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Teste: navegador GPS ajuda a perdidos no trânsito
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REVIEW

Teste: navegador GPS ajuda a perdidos no trânsito

Testamos 8 modelos de navegadores GPS para ajudar você a encontrar o caminho certo para o seu destino. Veja qual se saiu melhor.

René Ribeiro, analista de testes da PC World

Foto:

gps_150Os navegadores GPS trazem mapas das cidades como se fossem guias eletrônicos, deixando para trás o velho guia de ruas em papel. Mas esses aparelhinhos vão além de traçar a rota. O comando de voz indica cada rua em que o motorista deve virar, assim não é necessário olhar para o mapa ou se distrair no trânsito. Tudo é manejado pela tela, que é sensível ao toque.

Pusemos à prova oito navegadores desse tipo, seguindo um roteiro de ruas para testes. Os participantes foram os modelos C310, da 4 Rodas; T930 da Airis; T-Levo, da Elgin; nüvi 360m, da Garmin; Guia 4 Rodas, da Magnetti Marelli; A660, da Mobimax; GP 4010, da Semp Toshiba Info; e o CarTrip 100, oferecido pela Stetsom.

O GP 4010 e o T930 obtiveram a melhor nota geral, empatando em primeiro lugar, por isso levam o selo de Best Buy. A interface de navegação do T930 é muito intuitiva, com menus de contexto que aparecem na tela de acordo com a função pedida.

> Veja a tabela comparativa completa dos 8 aparelhos testados
> Confira fotos com os 8 modelos testados

O GP 4010 tem uma tela wide muito nítida. Além de facilitar a visualização dos nomes das ruas, seu tamanho permite verificar as redondezas.

Já o modelo da Stetsom tem teclas por hardware, que pouco são usadas e que ocupam um espaço que deixa o aparelho grande. O mesmo acontece com o produto da Magnetti Marelli.
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Além disso, esse último aparelho possui botões de menu no LCD que ocupam uma coluna na tela, além de nomes de ruas confusos, pois são escritos na horizontal (não acompanhando o sentido da rua).

Todos os equipamentos testados têm uma função pela qual o motorista pode marcar pontos de interesse e gravar nos favoritos. O T930 inclui o diferencial de marcar também radares. Importante dizer que não é um detector, pois não há como o GPS fazer isso.

O que pode ser feito no T930 é marcar um ponto no mapa e então informar ao aparelho que esse ponto é um radar e também indicar a velocidade limite dele. A partir disso, quando o motorista fizer novamente a rota que passa por esse radar, o GPS emite um alerta – um quilômetro antes – sobre o limite de velocidade desse local.

Sinal do satélite e precisão

Para ser localizado e assim informar onde você está no mapa, o GPS precisa do sinal de três satélites, no mínimo. Por triangulação, o satélite consegue enviar a latitude e a longitude ao aparelho. Leva alguns segundos para o sinal se fixar e não houve muita diferença de tempo entre os aparelhos nesse caso.

Fizemos um trajeto de dez quilômetros para verificar a precisão da rota traçada, o recálculo de rota quando entramos em uma rua errada e se os aparelhos faziam o motorista virar em alguma rua contramão.

Há duas maneiras de traçar uma rota. A mais curta, pela qual o software faz o cálculo da distância menor entre dois pontos, e a mais rápida, com o software guiando o motorista pelas vias principais, de modo a evitar faróis. Usamos a mais curta, de modo a obter um trajeto mais complexo.
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No trajeto de meia hora os aparelhos se saíram bem. Nenhum levou o motorista a virar em ruas contra-mão. E o comando de voz não saiu de sincronia em nenhum modelo. Eles avisam com antecedência de 200 metros para o motorista se preparar para virar e também ao chegar perto dela, a cerca de 10 metros.

Mas o T930 propicia comandos mais detalhados. Ele informa para virar levemente ou avisa para que o motorista se prepare para fazer uma curva acentuada. O modelo da Garmin sobressaiu por ser o único a pronunciar os nomes das ruas. Já o GP 4010 destaca uma seta de cor e tamanho diferente, chamando a atenção para a conversão.

A precisão do modelo da Garmin foi aumentada pela característica singular da voz de falar o nome da rua a ser feita a conversão, mas seu preço mais elevado acabou por prejudicar a nota final.

Saímos da rota para verificar o tempo de recálculo que o software levava para refazer o caminho. Apenas o modelo da Magnetti Marelli decepcionou. Levou mais de 30 segundos para realizar a operação.

Nos outros modelos, o maior intervalo foi de 3 segundos e 78 centésimos, com o modelo da Stetsom, e o melhor tempo ficou com o navegador da Airis, com 2 segundos e 21 centésimos.

Os navegadores trazem também pontos de interesse, que é uma base de dados instalada no GPS, que informa o endereço, telefone e até serviços como hotéis, restaurantes, parques, bancos, aeroportos e hospitais.

Isso é uma característica interessante, pois, ao chegar a uma cidade, por exemplo, é possível localizar com facilidade os hotéis e restaurantes mais próximos.
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Todos os modelos também permitem procurar um ponto que o motorista já conheça. Basta dar o comando para traçar uma rota até o local. Os que têm maior número de pontos cadastrados são o navegador da 4 Rodas e o da Semp Toshiba Info, com mais de 350 mil pontos de interesse (cada).

A base de dados desses dois serviços vem das publicações Guia 4 Rodas, Playboy, VIP, Casa.com.br, Telelistas e Veja.

Como os navegadores possuem seus mapas atualizados, nenhum errou a rota. Entretanto, é preciso ficar atento às atualizações de mapas, pois a cidade pode sofrer reformas.

O Gerente Geral do Armazém do GPS, Carlos Eduardo, que representa a Garmin no Brasil, informa que terá uma atualização de cidades navegáveis já no próximo mês e chegará a um número de 200 cidades auditadas.

Quando questionadas sobre o preço e a freqüência da atualização do mapa, apenas a 4 Rodas e a Mobimax forneceram uma definição. A primeira cobrará um valor de 9,90 reais (por semestre) e a segunda requer um valor semestral de 130 reais.

As outras empresas garantem atualização semestral e anual, mas o preço ainda não está definido. A Magnetti Marelli e a Semp Toshiba informaram uma estratégia na qual a primeira atualização será gratuita. A partir da segunda será cobrado um valor (ainda não definido).

A melhor coisa é verificar junto ao fabricante antes de comprar o GPS a política de atualização que mais se adapta à sua necessidade.

Os navegadores podem ser uma ferramenta interessante para força de vendas e para quem viaja muito. E têm tudo para aposentar o velho guia de ruas.

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