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Primeiras impressões: Windows Phone 7
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Primeiras impressões: Windows Phone 7

Novo sistema da Microsoft para smartphones impressiona com excelente desempenho, integração com a nuvem e interface minimalista

Rafael Rigues

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Os primeiros smartphones com o sistema operacional Windows Phone 7 chegaram às lojas nos EUA há pouco mais de um mês, mas só desembarcarão no Brasil em 2011. Entretanto, já conseguimos dar uma “espiadinha” no novo sistema, graças a uma demonstração feita por Celso Winik, Gerente de Mobilidade da Microsoft Brasil.

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Tivemos acesso a três aparelhos, produzidos pela Samsung, HTC e LG e já comercializados no exterior. Todos seguem o estilo do iPhone, com a frente dominada por telas enormes e quase nenhum botão físico, lembrando mais tablets em miniatura do que um celular comum. O HTC HD7, por exemplo, tem uma tela de 4.3 polegadas, a maior que já vimos em um smartphone. Quem prefere um smarphone com teclado não precisa se preocupar: há no exterior modelos como o HTC 7 Pro com teclado QWERTY deslizante completo.

Smartphones com Windows Mobile tradicionalmente foram voltados ao mercado corporativo. Os novos modelos, entretanto, à primeira vista parecem voltados ao consumidor doméstico. Mas de acordo com Winik, não é uma coisa nem outra: eles são voltados a "pessoas", que hora trabalham, hora se divertem, e poderão contar com um único aparelho para os dois lados da vida.

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Aparelhos da Samsung, HTC e LG com Windows Phone 7

A primeira coisa que nos impressionou foi o desempenho, tudo é muito rápido. Menus e imagens de movem com fluidez, e a resposta aos toques é muito rápida. Há um motivo: a Microsoft criou uma especificação mínima de hardware que todos os fabricantes terão de seguir, e ela inclui itens como um processador de no mínimo 1 GHz, além de tela capacitiva multitoque e câmera de 5 MP com Flash. Isso coloca os aparelhos com o Windows Phone 7 entre a nata dos smartphones atualmente no mercado.

Com texto grande e painéis que representam atalhos para contatos ou aplicativos, a interface é minimalista e direta. Já na tela inicial o aparelho mostra data, hora, compromissos do dia e o número de mensagens, e-mails e ligações perdidas. Áreas batizadas de “Hubs” (Centrais) concentram atividades relacionadas: em “People” ficam os seus contatos, tanto os armazenados no aparelho quanto os de redes online como o Facebook, e em “Pictures” ficam tanto as fotos locais quanto as armazenadas em serviços online como o SkyDrive. Não há distinção entre o que está “na nuvem” e o que está no aparelho.

Há algumas omissões surpreendentes: o navegador não tem suporte a Flash, assim como o iPhone. E com a exceção dos aplicativos da Microsoft que fazem parte do sistema operacional, não há suporte a multitarefa. Os aplicativos são encerrados quando você sai deles, e terão de ser carregados novamente quando você decidir voltar a usá-los. Isto é especialmente incômodo em jogos, já que o tempo de "loading" de títulos como "Need for Speed: Undercover" é bastante longo.

A Microsoft no bolso

A integração com serviços e aplicativos da Microsoft é total. Há uma versão do Outlook para e-mail (com suporte a servidores Microsoft Exchange), o Internet Explorer para navegação na web e um pacote Office “de bolso” com Word, Excel e PowerPoint. Também há suporte a servidores Microsoft Sharepoint.

Os jogos podem se integrar à rede Xbox Live, já familiar dos gamers fãs do console da Microsoft, e o Media Player é integrado aos serviços online do Zune. Ao ouvir músicas de um artista é possível consultar a discografia completa (e comprar faixas e álbuns direto no aparelho) e a biografia do artista. As informações são baixadas automaticamente para o aparelho através de uma conexão 3G ou Wi-Fi.

Os aplicativos, grande atrativo de qualquer smartphone moderno, parecem não desapontar. Segundo Winik são 3 mil títulos já disponíveis na loja (que entrou em operação há cerca de um mês) e outros 15 mil em processo de certificação. O número representa de 6 a 7 vezes o número de aplicativos que estavam disponíveis nas lojas da Apple (App Store) e Google (Android Market) no mesmo período de tempo, frisa o executivo.

E no Brasil?

Ainda não há uma data definida para a chegada de aparelhos com Windows Phone 7 ao Brasil, além de um vago “2011”. De acordo com Winik, a Microsoft já está em negociação com todas as operadoras, e empresas como HTC, Samsung e LG devem ser as primeiras a lançar seus aparelhos. O preço deve ser um dos principais atrativos, e graças à competição entre os fabricantes e produção local poderá ser até 40% menor do que o do iPhone 4.

Interessado? Veja nosso vídeo com uma demonstração do Windows Phone 7 em http://goo.gl/0Q0Gl

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