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Testamos a segunda geração da família de processadores Core, da Intel
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Testamos a segunda geração da família de processadores Core, da Intel

Chips baseados na arquitetura “Sandy Bridge” têm melhor desempenho geral, chipset gráfico mais poderoso e menor consumo de energia

Nate Ralph, PC World EUA

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A Intel revelou nesta semana a segunda geração de seus processadores da família Core, que anteriormente eram conhecidos pelo codinome de Sandy Bridge. Os novos chips são construídos com base em uma nova arquitetura e trazem várias melhorias, incluindo um melhor desempenho do chipset gráfico integrado e menor consumo de energia. 

Testando o Sandy Bridge

Em nossos testes, analisaremos dois processadores: o Intel Core i5-2500K de 3.3 GHz (US$ 216, preço nos EUA) e um Intel Core i7-2600K de 3.4 GHz (US$ 317, preço nos EUA). Para o Core i5-2500K a Intel forneceu uma placa-mãe DH67BL, codinome “Bearup Lake”, equipada com gráficos integrados de segunda geração em um chipset H67. Para o Core i7-2600K usamos uma placa-mãe DP67BG “Burrage” equipada com o chipset P67, voltado a sistemas de alto desempenho.

Novas CPUs e novos chipsets pedem - para desespero dos fanáticos por hardware - novos soquetes. A segunda geração de processadores da família Core usa o soquete LGA-1155, então você precisará de uma placa-mãe nova se quiser experimentar um destes chips.

Ambas as máquinas de teste foram configuradas de forma idêntica: 4 GB de RAM DDR3, um HD de 1 TB, uma placa de vídeo AMD Radeon HD 5870 e um drive óptico para instalação do sistema e aplicativos. Ocasionalmente removemos a placa de vídeo da máquina com o processador i5-2500K para compará-la com os gráficos integrados do chipset H67.

Estas são nossas “máquinas de referência”, e os processadores rodaram no clock padrão. Mas em alguns momentos também incluímos no teste máquinas equipadas com os novos processadores fornecidas pela MicroExpress e Origin, dois integradores norte-americanos, que tinham overclock generoso. Vamos aos resultados.

Desempenho: WorldBench 6

Começamos com nosso próprio pacote de benchmarks, o WorldBench 6. Para quem não sabe, ele consiste em um conjunto de testes executados com aplicativos reais para medir o desempenho de um PC.

Um conjunto de aplicativos simulando um ambiente de trabalho típico é executado, e uma pontuação (o “WorldBench Score”) é calculado com base em quanto tempo a máquina levou para completar as tarefas. Os resultados de nossas placas de referência foram impressionantes: o Core i7-2600K chegou a 156 pontos, enquanto o Core i5-2500K chegou a 150.

Vamos colocar estes números em perspectiva. Em agosto do ano passado a PC World norte-americana analisou o Maingear F131, um PC desktop de US$ 2000 equipado com um processador Core i5-655K, 4 GB de RAM e um HD de 1 TB. Ele conseguiu 152 pontos no WorldBench, mas só após a Maingear fazer o overclock do processador de 3.2 GHz para 4.5 GHz.

A MicroExpress nos mandou o MicroFlex 25B, um desktop de US$ 850 equipado com um processador Core i5-2500K, 4 GB de RAM e um HD de 300 GB. Ele recebeu um overclock para 4.1 GHz e chegou a impressionantes 188 pontos no WorldBench, um resultado tipicamente encontrado em PCs mais sofisticados projetados para desempenho máximo, que custam mais de US$ 2.000.

A Origin nos mandou seu mais novo “Genesis”, equipado com um Core i7-2600K overclockado para escaldantes 5 GHz. Este monstro de US$ 7.000 está equipado de cima a baixo com tudo o que há de melhor em hardware, e chegou aos 223 pontos no WorldBench, a pontuação mais alta que já vimos em qualquer PC.

Desempenho: Jogos

Nossas máquinas de referência estavam bem equipadas para lidar com jogos, com ótimo desempenho em todos os nossos testes. Rodamos quatro games modernos para ter uma idéia geral do desempenho: Dirt 2 da Codemasters, Call of Duty 4 da Activision, Just Cause 2 da Eidos e S.T.A.L.K.E.R.: Call of Pripryat da GSC Game World. Todos os testes foram feitos na resolução de 2560 x 1600 pixels, com a máxima qualidade gráfica possível em cada jogo.

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Números em quadros por segundo (FPS), quanto maior melhor

Não é surpresa que o desempenho das máquinas seja quase idêntico, e a explicação é simples: embora o processador Intel Core i5-2500k não tenha suporte à tecnologia Hyper Threading, nos jogos é a placa de vídeo que limita o desempenho.

A única diferença significativa foi em Dirt 2, onde o Core i7-2600K obteve a marca de 142.25 FPS, contra 132.97 FPS do Core i5-2500K. No restante, empate geral: 78.90 (i7) contra 78.60 (i5) FPS em Call of Duty 4, 22.75 (i7) contra 22.72 (i7) FPS em S.T.A.L.K.E.R. e 38.96 (i7) contra 38.8 (i5) FPS em Just Cause 2. 

Para ter uma idéia melhor do impacto dos novos processadores temos que analisar um aplicativo projetado para aproveitar quantos núcleos estiverem disponíveis, como o benchmark de processador do Cinebench, da Maxon. Este teste em particular pode ser dividido em até 64 threads (tarefas) em paralelo, e nele o Core i7-2600K (um modelo quad-core capaz de executar 2 threads por núcleo, num total de 8 threads) foi 25% mais rápido que o Core i5-2500K, um modelo quad-core com 1 thread por núcleo, num total de 4 threads.

Mas a segunda geração de gráficos integrados da Intel ainda não está pronta para os jogos. Quando removemos a placa de vídeo, nossa máquina de testes com o Core i5-2500K não conseguiu atingir uma taxa de quadros (framerate) jogável (30 quadros por segundo no mínimo) em nenhuma resolução, em nenhum dos jogos.

Mas nem tudo está perdido: novos recursos como o suporte à reprodução de filmes em Blu-ray em Full HD (1080p) e 3D esteroscópico tornam as coisas mais atraentes no segmento de desktops compactos, ou em notebooks e netbooks menores que precisam usar o chipset gráfico integrado para manter um tamanho reduzido.

Continue lendo e saiba mais sobre conversão de vídeo e consumo de energia »

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Conversão de vídeo com o Intel Quick Sync

Um recurso interessante no novo chipset gráfico é o processamento de vídeo acelerado por hardware, que a Intel batizou de Quick Sync. O Quick Sync foi projetado para acelerar tarefas de conversão de vídeo sem a necessidade de uma placa de vídeo (GPU) dedicada, desde que você use software compatível.

É tudo invisível para o usuário final. Experimentamos o Quick Sync e comparamos seu desempenho em nossa máquina de referência com o Core i5-2500K e várias outras máquinas, como o mesmo Core i5 equipado com uma GPU AMD Radeon HD 5870, o Core i7-2600K usando a mesma AMD Radeon HD 5870, um desktop All-in-One com processador Intel Core i3 e 4 GB de RAM, e um PC Desktop com um processador AMD Phenom II X6, 8 GB de RAM e uma GPU AMD Radeon HD 5750.

Usamos a versão mais recente do Cyberlink Media Espresso 6, que tem suporte à nova tecnologia da Intel, e o hilário vídeo Big Buck Bunny. Trata-se de um curta-metragem de animação em Full HD (1080p) de cerca de 10 minutos de duração e 900 MB, disponível gratuitamente. Convertemos o vídeo para reprodução em um iPhone 4 e um iPad na resolução de 720p. No gráfico, o termo IGP se refere ao teste usando o Core i5-2500K com gráficos integrados. O tempo é medido em segundos, e quanto menor, melhor.

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Números em segundos, quanto menor melhor

Os resultados são impressionantes. As máquinas equipadas com os novos processadores Core e chipset com suporte a Quick Sync bateram as máquinas equipadas com GPUs dedicadas em quase todos os casos, e deram voltas no All-In-One com processador Core i3. 

Este levou 471 segundos (7 minutos, 51 segundos) para completar a conversão do vídeo para o formato do iPad, enquanto as máquinas de referência com os novos processadores fizeram o serviço em 2 minutos e 26 segundos (Core i5) e 2 minutos e 12 segundos (Core i7). O consumo de CPU ficou por volta de 35 a 40%, e a máquina ainda respondeu com agilidade aos nossos comandos mesmo enquanto realizava a conversão.

A AMD e a NVidia devem tomar nota, já que o novo recurso é um claro ataque a um dos principais recursos anunciados pelos fabricantes de GPUs, a conversão rápida de vídeo. Se você precisa lidar muito com vídeo e não tem interesse em jogos, um PC equipado apenas com os novos processadores Intel com gráficos integrados se torna uma opção atraente.

Desktops compactos com gráficos integrados podem ser adquiridos por apenas US$ 300 (nos EUA). Espere ver muitos fabricantes anunciando PCs pequenos e silenciosos para uso como máquinas dedicadas à multimídia neste ano.

Consumo de energia

Para ter uma idéia da redução no consumo de energia das novas CPUs, vamos analisar dois conjuntos de dados. Primeiro, iremos comparar nossas máquinas de referência com PCs que foram analisados no passado pela PC World e que tiveram pontuação similar no WorldBench. Ou seja, vamos comparar o consumo de energia (medido com a máquina “parada”, em repouso) de máquinas diferentes mas com desempenho similar.

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Energia (vermelho) em Watts, desempenho (azul) em pontos no WorldBench

As especificações destas máquinas variam, mas nos dão uma idéia geral do consumo de energia que esperamos de máquinas com esse desempenho. A Maingear F131 tem duas placas de vídeo e consome 143,5 Watts, mas ainda assim tem o mesmo desempenho no WorldBench de nosso Core i7-2600K, que consome apenas 60 Watts. Menos da metade!

Para ver o outro lado da moeda, vamos comparar nossas máquinas de referência com PCs com consumo de energia similar, não importa o desempenho.

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Energia (vermelho) em Watts, desempenho (azul) em pontos no WorldBench

O que vemos aqui é que, apesar do consumo similar, PCs com os novos processadores Core tem desempenho até 35% superior.

A próxima geração

A Intel tem um campeão em suas mãos. A segunda geração de processadores da família Core consegue superar seus antecessores, e ainda mantém o consumo de energia baixo. Mas o mais importante, a frequentemente mal-vista tecnologia de gráficos integrados da empresa recebeu uma injeção de ânimo há muito necessária.

Os processadores que chegarão às lojas nas próximas semanas estão “no meio do caminho” em termos de desempenho. Podemos esperar processadores Core i3 da segunda geração, e processadores Core i7 ainda mais sofisticados ainda neste ano. Fiquem de olho!

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