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Review: novo iPhoto impressiona pela variedade de recursos
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REVIEW

Review: novo iPhoto impressiona pela variedade de recursos

Versão móvel do editor de imagens da Apple possui ótimas ferramentas e opções de visualização de compartilhamento, mas peca na falta de flexibilidade

Macworld/EUA

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Foto:

Dois anos depois de apresentar o iPad, a Apple finalmente disponibilizou uma versão do iPhoto feita especialmente para dispositivos móveis. O novo aplicativo é uma ferramenta ótima para exibir, editar e compartilhar imagens tanto no iPad quanto no iPhone. E o resultado valeu a pena: ele é fácil de usar, mantendo os melhores atributos de sua versão para desktop. Ele não é uma duplicata da versão para Mac, porém a funcionalidade geral é muito similar.

O programa funciona no iPad 2 e no iPhone 4 e 4S, porém infelizmente não roda no iPod Touch - nem mesmo na quarta geração, que possui câmera (entretanto, existe uma maneira de colocá-lo no iPad de primeira geração, como já mostramos aqui). A interface do smartphone e do tablet são similares, mas não idênticas, e as variações de cada uma funcionam a favor do usuário.  

Primeiras impressões
Assim que o usuário abre o iPhoto, surge um fundo cinza com quatro abas: Albums (Álbuns), Photos (Fotos), Events (Eventos) e Journals (Diários). Cada uma dessas abas traz partes da interface principal; as imagens podem ser exibidas em uma, duas ou três colunas à esquerda ou direita da tela. Para remover a grade e ver apenas as fotos com as quais você deseja trabalhar, basta tocar no botão de grade. 

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Ao abrir o aplicativo, o usuário vê essa interface

A aplicação oferece diversas ferramentas que irão encantar os fotógrafos amadores. Assim como acontece no Mac, a versão mobile do iPhoto não tem o objetivo de ser um programa voltado a profissionais, mas apenas para consumidores que tiram fotos e procuram recursos simples para melhorar os resultados. O programa também é indicado àqueles que desejam organizar sua biblioteca de imagens em coleções atraentes e compartilhar fotos, seja através de impressões, álbuns digitais ou mídias sociais. 

Há opções e controles para cortes não-destrutivos (que não alteram a imagem original) e alisamento, correção de exposição e de cor e aplicação de efeitos especiais. Um botão de correção automática (Auto-Enhance), assim como acontece na versão do desktop, é extremamente útil, e funciona muito bem. A qualidade da imagem é otimizada para o iPhone e iPad, e reduz automaticamente a resolução das fotos sincronizadas via iTunes, para que fotografias de 12 megapixels tenham apenas 3 megapixel no iOS, por exemplo. Isso pode ser bom para maioria dos usuários, entretanto se você quiser editar as fotografias com resolução máxima, é preciso importar as imagens diretamente do cartão, através do Kit de Conexão para Câmera da Apple - lembrando que ele não é compatível com fotos em RAW. 

Interface
A interface do app é intuitiva, e todas as ações podem ser completadas sem problemas no tablet ou no celular através dos gestos multitoque da Apple - os conhecidos toques de pinça e swipe (deslizar) são indispensáveis. A grande maioria das funcionalidades e controles do aplicativo é acessada ou descoberta em média em menos de 15 minutos, sem precisar acessar longos documentos com instruções. 

O app exibe ícones sem legenda no topo e na base da tela, o que pode parecer um pouco intimidador no começo, mas ao tocar no botão em forma de interrogação surgem diversos balões com dicas que explicam como funciona cada controle. No modo padrão, são exibidas dicas gerais, porém no modo de edição as informações são específicas a essa parte, que exibe informações complementares, e assim por diante. A animação dos pincéis é muito bacana: ao clicar no ícone, são mostrados oito pincéis em leque e, ao escolher um deles, o usuário utiliza o dedo para editar a imagem. Há um botão para exibir a imagem original, desfazer/refazer, além de permitir ao usuário fazer edições não-destrutivas, enquanto que os efeitos são temporariamente escondidos - você pode, então, fazer experimentações sem precisar reverter ao original o tempo todo. 

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Depois de apertar o ícone de interrogação, surgem dicas e explicações sobre os recursos

Obrigado por compartilhar
Existem diversas opções para você compartilhar seu trabalho final, e todas elas estão disponíveis através do botão de Share (Compartilhar). Ao tocar nele, ele abre um painel contendo dez escolhas, incluindo as maiores redes sociais como Facebook, Twitter e Flickr. As imagens também pode ser enviadas por e-mail, impressas, serem utilizadas para criar slideshows com músicas do próprio app, enviar as fotografias diretamente para o iTunes via sincronização ou wireless e, por fim, os usuários podem trocar imagens de um dispositivo iOS via Bluetooth ou Wi-Fi, podendo exibi-las mais tarde no Rolo da Câmera. 

O iPhoto também apresentou o Journals, uma nova maneira de compartilhar grupos de fotos com amigos e família através da Web. Basta escolher as imagens desejadas, inserir um dos seis temas padrão e tocar em Create Journal, fazendo com que o programa crie uma espécie de galeria com as imagens. As fotos podem ser arrastadas e colocadas nos espaços e o usuário pode adicionar legendas, títulos, textos, notas e outras informações. Ao final, esse conteúdo pode ser postado via iCloud e publicado no que a Apple chama de “Home Page”, um endereço privado no qual seus amigos e familiares podem visualizar as fotos. 

Novidades muito legais
Enquanto que um toque duplo na imagem mostra sua resolução máxima (pixel por pixel), também é possível ampliar as fotos para ver pequenos detalhes. Ao clicar com dois dedos em uma foto surge uma lupa (disponível apenas no iPad) que dá um zoom de até três vezes em uma pequena parte da tela; para ampliar, basta rodar os dedos em sentido horário. 

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O Journals permite criar galerias de fotos que podem ser compartilhadas com amigos e familiares

Outros recursos muito interessantes do aplicativo incluem o Auto Horizon Detection, que ajuda o usuário a corrigir fotos com ângulos incorretos, procurando por linhas retas na imagem e alertando quando o horizonte está torto, Skin Tones, um controle deslizante para balancear as cores da foto baseado no tom de pele, o Preserve Skin Tones, que por sua vez permite ao usuário trabalhar com saturação e outras correções sem distorcer a coloração da pele, e sem esquecer do Effects, que aplica nove diferentes efeitos artísticos às fotos. 

No iPhone
Utilizar o app no smartphone pode ser fácil ou muito difícil, assim como fazer qualquer coisa que envolva toques com o dedo em uma tela muito menor. O programa faz um ótimo trabalho ao transferir os controles do iPad para o celular e, enquanto as interfaces baseadas em ícones ficam longe do ideal, os resultados obtidos no tablet e no smartphone são iguais - surpreendentemente, todos os recursos complexos funcionam muito bem em sua forma em miniatura, e são acessíveis depois que você entende como funcionam. 

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Presente apenas no iPad, ferramenta de lupa permite ampliar pequenas áreas da imagem em até três vezes 

Pontos negativos
Mesmo com seus bons atributos, o iPhoto para iOS pode desapontar algumas pessoas. Em primeiro lugar, ele não funciona no iPod Touch e, oficialmente, os donos de iPad de primeira geração também não conseguem baixar o aplicativo. 

Quase todas as vezes em que o usuário edita uma imagem, o aplicativo pausa para atualizar a biblioteca do iPhoto na forma de uma caixa de diálogo e uma barra de progresso, que dura alguns segundos e reaparece frequentemente, o que pode ser bastante irritante. Outro ponto problemático são os efeitos que podem ser inseridos, mas não ajustados, e a interface, que não pode ser personalizada, deixando o app pouco flexível, como a ordem e a organização dos álbuns, por exemplo. 

A própria organização do aplicativo é burocrática demais, deixando a sincronização e a exclusão de fotos muito pesada. No iPhoto para iOS, o usuário pode ocultar uma imagem, porém ela não será apagada diretamente se ela foi sincronizada via iTunes ou alterada no app. Não há como reorganizar as imagens em álbuns ou eventos, ou mudar a ordem em que aparecem na tela e, a não ser que você sincronize grupos idênticos de imagens do iPhone e iPad, não espere que as bibliotecas fiquem idênticas, já que o conteúdo é espefício para cada aparelho, com exceção do Compartilhamento do Fotos do iCloud (serviço na nuvem da Apple).

Conclusão
O nível de detalhe e sofisticação da primeira versão do iPhoto para iOS impressiona: o app é completo, possui muitas funções e é fácil de usar. Por causa da tela menor, é muito estranho utilizar a aplicação no iPhone, e, mesmo assim, a Apple tentou acomodar os problemas, deixando grande parte das capacidades das versões idênticas. 

No entanto, não espere que o iPhoto faça tudo que o Photoshop ou o Aperture são capazes. Ainda assim, o aplicativo merece uma chance, e, para a maioria das pessoas, ele pode se tornar o app padrão de edição de imagens do iOS, mesmo com alguns tropeços. 

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