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Teste: iBooks para iPhone x versão do iPad x Kindle
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REVIEW

Teste: iBooks para iPhone x versão do iPad x Kindle

Mesmo com poucos títulos na iBookStore e tela pequena, experiência de leitura é agradável

Macworld / EUA

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Os usuários de iPad conseguem ler livros eletrônicos com o aplicativo iBooks da Apple desde que o dispositivo foi lançado em abril. A versão compatível com o iPhone só cheogu recentemente, com o iOS4. Ambas versões desse aplicativo, agora universal, mostraram boa performance e são bons competidores, em relação os outros e-readers presentes o mercado – o Kindle da Amazon e o BN eReader, da Barnses & Nobles.

Agora que o iBooks está disponível  em várias plataformas, o aplicativo segue os mesmos passos da Amazon, com livros que podem ser baixados mais de uma vez sem custo adicional para os dispositivos do usuário (iPhone, iPod touch e Ipad) e, assim como outros aplicativos (e diferentemente de músicas), a proposta é “compre uma vez, baixe quantas quiser”.

A própria iBookStore inclui uma área de compras onde é possível encontrar os livros que já foram adquiridos, caso o consumidor queira ler ou baixar novamente os títulos para outros aparelhos. E, já que o iBooks monitora a partir do wireless em que ponto a leitura foi interrompida, é possível continuar automaticamente no iPad exatamente da mesma página em que parou no iPhone, por exemplo.

É importante notar, contudo, que navegar na iBookstore é um tanto complicado, por algumas razões: primeiro, no iPhone, a loja é uma dor de cabeça; mesmo que o usuário esteja lendo no modo paisagem, a visualização é obrigatoriamente em retrato (o iPad não tem esse problema).

A Apple também complicou ao não colocar os preços na maioria das páginas da versão da iBookstore para iPhone, forçando o movimento de clicar em cada livro para, então, ver o preço. Isso seria menos irritante se a empresa permitisse o acesso a iBookstore pelo próprio Mac, por exemplo, mas, atualmente, a única maneira de pesquisar nas prateleiras é pelos aparelhos com o iOS.

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Versão do iPad divide o texto em duas páginas e animação de mudança de página é realista

Contudo, o maior ponto fraco da iBookstore não é técnico; não há livros o suficiente. A loja da Apple conta com dezenas de milhares de obras, enquanto o Kindle da Amazon disponibiliza mais de 600 mil títulos. Ou seja: ao encontrar o livro que procurava, a loja é boa; se não (e dificilmente isso ocorreria na Amazon), a loja decepciona o cliente.

Há outras diferenças entre as versões do iBooks para iPhone e iPad, uma delas muito confusa: os botões Store e Edit (o primeiro para acessar a loja e o segundo para remover livros repetidos) trocam de posição, dependendo do aparelho. Felizmente, eles podem facilmente ser ajustados, mas isso faz do movimento intuitivo algo impossível.
Entretanto, levando em conta que os livros são encontrados com êxito, tanto no iPhone quanto no iPad, o iBooks proporciona uma experiência de leitura muito agradável.

Ambas versões permitem a leitura em modo retrato ou paisagem. No iPhone em modo retrato, a coluna de texto é um pouco mais longa, enquanto no iPad o conteúdo é quebrado em duas páginas. Já em paisagem, as colunas do primeiro podem  ficar longas demais, enquanto a quebra do segundo eventualmente fica muito curta, o que, em ambos dispositivos, conta pontos para o modo retrato.

A trava de orientação do iPad faz a leitura na cama (e outras situações em que o usuário estiver em uma posição mais cômoda) muito confortável, e a trava do iOS 4 em modelos mais novos também é muito boa. Se o aparelho for mais antigo (até o iPhone 3G), não há trava, o que pode tornar a leitura um verdadeiro desafio, já que o acelerômetro fica confuso com o usuário deitado. 

O aplicativo (tanto para iPhone quanto para iPad) oferece grande variedade de opções de navegação e manuseio da visualização do livro. Um toque em qualquer lugar tela oculta os elementos de interface; outro toque e eles retornam. No iPhone, o widgets (ícones para mudar o tamanho da fonte, ajuste de brilho, pesquisar no texto,  localização em relação ao livro) podem distrair muito o leitor, pois ocupam muito espaço na tela. No iPad, os botões tem mais espaço, o que deixa o visor mais limpo, mesmo com os ícones visíveis.

Um recurso muito interessante do iBooks é um pequeno mostrador, que indica a quantidade de páginas até o final do capítulo que está sendo lido. É muito prático para o leitor escolher um bom ponto para interromper a leitura. Além disso, o aplicativo também ganha destaque nas ferramentas de navegação e de anotações nos livros.

 

A busca em todo o texto por frases ou palavras é rápida,  pulando para as passagens encontradas em segundos. É possível marcar páginas, destacar trechos e adicionar anotações – todas facilmente detectáveis na barra de conteúdo do livro. Ao pressionar e segurar sobre uma palavra ou frase, ela pode ser pesquisada no dicionário embutido, no Google ou na Wikipédia.

 

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Caça-palavras: ao digitar uma frase ou verbete, o iBooks procura rapidamente
no conteúdo da obra

Para a customização do texto, o iBooks oferece uma variedade de recursos. Há seis fontes diferentes, entre elas Geórgia, famosa entre os nerds, em até 11 tamanhos diferentes. A formatação justificada pode ser retirada, mas é um processo menos prático, já que é preciso acessar as configurações  para ativar a função. O aplicativo permite a leitura em uma página branca, com letras pretas ou sépia, com fonte marrom escura, lembrando da possibilidade de ajustar o brilho, principalmente quando a leitura é feita em um ambiente escuro.

O controle de brilho do iBooks segue um caminho um pouco diferente da maneira como outros aplicativos, como o Kindle ou o BN eReader lidam com isso. Enquanto os dois últimos ajustam o contraste da tela (a Apple não disponibiliza o acesso ao controle de brilho do iOS a desenvolvedores terceirizados), e só alcançam um fundo preto razoável. Mas eles podem mostrar o texto com mais contraste, levemente sombreado sobre esse fundo. O iBooks, em contrapartida, escurece a tela, juntamente com o texto, o que pode dificultar a leitura.

A experiência de leitura no iBooks mostrou-se agradável, mesmo quando se trata de uma leitura mais longa, de imersão. As animações de virada de página são extremamente realistas e o texto é legível e não costuma ocasionar tanta fadiga ocular, como muitos pensam. No iPhone, o obstáculo é a tela pequena, que requer muitas viradas de página, por menor que seja a fonte usada, mas, mesmo assim, funciona.

Alguns bugs foram relatados no que diz respeito ao layout dos textos. Alguns caracteres no topo ou na base eram cortados ou divididos entre as páginas. Ocasionalmente, um erro acusando que o livro não pôde ser carregado, pois “o recurso necessário não foi encontrado” aparecia, resolvido facilmente, reabrindo o livro.

Os arquivos em PDF não se relacionaram muito bem com o iBooks. O manuseio dos textos é limitado: não é permitido anotar ou destacar passagens no arquivo, a paginação é mal feita e arquivos maiores não são redimensionados corretamente. Felizmente, há outros aplicativos para isso.

Da mesma maneira que o aplicativo do Kindle, o iBooks é um excelente e-reader, que dá uma visão do que seria o futuro – mas que, ao mesmo tempo, é muito semelhante a um livro comum. No momento, a variedade de títulos da Amazon coloca a empresa no topo no mundo dos e-readers. No entanto, se o livro procurado estiver disponível para  iBooks a um bom preço, o aplicativo proporciona uma experiência de leitura muito agradável e imersa, especialmente no iPad.

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