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Sistema webOS pode trazer a Palm de volta à cena dos smartphones
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Sistema webOS pode trazer a Palm de volta à cena dos smartphones

Com ele, a fabricante tenta recuperar espaço em um mercado onde brilham iPhone OS, Android, Symbian, Windows Mobile e BlackBerry.

Harry McCracken, PC World/EUA

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Foto:

smart_OS_150.jpgPrimeiro uma pergunta: será que o mundo precisa de mais um sistema operacional (SO) para smartphones? O iPhone OS (Apple) ainda está na crista da onda, e o Android (Google) é uma promessa crescente. Os demais concorrentes e com mais tempo de estrada – Windows Mobile (Microsoft); BlackBerry OS (RIM) e Symbian S60 (Nokia) – estão passando por sérias renovações para não perderem o bonde da história.

Todos esses sistemas operacionais representam um desafio e tanto para o webOS, o tão esperado e atrasado SO para telefones celulares que surge com o Pre – o mais recente smartphone da Palm. O que já se pode dizer é que o webOS, para ter futuro, precisa mais do que superar os concorrentes.

Em um ou mais aspectos, ele precisa ser melhor do que as alternativas existentes. Caso contrário, a Palm – empresa que marcou época na computação de mão com o PalmPilot e com o Treo – poderia ter construído o Pre utilizando o Android ou qualquer dos demais sistemas operacionais citados aqui

Depois de gastar um tempo usando o Pre, é bom saber que a Palm optou pela rota mais difícil. O webOS, apresentado pela empresa no início de 2009, conseguiu entregar praticamente tudo o que prometeu.

Trata-se de uma plataforma interessante para a nova geração de smartphones e pode-se dizer que se trata do mais bem acabado software capaz de fazer frente ao sistema que equipa o iPhone.

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Mesmo que você jamais adquira um celular com o webOS, é provável que você venha a se beneficiar de sua existência: não estranhe se vir algumas de suas funcionalidades (como a intuitiva capacidade multitarefa e a profunda integração com serviços online e redes sociais) fazendo parte de outras plataformas.

Abaixo, você terá uma noção exata de como o webOS se compara a cada um dos mais importantes sistemas operacionais para smartphones:

iPhone OS (Apple)
O que é: o iPhone OS é a versão portátil do Mac OS X, encolhida e redesenhada e que deu vida ao iPhone 3G.

Como funciona: A experiência multitouch da plataforma torna o uso do hardware e do software do iPhone uma experiência prazerosa. É muito fácil um usuário se perder entre menus ou esquecer como realizar tarefas simples em outros celulares. Os aplicativos no iPhone são incrivelmente consistentes e fáceis de usar. E o iPhone OS 3.0, previsto para ser liberado provavelmente este mês, a próxima versão do sistema operacional promete entregar tudo o que ficou faltando na versão 2.2 do SO ao acrescentar funcionalidades como copiar e cortar, um sistema de buscas mais abrangente, melhor usabilidade do modo paisagem e a possibilidade de aplicativos como comunicadores instantâneos interagirem com o usuário mesmo quando não estão sendo executados. Isso porque o software não terá capacidade multitarefa real.

Como ele se parece: Tudo nele é muito bom, da tipografia sofisticada aos efeitos das animações, que contribuem para formar um dos mais atraentes e ricos ambientes operacionais já instalados em um dispositivo de mão.

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Aplicações embarcadas: O que é bom nele é ótimo, especialmente o browser Safari que torna a navegação por sites que não foram desenhados para serem visualizados em uma tela tão simples. Os players de música e vídeo são do calibre de um iPod. Mas como ferramenta de produtividade, o iPhone não vai muito longe. Por exemplo, não existe uma aplicação para editar documentos nem uma ferramenta de gerenciamento de tarefas.

Aplicações de terceiros: Graças à força da App Store, o iPhone partiu de uma base insignificante de aplicativos criados por desenvolvedores independentes para dezenas de milhares deles em menos de um ano. E muitos deles, gratuitos. Contudo, as limitações impostas pela Apple às aplicações terceirizadas – tais como não poder rodar em segundo plano (background) ou acessar dados de outros aplicativos – criaram barreiras para o lançamento de aplicativos como uma suíte de produtividade ou programa de mensagens instantâneas. E a Apple, distribuidora única dos aplicativos para o iPhone, impediu que algumas aplicações realmente úteis pudessem comercializadas.

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Resumo da ópera: Apesar do barulho feito tanto pelo Android quanto pelo webOS, o iPhone OS continua como o sistema operacional para celulares mais intuitivo e agradável que existe. E a versão 3.0 do software promete acrescentar muitas funções avançadas para evitar ser alcançado pela concorrência.

Android (Google)
O que é: O sistema operacional para celulares Android é uma ambiciosa plataforma aberta do Google para incentivar empresas a customizarem seus aplicativos para uma gama maior de handsets. O problema é que, até agora, só está disponível em um modelo vendido nos Estados Unidos, o G1 da T-Mobile. Outros 18 modelos são esperados ainda para 2009 e as expectativas de que se torne um sucesso ainda são elevadas.

Como funciona: No G1 (e no G2, que deve ser lançado em julho), a interface do Android parece uma combinação (mashup) do iPhone com o BlackBerry.  Muito nele é acessível via tela touch, mas ainda existe um trackball e os botões de Menu, Home e Back.  Seu desktop altamente customizável é remanescente dos encontrados em sistemas operacionais como o Vista ou OS X Leopard. Pode-se reorganizar os atalhos e instalar widgets como relógios e campos de buscas. Ainda assim, ele lembra muito sistemas operacionais antigos.

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Como funciona: O Android não é uma obra-de-arte como o iPhone OS, mas é uma plataforma limpa, tem apelo e faz bom uso da tela de alta resolução, tanto do G1 quando de seu sucessor.

Aplicações embarcadas: No Android, as aplicações estão muito bem integradas com os serviços do Google tais como Gmail e Google Calendar. Ao ligar o telefone pela primeira vez, a primeira coisa que você deve fornecer são informações relativas à sua conta no Google (o que pode representar um problema caso você dependa de serviços como o Microsoft Exchange). O browser do Android carece de uma navegação multitoque como o navegador do iPhone, mas é um rival de peso. O player de música se destaca pela capacidade de baixar canções livres de DRM da Amazon. Mas os únicos vídeos que ele é capaz de reproduzir são os clipes do YouTube.

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Aplicações de terceiros: O Android ainda não decolou em termos de volume de aplicativos com se viu com o iPhone OS, mas sua loja, semelhando à App Store, vem sendo preenchida rapidamente com bons conteúdos. À medida que mais aparelhos seja colocados à venda, um número maior de desenvolvedores deve se estimular a escrever software para a plataforma.

Resumo da ópera: O Android ainda permanece como uma promessa. Sua versão atual é menos inventiva e elegante do que o iPhone OS e do que o webOS.

Windows Mobile (Microsoft)
Como funciona: O Windows Mobile tenta copiar o poder de fogo do Windows, do menu Iniciar à bandeja do sistema. E isso não é, de forma alguma, uma vantagem: quem deseja lidar com ícones tão pequenos? Fabricantes como a HTC e a Samsung acrescentem uma camada adicional de software, sobrepondo-se ao Windows Mobile e como forma de reforçá-lo. Muitos smartphones da HTC trazem um interface denominada TouchFLO para interações com os dedos; mas, nem de longe, ela é tão elegante e intuitiva quanto à do iPhone.

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Como ele se parece: Está a quilômetros de distância da interface do iPhone

Aplicações embarcadas: A versão do Internet Explorer existente nos telefones atuais é tão profundamente arcaica que a HTC resolve oferecer o Opera Mobile em alguns modelos de aparelhos. Em contrapartida, as versões básicas das ferramentas de produtividade – Word, Excel, e PowerPoint – não fazem feio.

Aplicações de terceiros: A melhor coisa a respeito desse sistema operacional é a ampla variedade de aplicativos em qualquer categoria. Só que a versão 6.1 da plataforma ainda não possui um aplicativo para acesso à loja.

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Resumo da ópera: O Windows Mobile parou no tempo sob vários aspectos. A versão 6.5 – que possui uma interface touch mais moderna, browser melhorado e uma loja para download de aplicativos – não deve dar as caras em qualquer modelo de celular pelo menos até setembro. E, mesmo assim, não será capaz de reduzir a distância que separa a plataforma da Microsoft dos concorrentes iPhone OS, Android e webOS.

Symbian S60 – 5a edição (Nokia)
O que é: A versão mais recente do saudado sistema operacional Symbian, com mais funções de entretenimento e nova interface que o iPhone permite – tais como entrada de dados touch como o que é visto no Nokia 5800 XpressMusic.

Como funciona: Como as demais plataformas antigas, esta também foi atualizada para, digamos, se adequar à era iPhone. No caso do 5800, foi mantida a antiquada a barra de rolagem, fácil de ser usada com uma caneta apontadora, mas nada prática com de se manipular com o dedo.

Como se parece: É decente, sem dúvida, mas os ícones, tipografia e outros detalhes da interface carecem do refinamento que notamos no Android, iPhone OS e no webOS. É funcional, mas não é bonito.

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Aplicações embarcadas: Se vai longe o tempo em que o Symbian tinha alguns dos mais sofisticados softwares encontrados em um dispositivo móvel. Mas ele ainda impressiona sob alguns aspectos, tais como o suporte a multitarefa e a possibilidade de recortar e colar. Mas o Symbian precisa ser atualizado. Por exemplo, seu browser não é nada se comparado ao Safari do iPhone OS e aos novos entrantes, e o cliente de e-mail só é capaz de lidar com textos.

Aplicações de terceiros: O sistema operacional Symbian está no mercado há tanto tempo e, por esse motivo, conta com um volume expressivo de aplicativos úteis. O problema é que uma grande parte destas aplicações não foi atualizada para se adequar à 5ª geração do SO e seu approach touch.

Resumo da ópera: a 5ª geração deu ao Symbian condições de competir com a nova safra de sistemas operacionais. Mas ele ainda precisa de uma demão de tinta nova caso queira continuar relevante daqui para frente.

webOS (Palm)
O que é: O totalmente novo sistema operacional da Palm, por enquanto, só está disponível no Pre, que começou a ser vendido no último final de semana. A Palm diz que, em breve, ele estará rodando em outros smartphones – há rumores de que a AT&T deve lançar um dispositivo de baixo custo chamado Palm Eos, de baixo custo, até o final de 2009.

Como funciona: Em linhas gerais, o webOS é muito bom, tanto do ponto de vista da resposta da interface touch quando na parte de diversão. Em alguns aspectos, ele nos faz lembrar o iPhone OS, principalmente no modo de entrada multitoque, a capacidade de redimensionamento de páginas na web e também fotos. Mas ele também introduziu funcionalidades e conceitos que não estão presentes no telefone da Apple como a notável habilidade de lidar com multitarefas.

Como ele se parece: Sem dúvida alguma, este é o primeiro sistema operacional pós-iPhone OS que é lançado com características suficientemente boas para competir com o software da Apple.

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Aplicações embarcadas: As ferramentas padrão de produtividade do webOS para e-mail, calendário, gerenciamento de tarefas são consistentes e úteis. Vale destacar a importância do conceito Synergy que permite a integração de informações de diferentes fontes (tais com redes sociais) com os aplicativos do smartphone. Já o recurso de busca universal – que na realidade apenas faz buscas nos contatos e nos aplicativos, além de usar serviços de buscas como o Google, Wikipédia e Twitter – não faz jus ao nome, pois nem ao menos é capaz de pesquisar nos e-mails, calendários e documentos armazenados no dispositivo. Embora o sistema operacional não tenha como foco o uso multimídia, seu player de música é muito bom. Ele permite comprar faixas MP3 da Amazon e sincronizá-las diretamente no iTunes. Mas o webOS não oferece qualquer mecanismo para compra ou aluguel de filmes ou programas de TV em seu player de vídeos.

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Aplicações de terceiros: A loja da Palm chega com apenas alguns aplicativos, entre os quais o serviço de música Pandora e LinkedIn. Para o bem daqueles que comprarem o Pre, vamos esperar que o número de aplicativos para o webOS cresce rapidamente. Em tempo: o Classic, da Motion App, pode emular alguns programas escritos para o antigo Palm OS.

Resumo da ópera: O webOS traz um conjunto de novas idéias que não é possível encontrar em nenhum sistema operacional móvel lançado após o iPhone OS. Depois de se ver como ele é capaz de manipular multitarefas, fica difícil lidar com qualquer plataforma que não ofereça tal recurso. Agora basta saber se o webOS será capaz de trazer a Palm de volta ao cenário dos smartphones.

BlackBerry OS (RIM)
O que é: este é o sistema operacional responsável pelo sucesso dos BlackBerry e que está presente em smartphones como o Curve, Pearl e o 8800, bem como no Bold e no Storm.

Como funciona: O conceito básico por trás da interface do BlackBerry mudou muito pouco nos últimos dez anos. E nem precisava. De uma maneira muito própria, sua interface é tão lógica e consistente quando à do iPhone OS. Na maioria dos smartphones é possível executar quase qualquer aplicação utilizando o trackball, o botão de Menu e um segundo botão que dá acesso à tela anterior que se está acessando no momento. Combine estas três ações e você poderá navegar pelo OS de forma extremamente rápida e eficiente. No Storm, o trackball foi substituído por um interface touch.

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Como ele se parece: Em sua maior parte, o BlackBerry OS é simples e baseado em texto e só nos modelos mais recentes, como o Bold, percebemos um cuidado maior com as fontes e ícones.

Aplicações embarcadas: Tanto o software de e-mail quando o de calendário do BlackBerry mantêm o padrão de eficiência e confiabilidade de acesso em tempo real para uso com serviços como o Microsoft Exchange. O Bold introduziu um novo e melhorado browser suficientemente bom para competir com os existentes no iPhone OS, Android e webOS em sua habilidade de exibir sites da maneira com foram projetados. Já os aplicativos de música e vídeo são bons, mas secundários na plataforma.

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Aplicações de terceiros: Durante muito tempo usuários de BlackBerry não dispunham de um vasto cardápio de aplicativos para escolher. Mas tal situação mudou e o mercado de aplicativos para a plataforma explodiu e milhares – de ferramentas de produtividade a jogos – deles estão disponíveis agora. Muitos, mas nem todos, estão disponíveis por meio da App World (da própria RIM). Mas as plataformas Windows Mobile e Symbian têm mais a oferecer.

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Resumo da opera: O BlackBerry OS é um velho cão, mas um cão muito esperto e que tem provado ao mercado que é capaz sim de aprender novos truques e será interessante ver o que o Storm 2 será capaz de fazer com a interface touch.

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