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Teste – Novo iPod Nano traz touchscreen, mas em tela minúscula
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Teste – Novo iPod Nano traz touchscreen, mas em tela minúscula

Modelo ficou menor e trocou a velha Click Wheel pela tela sensível ao toque, mas perdeu controles físicos de reprodução que fazem falta em algumas situações

Macworld / EUA

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Nenhum modelo de iPod passou por tantas mudanças quanto o nano (e talvez não seja coincidência o fato de nenhum outro iPod ter vendido tanto). O nano original era simplesmente uma versão em escala menor do iPod padrão – grande e fino com uma traseira brilhante de metal e uma frente de plástico branco, mas a primeira revisão deu um corpo todo de alumínio ao aparelho.

Já a terceira versão trouxe um formato largo e pequeno, mas o tocador voltou a ser alto e fino na quarta encarnação. O penúltimo modelo ganhou uma tela maior e uma câmera de vídeo. Mas uma coisa que todas as gerações tinham em comum é o design do iPod tradicional: uma tela no alto com a Click Wheel embaixo.

Agora isso mudou. Com o lançamento do nano da sexta geração, a linha recebeu seu redesenho mais dramático até o momento, e a Click Wheel sumiu (junto com a câmera de vídeo). Em seu lugar, você encontrará uma tela sensível a toque parecida – mas muito menor do que – com a dos aparelhos iOS da Apple, como o iPhone e o iPod touch.

Mudou de tamanho e formato
O novo Nano, disponível com as mesmas capacidades anteriores de 8GB e 16GB, mas agora em sete cores, ainda usa a mesma cápsula de alumínio, só que tem um tamanho muito menor: em vez de ser retangular, é quase um quadrado, com 3,8 cm de altura e 4 cm de largura. Mas ele é também o nano mais grosso até o momento – 0,88 cm – graças ao clipe embutido, parecido com o do shuffle.

O clipe é seguro o suficiente para manter o aparelho preso na gola da sua camiseta enquanto pratica atividade física moderada, mas é interessante prendê-lo em algum lugar mais seguro na hora de exercícios mais vigorosos.

Na parte inferior do novo Nano, você encontrará a porta conectora de dock, assim como a entrada para o fone de ouvido. Teremos mais detalhes sobre compatibilidade em breve, mas na maior parte, os acessórios dock-connector que funcionavam com o modelo anterior também devem funcionar com esse novo.

O aparelho é vendido com um cabo conector dock e um fone de ouvido padrão (sem controles ou microfone embutidos). Como nos iPods mais novos, não estão incluídos um adaptador AC – a não ser que você compre um separadamente, terá de carregar o tocador enquanto o sincroniza, usando a porta USB do seu computador – e um adaptador para acessórios de dock que usam o design Universal Dock da Apple.

Já na parte superior do Nano estão os botões Sleep/Wake e de volume (no estilo do shuffle). Na verdade, considerando seus botões de volume, formato e o clipe, o novo Nano parece muito uma versão maior do novo iPod shuffle. Bem, exceto pelo fato dele não possuir nenhum botão físico de reprodução.

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Quase irmãos? Novo Nano se parece muito com uma versão maior e com tela do Shuffle

Toque isso
“Não possui botões físicos de reprodução? Então ele é parecido com o Suffle da terceira geração?” Não, exatamente. A parte da frente do novo Nano possui uma tela LCD de 1,5 polegada, com uma resolução de 240 x 240 pixels. Essa tela é bem menor do que a tela do Nano da quinta geração (com resolução de 240x376), mas ela compensa esse fato com a funcionalidade multitoque: você controla a maioria das funções do aparelho tocando em sua tela.

Se você já usou um iPhone ou iPod touch, essa interface baseada no toque será bastante familiar. É só pressionar o botão Sleep/Wake para ligar a tela, e no lugar da interface tradicional com menus hierárquicos listando funções e mídias, você agora vê ícones de aplicativos flutuando sobre um fundo, que pode ser configurado pelo usuário (o aparelho inclui diferentes fundos, de acordo com a cor do modelo). É só deslizar o dedo na tela para a esquerda ou direita para ver outro grupo de "aplicativos". E você desliza o dedo para cima ou baixo para ver listas de músicas ou artistas.

Para muitas tarefas, a tela sensível ao toque e a interface no estilo iOS representam melhorias dramáticas em relação aos menus antigos, navegados pela Click Wheel. Por exemplo, navegar por uma longa lista de músicas ou artistas com algumas passadas de dedo é tão fácil no novo Nano quanto em um iPhone ou iPod touch. Você pode até ter o mesmo índice alfabético no canto direito da tela que te permite pular diretamente para, digamos, músicas começando com a letra “R”.

Se a informação da música for muito longa para caber na tela, um deslizar de dedo para a esquerda diz ao Nano para realizar scroll com essa informação. E durante a reprodução das faixas, é possível deslizar o dedo para esquerda ou direita para mudar a visualização de tela entre os controles e opções de reprodução (repeat, shuffle, scrubbing e Genius), e letras, todas os quais flutuam sobre a capa do disco da música reproduzida no momento.

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 Mais opções: novo iPod Nano está disponível em sete opções de cores

Da mesma forma, alguns dos recursos que estavam presentes em modelos anteriores do Nano agora estão muito mais úteis. Talvez o melhor exemplo disso seja a visualização de fotos: você navega entre as imagens ao simplesmente passar seu dedo pela tela, e dá um toque duplo para dar zoom in e out, da mesma maneira que faria em um iPhone e iPod touch. E ligar a rádio FM é muito mais fácil do que antes – você apenas desliza o dedo para esquerda ou direita para mover o sintonizador em grandes aumentos, fazendo gestos menores para encontrar uma estação específica. Ajustar os presets é tão simples quanto tocar a estrela na parte mais baixa da tela.

Outro recurso melhorado é a navegação pela duração de uma música, que agora funciona da mesma maneira que nos aparelhos iOS: arraste seu dedo para esquerda ou direita na linha do tempo para escolher o ponto da música. Editar as playlists também ficou dramaticamente mais fácil, e ao dar nota para uma música, você apenas toca na estrela de cotação desejada, em vez de precisar “girar” a Click Wheel para realçar a avaliação (estranhamente, a opção de avaliação está escondida atrás de um pequeno botão de informações, i, em vez de ficar visível em uma das telas acessíveis de uma música).

Outro recurso fora do comum que é possível graças a tela multi-touch é que você pode rodar toda a interface do Nano, 90 graus de uma vez, ao colocar dois dedos na tela e girá-lo no sentido horário ou anti-horário. Essa é uma ótima opção ,que te permite visualizar a tela do nano de maneira correta, não importando onde o aparelho esteja preso ou como está orientado visualmente.

Esse novo aparelho é tão rápido quanto é pequeno. Não existe nenhum delay enquanto o iPod “carrega” uma longa lista de músicas, e não há “soluços” ao se navegar por longas listas – uma relaçnao de 2.000 músicas desliza tão suavemente no Nano quanto em um iPhone.

Tela pequena e sensível ao toque
Com 220 pixels por polegada (PPI), a tela do novo Nano é clara e fácil de ler – possui uma densidade de pixels maior do que a tela de qualquer outro iPod, com exceção do mais novo touch. Mas o tamanho minúsculo da tela significa que a Apple precisou usar licença criativa com a interface no estilo do iOS. Por exemplo, enquanto a maior parte dos apps multi-screen do iPhone possui botões de navegação na parte superior ou inferior da tela, não há espaço para tais facilidades no Nano.

Em vez disso, você normalmente muda de tela ao deslizar o dedo para o lado direito ou esquerdo. Isso é simples o bastante, mas não está sempre claro quando os gestos funcionarão. Por exemplo, ao visualizar a lista de Músicas, o deslizar para a direita irá te levar para a tela Home? (resposta: sim, mas você só sabe disso se já tiver tentado). Por toda a interface, o fato de raramente haver uma indicação visual de quando você pode ou não deslizar o dedo significa que você acaba deslizando o dedo para esquerda ou direita em toda tela para descobrir o que acontece.

De maneira similar, ao navegar pelas listas, a tela pequena significa que você só vê três entradas e meia – nomes de faixas, artistas, e por aí vai – de uma vez, então você acaba deslizando muito o dedo, horizontal e verticalmente (não existe opção para ajustar o tamanho da fonte e poder ver mais itens ao mesmo tempo), E a tela pequena significa que não existe muita diferença entre um deslizar grande do tipo “mudar de telas” e um deslizar menor do tipo “fazer algo nessa tela” – durante minha semana com o Nano, normalmente realizei o tipo errado de deslizar de dedo, iniciando, assim, uma ação não desejada.

E a tela menor também significa que, ao contrário dos aparelhos iOS, não existe um botão físico Home. Em vez disso, se você tocar e segurar por alguns segundos em uma área da tela sem controles, você retorna para a tela Home. Mas em muitos casos é mais fácil apenas deslizar o dedo para a direita quantas vezes for necessário para se chegar lá.

Finalmente, uma consequência menor do tamanho do Nano é que uma vez que sua tela pequena não possui uma barra de título, não existe opção para um relógio na barra de título. Em vez disso, o usuário pode escolher ter um novo relógio de tela inteira aparecendo sempre que você ligar o Nano, mas isso adiciona outro toque – para tirar o relógio da tela – antes que você possar iniciar qualquer tarefa depois de “acordar” o aparelho (como não há uma configuração para ajustar a duração de tempo antes da tela “dormir” – a tela escurece depois de 20 segundos e vai dormir completamente depois de 60 segundos – você acaba realizando essa tarefa extra frequentemente).

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 Ótima resolução: só a tela do novo Touch possui uma densidade maior de pixels do que a pequena tela do novo Nano

A grande pergunta, para mim, é por que a tela do Nano tinha de ser tão pequena. Dada a existência do Shuffle, não parece haver nenhuma grande necessidade para outro “menor iPod que conseguimos fazer”, e um design um pouco maior teria permitido uma tela maior.

Por exemplo, um Nano retangular – talvez a mesma largura, apenas um pouco mais longo, com uma tela de tamanho parecido ao Nano da quinta geração – teria sido consideravelmente mais útil, permitindo a visualização de pelo menos cinco itens na tela por vez, em vez de três e meio, com espaço de sobra suficiente para auxílios de navegação na tela.

Obviamente, a duração da bateria sofreria um pouco com uma tela touchscreen maior, mas a duração anunciada de bateria do novo Nano é tão impressionante (cerca de 24 horas) que perder algumas horas de reprodução seria uma perda aceitável para muitos usuários.

Voltou para mais
Tela touchscreen à parte, vale a pena conferir os recursos das gerações anteriores do Nano que continuam no novo modelo, uma vez que a Apple tirou algumas habilidades notáveis dessa vez.

Como seu antecessor, o Nano de sexta geração continua a suportar os formatos de áudio mais comuns, incluindo podcasts e livros de áudio (audiobooks). Ele também te permite ver fotos sincronizadas via iTunes e, desde que você tenha o cabo correto, visualizar essas imagens em uma TV – apesar de as fotos sincronizadas com o Nano estarem em uma escala consideravelmente menor. Você também pode usar o novo aparelho para armazenamento de dados.

Ainda há a já mencionada função de rádio FM, iTunes Tagging e a habilidade de pausar a transmissão ao vivo de rádio usando um buffer de 15 minutos. Novo, no entanto, é um recurso para buscar automaticamente por – e acessar rapidamente – uma estação na sua área. V

Também estão embutidos um pedômetro e o app Nike + iPod. O novo Nano continua a incluir um acelerômetro, apesar de que,  desta vez ele é usado apenas para o pedômetro e o recurso Shake To Shuffle (algo como sacudir para mudar de faixa). O modelo anterior usava o acelerômetro para (re)orientar automaticamente a tela quando o aparelho muda de posição.

O recurso de relógio do Nano ainda inclui os modos stopwatch e timer, que, obviamente, podem ser acessados ao deslizar o dedo para a esquerda quando é exibido o relógio. E desde que se conecte fones de ouvido com um microfone embutido, ainda poderá gravar lembretes de voz.

O novo Nano também continua a oferecer recursos de acessibilidade como áudio mono e VoiceOver – sendo que o último é o recurso que te permite, por exemplo, ouvir informação sobre o que está tocando, e escolher uma playlist ao ouvir as sugestões falada. No entanto, será preciso comprar novos fones de ouvido para aproveitar todas as habilidades do VoiceOver do Nano.

Por último, em nosso testes o iPod Nano continua a oferecer bom desempenho de áudio – desde que, é claro, você coloque arquivos de áudio de boa qualidade nele. Um audiófilo devotado pode se preocupar com a saída do Nano em comparação a outros aparelhos mais completos, mas a maioria dos usuários do novo tocador da Apple irão usá-lo em movimento, e nesse contexto, ele soa ótimo.

Menos ação
Ao mesmo tempo, o novo Nano não possui alguns recursos em comparação aos modelos anteriores. Talvez as faltas mais comentadas sejam de vídeo: ele não possui a câmera de vídeo embutida presente na quinta geração e também não pode mais exibir vídeos no aparelho ou conectá-lo a uma TV para vê-los.

A nova linha de iPods claramente divide a linha portátil da Apple entre aparelhos apenas de música e outros focados em vídeo, e o novo Nano está do lado da música. De maneira parecida, ele perde a habilidade de jogar games.

Mas não ligo para essas mudanças em particular. Sei que não falo por todos os donos de iPod Nano, mas pela minha experiência como usuário e ao falar com outros donos dos aparelhos, as habilidades de vídeo do Nano de quinta geração – reprodução e gravação – não era usada (ou pelo menos pouco usada) por muitas pessoas. A tela era pequena para assistir a vídeos, a qualidade da câmera era medíocre, e a experiência geral poderia ser resumida como razoável.

Outros cortes que dificilmente despertarão a ira dos usuários incluem o recurso de busca por mídia, a opção para escolher a velocidade de reprodução dos livros de áudio e a habilidade de sincronizar contatos, calendários e notas com o iPod.

A perda mais significativa em comparação ao modelo do último ano, pelo menos em meus testes, tem a ver com o controle de reprodução. Uma vez que você tenha usado a nova interface Multitouch do novo Nano, é seguro dizer que você não vai sentir falta da Click Wheel, ao menos quando se pensa em navegar pelos elementos na tela.

Você pode sentir falta dela ao tentar controlar rapidamente a reprodução das faixas. Por mais útil que a tela sensível ao toque possa ser, ela não substitui os controles físicos de reprodução quando, digamos, o iPod está no seu bolso, ou você quiser mudar de música enquanto corre ou dirige.

Essa falta de controles físicos de reprodução poderia fazer menos falta se o novo Nano tivesse fones de ouvido da Apple com controle remoto e microfone. Esses fones incluem um módulo de controle remoto em linha, que te permite ajustar volume, pausar ou iniciar a música, mudar ou navegar pela faixa, e acessar alguns recursos VoiceOver. Infelizmente, o novo Nano inclui os fones de ouvidos antigos padrão da companhia – sem o controle remoto de três botões e o microfone.

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 Jobs apresenta os novos iPods Nano no dia 1/9, nos Estados Unidos

Não incluir os fones com controle remoto e microfone embutido também limita o recurso VoiceOver do Nano. Enquanto você pode apertar e segurar o botão de play/pause nesse controle remoto para ouvir informação sobre a faixa atual, ou, com a ajuda dos botões de volume, escolher uma playlist, desempenhar essas tarefas usando o VoiceOver sem o controle no fone exige ligar toda a interface do VoiceOver, alterando significativamente a maneira como você interage com a tela touchscreen. E conseguir informação da faixa ou escolher uma playlist é uma tarefa muito mais complicada com VoiceOver na tela do que pelo controle no fone.

A boa notícia é que o design de controle pelo fone da Apple já está disponível há alguns anos, com algumas opções de outras fabricantes de fones – com qualidade de som muito melhor e uma variedade de modelos – que possuem um controle em linha de três botões compatível.

Conselho de compra da Macworld
O novo iPod Nano é meio que um enigma. Por um lado, seu tamanho e interface touchscreen com certeza impressionarão, e em muitos casos fornecem benefícios de verdade. Mas, por outro lado, a nova interface sofre um pouco por ser confinada a uma tela minúscula, ele não possui alguns recursos encontrados nos modelos anteriores e a falta de controles físicos de reprodução significa que o aparelho é menos "usável" do que poderia ser, especialmente nos ambientes onde ele deveria se sobressair: na academia ou em atividades. Uma tela um pouco maior e até controles físicos de reprodução ou fones de ouvidos equipados com controle fariam dele um excelente tocador musical, apesar dos recursos “perdidos”.

Talvez seja melhor pensar no novo Nano como uma versão 1.0 de um aparelho completamente novo, em vez da sexta geração de um iPod existente. Se você sempre quis a interface sensível ao toque do Touch em um aparelho menor, apenas de áudio, o novo Nano é um ótimo produto “1.0”. Mas ele possui tanto espaço suficiente para melhorias que já estamos esperando pelo modelo do próximo ano.

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