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Testamos o Nexus One, do Google; confira o review completo
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Testamos o Nexus One, do Google; confira o review completo

Apesar de veloz e de vir com o Android 2.1, o que se verifica é que o esperado smartphone não vai causar qualquer revolução.

Ginny Mies, da PC World/EUA

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Foto:

O esperado smartphone do Google chegou para testes (desbloqueado, custa 530 dólares), mas não é exatamente o superphone que o Google vinha prometendo.

Faltam nele algumas características importantes – como o recurso multitoque e sincronização de calendário com o Outlook – que vimos nos modelos concorrentes. Além disso, o teclado do Android pode ser algo difícil de usar.

Chama a atenção o processador Snapdragon, da Qualcomm, que trabalha a 1 GHz e oferece ótimo desempenho. Tivemos problemas de conexão do Nexus One com a rede da operadora (T-Mobile, nos Estados Unidos). Dá para imaginar a angústia que o usuário comum passa, já que o aparelho muitas das aplicações e recursos só funcionam quando o aparelho está conectado à web.

Leia também: 
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Apesar disso, de uma forma geral, o conjunto da obra é composto por um bom hardware e marca um progresso para a plataforma Android.

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Design robusto, mas não inovador
Não para ignorar que o projeto do Nexus One não tenha se inspirado em outro modelo da mesma empresa que o produz, o HTC Hero. Ainda assim, o smartphone do Google é atraente, com cantos arredondados, display de vidro e parte de trás emborrachada, o que oferece conforto para segurar.

Com 11,4 centímetros de altura por 6,1 cm de largura e 1,2 cm de espessura, o Nexus One é mais fino do que o Droid, da Motorola. Quatro botões sensíveis ao toque ocupam a parte logo abaixo do display; abaixo deles, trackBall bem fácil de usar. Entretanto, os botões não são tão sensíveis e é preciso apertar firmemente para obter resposta adequada.

Na parte de cima do aparelho fica o botão de liga/desliga, posicionado ao lado do conector padrão 3,5 milímetros para fone de ouvidos. Na lateral direita encontramos o controle de volume e, na parte inferior, o conector micro-USB. A lente e flash estão atrás do telefone e o slot para cartões microSD e chip da operadora se escondem embaixo da bateria.

O display de 3,7 polegadas chama a atenção pela ótima nitidez. De fato, é preciso vê-lo ao vivo para ter noção do seu desempenho para fotos e vídeos, bem como o menu de rolagem e o papel de parede 3D.

Em ambientes externos, contudo, o display perde um pouso da  visibilidade. Essa limitação pode decepcionar fotógrafos casuais ao utilizar a câmera de 5 megapixels, pois é muito difícil ver as fotos tiradas ao ar livre.

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Sistema Operacional
O Nexus One é o primeiro aparelho do mercado a trazero Android 2.1. Não foi anunciado ainda quando outros telefones, como o Droid,  ou a atual safra de celulares Android da Samsung irão receber a atualização. A versão 2.1 adiciona alguns ajustes na parte visual e estética do sistema operacional – como papéis de parede animados.

Se essa animação resulta em algo bonito, parece também aumentar o consumo de energia da bateria. Porém, é possível optar por papéis de parede estáticos. Há cinco telas principais para os widgets e personalização de atalhos. Mas isso já está presente nos Motorola Cliq e também no HTC Hero.

Uma omissão notável no Android 2.1 é a omissão da guia para abrir o menu principal. Mas isso é muito positivo, porque agora você tem acesso rápido ao menu por um ícone na tela principal. O menu inclui efeito 3D circulante, com ícones passando pela tela como se estivessem flutuando.

O álbum de fotos ganhou uma modificação bem vinda. Quando o grupo é aberto, as fotos aparecem empilhadas. Ao tocar em uma das fotos do grupo, as miniaturas são exibidas em forma de grade. Alternativamente, é possível ver as fotos em tamanho original ou na forma de slide show.

Outro recurso é a voz transformada em texto – agora você pode falar seu status do Facebook, por exemplo, e o Nexus irá escrevê-lo no aplicativo. Nos testes, tivemos que falar em voz alta (em inglês) e um pouco devagar para que o aparelho entendesse, mesmo em ambientes silenciosos. O que podemos dizer é que foi divertido usar a função. O Android 2.1 já oferece compatibilidade com o português do Brasil, mas ainda não foi possível testar tal funcionalidade neste idioma.

O player de música é o mesmo que tem aparecido em versões anteriores do Android: suporta recurso para criar capas de álbuns, montar listas de músicas e possui os modos de repetição e aleatório. É possível carregar o smartphone com músicas e vídeos por meio do cabo USB ou do cartão de memória.

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Ausências imperdoáveis
Para usar um aparelho com o Android, é necessário ter uma conta no Gmail, mas também é possível configurar uma conta com POP3 ou IMAP facilmente e você pode sincronizar sua conta do Outlook por meio do Exchange. Infelizmente, não é possível sincronizar o calendário do Outlook no Nexus One e isso é uma limitação e tanto para quem deseja usá-lo profissionalmente.

O Google diz que esse recurso estará disponível em breve. Mas esse “em breve” faz com que usuários corporativos não comprem o Nexus One nesse momento. O recurso multitoque pode até ser dispensado, mas não abrir o calendário para ver compromissos online em seu smartphone, é realmente frustrante.

Até o HTC HD2 possui multitoque, e não entendemos por que o Google não inseriu tal característica em um telefone tão poderoso. Sem esquecer o teclado virtual, desconfortável de usar. Ele demora um pouco para aceitar o comando e as teclas são muito juntas, mesmo a tela sendo grande.

Câmera
No geral, o desempenho da câmera de 5 megapixels é satisfatório. O software é rápido e o intervalo entre disparos é pequeno, menor que o verificado em outros celulares com versão anterior do Android. As fotos ao ar livre obtiveram ótimos resultados, apesar da difícil visualização dos resultados em ambientes claros, como já dissemos.

Em ambientes internos, houve uma pequena coloração esverdeada no geral. Mas apesar disso, nos detalhes da foto, isso não era detectável (veja os exemplos da fotos).

A câmera oferece autofoco, foco infinito, zoom digital de 2x (ou seja, praticamente nada), balanço de branco e controles de cor, alguns efeitos e possui três configurações de qualidade.

O Nexus One também permite gravar vídeos de até 30 minutos na resolução de 720 por 480 pontos a 20 quadros por segundo. Já vídeos para mensagens multimídia são limitados a 30 segundos.

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Exemplo de uma foto tirada em ambiente fechado

Desempenho
O que destaca o Nexus One de outros celulares Android - pelo menos por enquanto - é o processador Snapdragon de 1 GHz, da Qualcomm. Ele é responsável por fazer com que os aplicativos sejam carregados quase que instantaneamente e as páginas web abrem de forma muito rápida.

A qualidade do som da chamada é boa. As vozes chegavam claramente, com volume alto. Quem estava do outro lado da linha disse que estava satisfeito com a qualidade do som, entretanto, em outros testes, algumas pessoas relataram que a voz, às vezes, ficava um pouco distante. Mas a maioria informou que podia ouvir claramente, mesmo quando ficávamos com o aparelho em uma rua movimentada.

Alguns usuários chegaram a raclamar da queda da conexão 3G para EDGE ou então que a conexão caía complemente. Não verificamos isso em nossos testes, mas houve dificuldades com a rede da operadora T-Mobile. O mais preocupante foi a conta do Google que utilizamos no teste não carregar. E também houve várias tentativas frustradas de fazer upload de fotos para o Picasa, devido a um erro de rede.

O Nexus One não vai causar a revolução que se esperava. Ainda assim, supera outros telefones em desempenho e qualidade do display. O teclado virtual necessita ser redesenhado urgentemente, além da inclusão do recurso multitoque.

O smartphone do Google pode estar perto de ser um dos melhores do mercado, mas o Motorola Droid leva vantagem por causa de seu teclado físico. Não admira ter surgido boatos de que a próxima versão do Nexus One terá um teclado físico com o objetivo de atingir usuários corporativos.

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