar a qualquer um que acompanha os tablets Honeycomb: um processador dual-core Nvidia Tegra 2 de 1 GHz, 1 GB de RAM e 16 ou 32 GB de espaço em disco. A tela, entretanto, tem 9.4 polegadas, o que o torna único entre os concorrentes, que em sua maioria tem telas de 10.1 polegadas (com exceção do Acer A100, com 7 polegadas, e o LG G-Slate, de 8.9 polegadas). 

Entretanto a resolução de tela é a mesma dos modelos de 10.1 polegadas, 1280 x 800 pixels. Ela usa a tecnologia TruBlack, criada para as TVs de alta-definição da Sony, que reduz os reflexos e aumenta o brilho e contraste da imagem. Ainda assim, como todo tablet com um painel LCD, a tela vira praticamente um espelho sob a luz direta do sol. Mas sob luz ambiente, ele parece ser melhor que a maioria dos concorrentes.

Botões, câmeras e conectores

A câmera frontal do Tablet S tem apenas 0.3 megapixel e a traseira tem 5 MP (sem flash). A princípio o aparelho parece tirar fotos decentes, embora eu tenha notado uma certa dificuldade com os tons de pele e não o tenhamos submetido à nossa bateria completa de testes.

Na lateral esquerda o tablet tem uma saída para fones de ouvido e uma tampa que cobre um slot para cartões SD e uma porta micro USB. A porta é usada para conexão ao PC, e quanto ao slot a Sony tomou uma decisão estranha: ele só pode ser usado para transferir arquivos de um cartão para a memória interna, e não serve como uma expansão de memória como no Eee Pad Transformer. Esperamos que a empresa reconsidere a decisão e altere este comportamento em uma atualização de firmware futura.

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Porta micro USB e leitor de cartões SD ficam na lateral

Na parte de baixo fica uma porta proprietária para uma dock e carregador. Eu poderia entender a decisão por um conector proprietário se o tablet ao menos se recarregasse rapidamente, o que não foi o caso em minha unidade de pré-produção, que demorou muito mais do que o esperado. Iremos analisar este ponto novamente quando tivermos uma unidade final do aparelho em mãos.

Software e usabilidade

O Tablet S está cheio de ajustes de software e hardware que o destaam dos concorrentes. Por exemplo, a Sony adicionou um algoritmo proprietário ao firmware da tela de toque que analisa o movimento dos dedos e melhora a resposta. O menu de aplicativos, que foi redesenhado, permite aumentar o tamanho dos ícones ou selecionar modos de visualização personalizados como “ordem alfabética” ou “mais recentes primeiro”. 

A Sony também promete um punhado de aplicativos customizados. A galeria de imagens padrão foi substituída por uma versão modificada, assim como o Media Player, que produz som muito melhor que o player nativo que é parte do sistema operacional. Em meus testes informais o player da Sony melhorou significativamente o volume, graves, e qualidade geral de som. Infelizmente, a melhoria só é perceptível com o player da Sony, que tem recursos limitados. 

Um recurso conveniente nos aplicativos da Sony é a capacidade de enviar conteúdo para qualquer aparelho compatível com DLNA (como TVs) que for detectado. Isso pode explicar a ausência de uma porta HDMI para ligação a TVs de alta-definição.

Veredito

A Sony chegou um pouco atrasada ao mercado, mas aprecio o fato de que Tablet S reflete a tentativa da empresa de se diferenciar do mercado “genérico” de tablets. Estou ansiosa para usar o produto final, já que a unidade de pré-produção que testei mostra bastante potencial. 

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