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Quando quatro núcleos não bastam: Core i7-980X Extreme Edition
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Quando quatro núcleos não bastam: Core i7-980X Extreme Edition

Novo processador da Intel é o primeiro da empresa a ser fabricado com com seis núcleos físicos. Veja do que ele é capaz.

Nate Ralph, da PC World/EUA

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Foto:

i7-logo-150.jpgA Intel anunciou seu mais recente processador da linha Extreme Edition, o Core i7-980X. Tal como a família de processadores Clarkdale, também recente, o i7-980X (codinome Gulftown) traz as tecnologias da Intel chamadas de Turbo Boost e Hyperthreading, e também é construído no processo de 32 nanômetros.

O diferencial do i7-980X é a quantidade de núcleos que ele traz. Este é o primeiro processador da fabricante com seis núcleos físicos. Essencialmente, ele deve substituir o Core i7-975 Extreme Edition, de 45 nanômetros. O i7-975 ainda estará disponível, mas o novo processador será vendido pelo mesmo preço: 999 dólares. É curioso, pois parece uma promoção: seis núcleos pelo preço de quatro.

Mas, na realidade, quanto processamento adicional esses dois núcleos podem oferecer?

À primeira vista, o Core i7-975 e o Core i7-980X são idênticos. Ambos trabalham na  velocidade de 3,33GHz, são projetados em um TDP (Thermal Design Power) para dissipar 130 watts e oferecem suporte a memória padrão DDR3-1066. Mas dois núcleos a mais significam que o i7-980X pode processar 12 instruções ao mesmo tempo, contra oito instruções do i7-975.

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Além disso, o i7-980X possui um cache nível 3 (L3) de 12 MB contra "apenas" 8MB de cache L3 do i7-975. Esse cache funciona como uma memória interna do processador, onde os dados mais acessados ficam armazenados, com acesso mais rápido do que a memória convencional é capaz de entregar. O cache L3 é compartilhado pelos seis núcleos e agiliza muito a comunicação entre eles, aumentando o desempenho nas aplicações multitarefa.

Com um cache L3 maior e quatro núcleos virtuais a mais, é de se esperar um ganho de desempenho significativo.

Teste comparativo
Para verificar o aumento de performance, utilizamos duas placas-mãe modelo DX58SO, da Intel, que utiliza chipset X58. Uma delas foi montada com o i7-975 e a outra com o i7-980X. Ambas foram configuradas com 6 GB de RAM, 1 TB de disco rígido, uma placa gráfica ATI Radeon HD 5870 e uma unidade de DVD para carregar os programas. O sistema operacional utilizado foi o Windows 7 Ultimate de 64 bits.

A Intel está lançando o i7-980X como um processador para entusiastas por performance, como os aficionados por jogos. Em nossos testes com jogos, utilizamos o Unreal Tornament 3 com todos os ajustes gráficos no máximo e na resolução de vídeo em 1920 por 1200 pontos.

Nessa situação, o Core i7-980X obteve 159,9 quadros por segundo (fps, pela sigla em inglês) e o Core i7-975 obteve 155,4fps, melhora de 2,8%. Já com o jogo Dirt 2, o i7-980X chegou a 73,3fps contra 71,7 quadros por segundo do i7-975 (+2,2%).

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Esquema de integração com chipset e memória

Se quiser, reveja os números. Mas o resultado foi exatamente esse, pouquíssima melhora para jogos. Apesar da proliferação de processadores multicore, os jogos ainda não tiram partido desta característica.

Os desenvolvedores de alguns jogos exigentes por hardware, como os títulos Total war e RUSE, apoiaram seu marketing na otimização para o processador i7-980X, reivindicando mais detalhes e realismo graças ao simples fato de se ter mais núcleos para a física do jogo usar.

Portanto, quem já tem um computador com Core i7-975 e gosta de jogos, não faz sentido migrar para o novo i7-980X. Ao menos até os desenvolvedores de jogos realmente dedicarem esforços para focarem nos núcleos do processador.

Por outro lado, quem utiliza aplicações pesadas e de vários
segmentos, como Blender, Photoshop e Sony Vegas Pro, o novo processador
da Intel pode ser uma boa opção.

O resultado mais visível está em aplicações que demandam sempre a maios quantidade de núcleos possível. São elas, por exemplo, as aplicações de animações em 3D, manipulação de vídeo e grandes bancos de dados. Como referência, executamos o software Cinebench, específico para medir o desempenho de CPU e o Core i7-980X obteve um ganho de 40% em relação ao Core i7-975.

Quanto a economia de energia, o i7-980X obteve pico de consumo em 210 watts, contra 231 watts do i7-975. Um consumo cerca de 10% menor, muito provavelmente alcançado graças ao processo de fabricação em 32 nanômetros.

Para os jogadores de plantão, o i7-980X não traz tantas melhorias, mas o problema não está no processador em si e sim nos produtos que ainda não conseguem tirar proveito dele.  Se esse chip está dentro do seu orçamento, vale a pena o custo de entrada, já que as aplicações multicore estão cada vez mais comuns. Assim o processador se paga com um tempo de vida longo.

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