Imagem de fundo do header
Celulares sociais da Microsoft deixam a desejar
Home  >  Review
REVIEW

Celulares sociais da Microsoft deixam a desejar

Modelos da família Kin foram feitos sob medida para os jovens vidrados em redes sociais

Ginny Mies, com informações de Robert McMillan

Kin_One_Two.jpg
Foto:

Esperando atrair as multidões de usuários do Facebook e Twitter, a Microsoft apresentou nesta semana uma nova linha de telefones celulares, batizada de Kin.

Com hardware produzido pela Sharp, o Kin estará disponível em dois modelos: o Kin One e uma versão com tela widescreen e hardware mais poderoso, chamada Kin Two. Os aparelhos serão vendidos exclusivamente nos EUA pela Verizon, a partir do próximo mês. Na Europa, a Vodafone será a operadora exclusiva, a partir de outubro.

Ambas as versões do telefone tem um teclado deslizante, mas o Kin Two tem teclado mais amplo, mais memória e uma câmera mais sofisticada, capaz de gravar vídeo em alta-resolução. O Kin One tem uma câmera de 5 Megapixel, enquanto o Kin Two tem uma de 8 Megapixel.

Kin One

O menor dos novos "celulares sociais" da Microsoft, o Kin One, tem uma interface elegante e intuitiva, mas o hardware é mediocre e nada atraente. Além disso, usuários avançados podem ficar desapontados com algumas das limitações do sistema operacional.

O Kin One não é a coisa mais bonita do mundo: pequeno e quadradão, ele parece meio ultrapassado. Dito isto, ele passa uma sensação de solidez e cabe facilmente no bolso da calça. A tela é meio pequena, assim como o teclado que desliza verticalmente. As teclas são espaçosas e bem identificadas, mas não parecem tão confortáveis quando as de um Sidekick (a equipe de desenvolvimento por trás do Sidekick foi responsável por boa parte do design do Kin One e Kin Two). Tambpem notei um certo atraso entre a digitação e a exibição do texto na tela. Entretanto, é necessário passar mais tempo com o Kin One para avaliar completamente seu teclado.

KIN One

KIN One: hardware deixa a desejar

Fiquei impressionado com a câmera de 5 Megapixel do Kin One. Tirei algumas fotos durante o evento de lançamento, que aconteceu em uma casa noturna pouco iluminada, e fiquei surpreso com o quão poderoso é o flash. Rostos foram bem iluminados sem ficar "lavados". Posso imaginar o Kin One como um companheiro ideal para show, já que é possível tirar fotos de qualidade rapidamente e facilmente compartilhá-las com seus amigos e redes sociais.

As fotos são automaticamente marcadas com as coordenadas do local onde foram tiradas (processo chamado de geotagging) e enviadas ao Kin Studio, mas não há software para edição de fotos e vídeos no telefone. Além disso, videoclipes tem um limite máximo de um minuto, o que desaponta.

Kin Two

Com um design melhor e hardware mais poderoso, o Kin Two ofusca seu irmão menor. Mas ele não é perfeito: limitações e omissões no software o impedem de ser uma ameaça a smartphones mais baratos disponíveis na mesma operadora nos EUA, a Verizon

No quesito design, o Kin Two é muito mais atraente que seu irmãozinho. Tem uma tela maior e teclado mais espaçoso, e ao usá-lo notei que as teclas são confortáveis e bem espaçadas. Não é idêntico ao do Sidekick (antecessor dos Kin), mas chega perto.

KIN Two

KIN Two: teclado espaçoso e tela widescreen

Fiquei impressionado com a câmera de 8 Megapixel do Kin Two, que se saiu tão bem quanto a do Kin One em cenas escuras. Imagens de teste tinham detalhes nítidos e cores bastante naturais. O Kin Two também grava vídeo em alta definição, recurso que infelizmente não tive a chance de testar.

Kin OS: Bonito e intuitivo

Embora seja um pouco confuso a princípio, o Kin OS é visualmente agradável e incrivelmente fácil de navegar. A tela principal, chamada "Loop", mostra o status e mensagens de seus amigos, bem como seus feeds RSS favoritos, em uma colorida montagem de texto e imagens. Arraste a tela para a esquerda e você verá um painel com todos os aplicativos. Arraste para a direita e você verá seus contatos.

Também gostei da facilidade para compartilhar fotos com amigos através do "Kin Spot". o Spot é um círculo verde que fica no rodapé da tela. Se você quiser compartilhar uma foto, vídeo ou notícia de seu feed RSS, basta arrastá-la e soltá-la sobre o Spot. Depois basta tocá-lo e decidir se quer enviar o conteúdo para seus amigos ou enviá-lo para uma de suas redes sociais.

Outro destaque: o Kin One vem com o mesmo software do media player Zune HD para reprodução de vídeos e músicas. Também há um rádio FM.

O sistema operacional se mostrou um pouco lento enquanto eu navegava através dos vários menus, mas isto pode ser devido ao fato de que os aparelhos que testei ainda eram unidades de pré-produção. Farei uma análise mais detalhada sobre o desempenho assim que conseguir um dos modelos finais.

Kin Studio: útil, mas problemático

Quando você tira fotos e vídeos em seu Kin, elas são automaticamente enviadas para a internet. Você pode então se logar em sua conta no serviço Kin Studio para ver e compartilhar os arquivos. Nada de cabos USB ou cartões microSD para atrapalhar nem tediosos processos de upload. Este é um recurso ideal para o público-alvo da Microsoft, que não tem tanta experiência com tecnologia.

Mas há um problema perturbador com o Kin Studio: é impossível apagar fotos do seu aparelho sem apagá-las também do Kin Studio. De certa forma, a explicação da Microsoft para este recurso faz sentido. Se um usuário quiser apagar, digamos, uma foto "comprometedora" tirada em um bar na noite passada, provavelmente vai querer eliminá-la completamente da existência. Mas se você estiver simplesmente apagando fotos para liberar algum espaço no telefone isto se torna o um problema, já que a memória do Kin One é limitada a 4GB (sem suporte a microSD). Na prática, 4GB de memória não é o suficiente para armazenar todas as suas fotos, vídeos e música.

Também gostaria que houvesse algum software para edição de imagens e vídeo embutido diretamente no Kin Studio. Para editar um clipe ou foto, é necessário baixá-la para o PC, editá-la no programa adequado e então enviá-la novamente para o Kin Studio, para só então compartilhá-la com seus amigos.

Recursos essenciais em falta

Infelizmente, o sistema operacional do Kin não tem alguns recursos que, em minha opinião, são cruciais para os fãs das redes sociais. Para começar, não há um calendário nativo nem a possibilidade de sincronizar calendários do Outlook ou Google. Se o principal objetivo do Kin é reunir as pessoas, então porque não há uma forma de criar e compartilhar eventos atrvés de um calendário social?

Também não há um cliente de mensagens instantâneas nativo, o que é estranho em um telefone criado para mensagens. Por fim, o Kin não é capaz de enviar fotos e vídeos para o Twitter. Você pode enviar vídeos para perfis do Fabeook e MySpace, mas esqueça o Twitter. A Microsoft diz que este recurso pode ser adicionado em uma atualização futura, mas não espere encontrá-lo no dia do lançamento. 

Além disso, se você faz uso intenso de aplicativos, vai ficar desapontado em saber que não há um kit de desenvolvimento de software para o Kin, nem uma loja de aplicativos. Por enquanto, você ficará preso ao que veio pré-instalado no dispositivo.

No momento fica difícil estimar se o Kin fará sucesso, já que não há um preço definido. Embora tenham alguns recursos "inteligentes", eles não são smartphones. O Palm Pixi Plus, que é um smartphone completo, atualmente é vendido pela Verizon por apenas US$ 30 (com um contrato de dois anos). Para que o Kin One tenha sucesso, ele deverá ter preço similar.

O mesmo pode ser dito sobre o Kin Two. Nos EUA é possível encontrar aparelhos como o HTC Hero e Palm Pre Plus por menos de US$ 100, que podem agradar mais os usuários avançados.

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail
Vai um cookie?

A PCWorld usa cookies para personalizar conteúdo e anúncios, para melhorar sua experiência em nosso site. Ao continuar, você aceitará o uso. Para mais detalhes veja nossa Política de Privacidade.

Este anúncio desaparecerá em:

Ir para o site