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SSD WD Blue SN500 tecnologia NVME, fortíssimo upgrade
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REVIEW

SSD WD Blue SN500 tecnologia NVME, fortíssimo upgrade

WD traz SSD com tecnologia NVMe eleva muito o patamar de desempenho dos PCs

Flavio Xandó

Foto:

A vantagem de escrever sobre tecnologia há tanto tempo é poder ter sido testemunha ocular das mudanças e ter a real noção da evolução. Mas vamos abreviar essa história, esqueçamos os disco rígidos tipo MFM, verdadeiros tijolos que precisavam de duas placas para conectá-los aos PCs e tinham exígua capacidade de 20 a 40 MEGABYTES. Esqueçamos toda a trilha evolutiva e concentremo-nos nos discos rígidos de tecnologia magnética de 2.5 polegadas, usados em notebooks e também em sistemas de storage corporativos.


Disco atual de 2.5 polegadas e HD MFM dos anos 90 de 40 Mbytes

A despeito da evolução dos discos magnéticos, aliás, muitas vezes se falara que o limite de densidade de gravação havia sido atingido, eles não pararam de crescer ano após ano. Hoje um dia encontra-se discos de 2.5 polegadas de 4 Gigabytes no mercado por preços acessíveis.

Mas a velocidade de acesso a estes discos, que também evoluiu ao longo do tempo, tornou-se fator limitante, por causa da tecnologia dos discos mecânicos. Mas os sistemas operacionais, os softwares, a complexidade e tamanhos dos arquivos de dados, textos, fotos, vídeos, etc. só fizeram crescer de forma muito maior. Dando uma referência objetiva, há 10 anos os notebooks tinham discos rígidos de notebooks que eram capazes de transferir perto de 60 a 70 Mbytes por segundo (discos corporativos eram mais rápidos mas muito mais caros). Testemunhei a evolução disso para outros patamares. Hoje em dia um bom disco de notebook consegue taxas de transferências na ordem de 100 Mbytes por segundo, boa evolução, o dobro aproximadamente. Para ilustrar, veja as imagens abaixo.

Há muitos números nessa imagem, mas fiquemos apenas com os primeiros, quase 96 MB/s para discos de 2.5 polegadas e 198 MB/s para discos de 3.5 polegadas. Este é o valor da máxima taxa de transferência em situação “normal”.

Esta longa introdução é muito importante para que as pessoas tenham o correto contexto evolutivo da tecnologia. Seguindo em frente, surgiram os discos “não magnéticos”, ou seja, sem partes mecânicas, todo o armazenamento feito em memória não volátil. Assim nasceram os primeiros SSDs (Solid State Drive). De forma muito inteligente nasceram mimetizando os HDs convencionais, usando a mesma interface SATA usadas pelos HDs, assim sendo capazes de substituí-los diretamente com toda a vantagem que na sequência vou ilustrar.


SSD substituindo um HD convencional em um notebook

Os SSDs do tipo SATA (a interface usada pelos HDs convencionais) obtém taxas de transferência na ordem de 500 a 600 MB/s, uma evolução incrível. Na imagem abaixo vemos a prova dessa evolução.


desempenho de um SSD do tipo SATA

Os números “menores” deste teste (obtidos pelo software CrystalMark) mostram acessos em blocos pequenos de forma não sequencial, e por isso a diferença na relação aos discos mecânicos muito mais pronunciada. Veja por exemplo 0.503 MB/s nos HDs e 17.30 MB/s nos SSDs (34 vezes mais rápido).

Este é o porquê da mudança de experiência no uso do SSD em relação ao HD. A carga do sistema operacional ocorre de forma muito mais rápida. No meu notebook com HD o Windows demora cerca de 50 segundos para carregar. Com o SSD SATA isso ocorre em 11 segundos , que também se reflete em carga de programas, abertura de arquivos grandes, etc.

Mas isso já estava bom, não é? Não, não mesmo!!

Usar o formato SATA era uma ótima ideia porque permitia substituir os HDs mecânicos de forma super simples. Mas a interface SATA tornou-se limitante de desempenho dos SSDs . Com  sua evolução estes podiam acessar a informação de forma mais rápida que a interface SATA poderia entregar os dados para a placa mãe e processador. Durante um tempo isso foi contornado com SSDs que usavam a interface PCI Express, a mesma usada pelas rápidas placas de vídeo. Era uma boa solução, permitiu um grande avanço na velocidade, SSDs entre 2 e 3 vezes mais rápidos que os SSDs SATA. Mas eram placas grandalhonas, meio desengonçadas e sem suporte a notebooks.

Foi quando a irrefreável evolução, quase Darwiniana, aconteceu mais uma vez. Surgiu a tecnologia NVMe e M.2. O que importante saber é que o tipo de encaixe e o protocolo de comunicação evoluíram e permitiram diminuir muito o tamanho dos SSDs, integrando-os à placa mãe, compatíveis com computadores desktop ou notebooks.


placa mãe com slots M.2 e SSDs tipo NVMe

Estas novas tecnologias já estão presentes nas placas mãe há algum tempo, mas eu não tivera oportunidade ainda de testá-las por mim mesmo. Agora tive. A Western Digital lançou no Brasil dois modelos de seus SSDs NVMe. A versão Blue e a versão Black, ambas têm capacidades de 250 GB e 500 GB. Testei a primeira delas, a versão Blue, a “menos rápida” e confesso que a primeira experiência foi assombrosa para mim!!

A versão Black é a que entrega performance extrema. A versão Blue é a mais “calma” dessa geração. Mesmo assim, minha experiência com o SSD Western Digital NVMe Blue foi muito impressionante. Muito.

Instalando e usando o WD Blue SN500

Existe um slot apropriado para encaixar o SSD (tipo M.2) nas placas mãe (desktop ou notebook). Um encaixe, um parafuso e pronto. A propósito, é o mesmo slot M.2 no qual se encaixa também a memória Intel Optane , aliás, uma tecnologia de aceleração muito interessante.

Mas não basta inserir esta “plaquinha” no computador para ter seu benefício. Uma possibilidade seria montá-la em um PC novinho, instalar o Windows , programas, copiar os dados, etc. Mas a grande maioria das pessoas vai preferir usar algum recurso para copiar tudo do seu HD atual para o WD Blue e obter o imenso benefício. Mas como fazer isso?

A Western Digital tem em seu site uma solução muito boa!! O software ACRONIS é há um bom tempo uma referência e excelência em ferramenta para gerenciar discos, partições, backup e fazer CLONE dos discos. O Acronis não é um software gratuito, mas a Western Digital oferece sem custo uma versão especial do Acronis, sem custo. É completa, tem TODOS os recursos do ótimo software, mas só funciona se ao menos um dos discos sendo copiado for da Western Digital.

Foi exatamente o que eu fiz. O Acronis é um software bem esperto. Digamos que o HD original tenha 1 TB de capacidade e SSD Blue tenha 500 GB, aliás este foi exatamente o meu caso, desde que os arquivos no HD de 1 TB não ocupem mais de 500 GB, a operação de clonagem do disco é feita de forma a acomodar o conteúdo no disco de destino, mesmo sendo menor.

Clonagem feita é necessário alterar a configuração do PC para realizar o boot no novo disco, senão haverá uma cópia de tudo no SSD mas a máquina continua a iniciar pelo HD convencional.  Alteração feita... Estupor total!! Inacreditável!!!

Tive que desligar o computador, olhar de novo e medir de novo. Observei o começo da carga do Windows 10, quando aparece aquela animação de um círculo girando, que é de fato o início da carga efetiva do sistema operacional.

DOIS SEGUNDOS!! TRÊS SEGUNDOS!! Meu Windows está com a entrada automática da senha. Entre começar a girar aquele círculo até aparecem os ícones da área de trabalho!! Entre 2 e 3 segundos. No começo deste texto eu citei que o HD convencional proporciona a carga do Windows perto de 50 segundos e no SSD SATA entre 15 e 16 segundos.

Mas apenas números, por mais impressionantes que sejam, não refletem a percepção, a experiência de uso em um computador rápido assim. Outlook que é um software bem pesado para carregar, também carregado em poucos mais de 2 a 3 segundos. Abrindo um parêntese, mostro agora lado a lado os números frios do CrystalMark, resgatando os dados de HD convencional, SSD SATA e os números do WD Blue SN500.

O WD Blue SN500 tem velocidade nominal divulgada de 1700 MB/s de taxa de transferência, mas na verdade ele até excede um pouco isso na leitura.

Sem correr o risco de estar exagerando, eu posso dizer que a experiência nessa condição remete a algo que é completamente diferente de usar um computador “convencional”. Quando eu saí do HD mecânico para o SSD SATA senti um impacto impressionante. Eu não imaginava que usar um SSD NVMe pudesse ter o mesmo nível de impacto em relação ao SSD SATA, mas foi exatamente o que eu senti.

Quem me conhece sabe que venho trabalhando muito com edição de vídeos nos últimos tempos, tenho acelerado a produção de conteúdo no site www.papofacil.com.br no qual converso com pessoas do universo de tecnologia. Edição de vídeo é das tarefas mais desafiadoras em um PC. A capacidade de processamento é fundamental, mas a presença do WD Blue NVMe em relação ao HD convencional fez uma diferença muito grande no meu dia a dia na tarefa de edição. Destaco que eu já usava um HD convencional com Intel Optane, que já era uma evolução bastante significativa em relação ao HD mecânico tradicional.

Principalmente o processo de carga dos vídeos “brutos”, antes de começar a edição teve uma imensa aceleração, bem como há benefícios no processo de renderização dos vídeos, na transformação da “timeline” criada em um arquivo pronto para o upload. Mas não somente para edição de vídeos!! TUDO no uso do PC ganha uma aceleração bastante pronunciada. A Intel que  não leia o que vou escrever agora, mas entre fazer um upgrade com um SSD NVMe em um PC ou notebook já com um ou dois anos (que já têm o slot M.2) ou comprar um PC novo com processador mais moderno, o impacto é muito maior com a adoção da tecnologia NVMe!!

Eu confesso que eu era um pouco cético em relação às vantagens do SSD NVMe em relação ao SSD SATA que eu já tinha. Afinal eu já experimentara um grande salto de desempenho ao migrar do HD convencional. Mas posso claramente afirmar que o mesmo salto de qualidade experimentado ao passar do HD para o SSD SATA eu tive ao passar do SSD SATA para p SSD NVMe.

Dica que eu dou, se vai trocar de PC, é pouco provável que ele venha de fábrica com SSD NVMe, mas você pode pesquisar se a placa mãe usada tem suporte aos slots M.2 para usar o NVMe. Da mesma forma se ao comprar um notebook, que é mais comum ser oferecido com SSD, pesquise se ele pode receber um NVMe como expansão.

E este é “apenas” o modelo “Blue”! A versão “Black” apresenta desempenho ainda mais estelar, em vez de 1700 MB/s, promete o dobro na transferência de dados, ou seja, 3400 MB/s!!

Pesquisando nos canais de vendas indicados pela Western Digital encontrei essa versão do WB Blue de 500 GB por preços em torno de R$ 500.

A versão Black de 500 GB com dissipador de calor está em torno de R$ 950, sem dissipador por R$ 800. Há modelos de 240 GB mais baratos e até de 1 TB.

 

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