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Teste com celulares multimídia mostra que este recurso precisa evoluir
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Teste com celulares multimídia mostra que este recurso precisa evoluir

Muitos celulares podem reproduzir áudio e vídeo. Mas nem todos têm os recursos e qualidades desejadas pelos mais exigentes.

Monica Campi, da PC World

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De todos os recursos que a tecnologia conseguiu embarcar nos celulares, a capacidade de lidar com conteúdo multimídia está entre os mais populares. O motivo: ele transforma o que seria apenas um meio de comunicação móvel em uma central de entretenimento portátil.

Hoje, praticamente qualquer modelo de celular, dos mais simples aos modelos mais sofisticados, é capaz de lidar com conteúdo multimídia.

Para distinguir aquele que reúne o que há de melhor nessa área, PC World solicitou para testes os celulares que, na avaliação dos próprios fabricantes, incorporam os melhores players.

Testamos seis modelos: 5800 XpressMusic (Nokia); Arena (LG); iPhone (Apple); Touch Diamond (HTC); W995 (Sony Ericsson); e Z10 (Motorola). Os resultados mostram que apesar de a capacidade multimídia ser um recurso básico, ele ainda precisa melhorar. E muito.

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A combinação de funcionalidades e design, aliada a uma boa relação entre preço (1.599 reais) e benefícios, deram ao W995 o título de Best Buy da categoria. Ele não tem a maior tela e ela também não é sensível ao toque. Apesar disso, um pequeno suporte localizado na parte de trás do celular de Sony Ericsson permite apoiar o equipamento sobre uma superfície horizontal em uma inclinação perfeita e confortável para visualização de vídeos na tela de 2,6 polegadas.

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Best Buy: W995 reúne com conjunto de funcionalidade a um custo razoável

Seus dois alto-falantes estéreos fornecem um áudio limpo e de bom volume, mas é com os fones de ouvido com tecnologia de cancelamento de ruídos que se percebe a boa qualidade do som, praticamente sem interferência externa. E por falar em áudio, o software gerenciador Media Go transforma a transferência de arquivos de mídia entre o PC e o W995 em um simples arrastar e soltar. E nem se preocupe com a compatibilidade de formatos (músicas ou vídeos); o programa se encarrega disso automaticamente, fazendo as conversões que forem necessárias.

Ouviu uma música e não sabe o nome ou quem está cantando? Utilize o recurso TrackID que consulta um serviço especial para identificação e em poucos segundos fornece o nome da canção, quem está cantando e a que álbum pertence a faixa em questão. Mas o W995 fica devendo um detalhe importante para um celular multimídia: não possui recurso de edição, nem de áudio nem de vídeo.

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Clique aqui para ver a tabela em tamanho maior

No quesito integração multimídia com recursos extras, o 5800 XpressMusic (1.799 reais) se consagra. Seus vídeos podem ser carregados facilmente para um site de compartilhamento (da própria Nokia ou outro de sua preferência, como YouTube e Facebook). E, apesar de ser um pouco lento para abrir os aplicativos multimídia, o aparelho não decepciona. Seus dois alto-falantes entregam uma qualidade do som superior e a tela de 3,2 polegadas (a segunda maior dentre os modelos avaliados e a primeira com recurso touch da fabricante) oferece boa experiência visual. Já os fones de ouvido deixaram a desejar. Tudo por conta do formato ruim, pouco anatômico, que permite a entrada excessiva de ruídos externos. E destaque para o acesso gratuito a um acervo com mais de 3,5 milhões de músicas que podem ser baixada no PC ou pelo celular.

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5800 ExpressMusic: acervo de mais de 3,5 milhões de músicas

O iPhone 3G (1.789 reais) traz os mesmos recursos de reprodução de áudio e vídeo que tornaram a família de tocadores da Apple famosa. E o aplicativo usado para gerir o conteúdo multimídia também é o mesmo, com todos os pontos favoráveis e desfavoráveis que o iTunes possui. O principal deles: só permite sincronismo com um único PC ou Mac. O celular vem com um fone de ouvido de qualidade e isolamento acústico mediano e controle remoto integrado com apenas duas funções - pausar e saltar de faixa. Os alto-falantes são razoáveis, mas o som não é tão alto. Já a tela touch – com certeza a melhor que já testamos - tem bons brilho e contraste e permite ver vídeos legendados com muito conforto.

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iPhone 3G: mesmos recursos multimídia dos iPod

O potencial multimídia do Arena (1.799 reais) é ofuscado, em parte, pelo pequeno alto-falante que reproduz um som abafado, situação que pode ser contornada com o uso dos fones de ouvido. As três polegadas de sua tela sensível ao toque são ótimas para assistir vídeos e navegar pelos menus do tocador. Como o W995, também tem um serviço gratuito (exige usar a rede da operadora, contudo) que identifica a canção que está sendo reproduzida, fornecendo o título da música, artista e álbum. Os controles de volume do celular da LG incomodam. Localizados na lateral do aparelho, eles mudam de função conforme a orientação identificada pelo acelerômetro. Na vertical (posição retrato), para aumentar o volume deve-se pressionar a tecla para cima; colocado na horizontal (modo paisagem), para fazer o mesmo, deve-se pressionar a tecla para baixo.

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Arena: controles de volume mudam de 'lugar' conforme a posição do aparelho

O celular da Motorola tem menus de difícil navegação, é muito lento para carregar os aplicativos de áudio e vídeo e começar a reproduzi-los. O único alto-falante, apesar de grande (comparado ao tamanho do equipamento) reproduz um som abafado, sem vida, e nem os fones de ouvido, com protetores de espuma nada anatômicos, são capazes de melhorar a qualidade sonora. Mas apesar de o Z10 (599 reais) possuir a menor tela entre os modelos testados – 2,2 polegadas –, a surpresa foi ver que ela entrega uma boa qualidade de imagem nos vídeos (de bônus, o Z10 vem com os filmes da Trilogia Bourne na memória) e ainda inclui recursos para criar, editar e enviar vídeos diretamente para o YouTube.

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Z10: bom para reproduzir vídeos, apesar da baixa qualidade do áudio

Mas a decepção maior fica por conta do Touch Diamond. O mais caro dos modelos avaliados (2.899), ele tem o design bacana e refinado ofuscado por problemas básicos. A tela sensível ao toque de 2,8 polegadas tem tempo de resposta alto demais (isso quando não abre o aplicativo errado); a carga dos programas multimídia é muito lenta e seus menus são confusos, em nada intuitivos, prejudicando a navegação. Se o som do alto-falante não chega a ser baixo, sua qualidade também não surpreende. O fone de ouvido é anatômico e oferece bom encaixe, mas não melhora a sonoridade. Assistir a vídeos pode ser um pouco irritante. A sensibilidade do acelerômetro (dispositivo que reconhece a posição do celular e muda a disposição das imagens na tela) é muito alta; pequenos movimentos no aparelho fazem a tela mudar de posição, travando o vídeo no momento da transição.

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Touch Diamond: recurso touch deficiente e preço alto

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