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Teste: Novos MacBooks Air chegam a superar versões Pro
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Teste: Novos MacBooks Air chegam a superar versões Pro

Apple manteve design, mas adicionou processador Core i5 e novas entradas USB e Thunderbolt; ponto negativo fica por conta da placa gráfica

Macworld / EUA

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Foto:

Quando foi lançado em 2008, o MacBook Air era uma excentricidade: um notebook de 13 polegadas caro e com pouco poder – apesar de incrivelmente fino e leve. Mas ele evoluiu. Na atualização do ano passado – que adicionou uma segunda entrada USB, melhorou seu processador e introduziu um modelo de 11,6 polegadas na jogada – ele já era um produto muito mais atraente.

Agora, com os novos modelos apresentados no mês passado, o MacBook Air tornou-se muito importante na linha de produtos da Apple. Esse é o notebook para o qual o novo sistema Lion foi desenvolvido.

Depois de vê-lo, você fica com a clara impressão de que é apenas uma questão de tempo antes que todos os notebooks da “maçã” fiquem parecidos com o Air. E com a adições dos processadores Intel Core i5 e Core i7 (o último sendo para modelos personalizados, os chamados built-to-order), e da tecnologia de conexão de alta velocidade Thunderbolt, a história do MacBook Air "de fazer vários sacrifícios para ser um notebook pequeno e leve" virou coisa do passado.

Se o MacBook Air é o futuro dos notebooks da Apple, então o futuro é agora.

Design: não mexa em time que está ganhando
O design dos novos Air é  igual ao dos modelos apresentados em outubro do ano passado: eles são feitos de alumínio na parte de fora e possuem telas brilhantes de LED backlit. E a  Apple foi esperta em não mexer nesse item.

O modelo de 11,6 polegadas (que pesa 1,08 quilo), em especial, é um equipamento fantástico – é o menor notebook da história da Apple, e mesmo assim é perfeitamente "utilizável", com um teclado full-size e  tela de 1366x768 pixels. O modelo de 13 polegadas (1,35 quilo), por outro lado, parece espaçoso em comparação, apesar de muito mais fino e leve do que o MacBook Pro de 13 polegadas, por exemplo.

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Novos modelos do Air mantiveram o design, mas ganharam poder de processamento

Pacote completo
Mas, com exceção do teclado iluminado, esses novos Air "brilham" realmente é na parte interna. Pela primeira vez, o MacBook Air pode oferecer velocidades presentes na maioria dos outros Macs do mercado. Isso acontece porque esses notebooks possuem as edições de voltagem ultra-baixa da última geração de processadores Core i5, da Intel, conhecidos entre os “nerds de chips” como a família Sandy Bridge.

Apesar de a velocidade de clock do processador do novo modelo de 13'' ser, na verdade, menor do que a da geração anterior (1,7 GHz contra 1,8 GHz), a família Core i5 é muito superior aos processadores Core 2 Duo encontrados nos modelos mais antigos. Os testes em nosso laboratório comprovam isso: em nove avaliações o novo MacBook Air foi 50% vez mais veloz o do que seu antecessor mais rápido. Já codificar um vídeo com o HandBrake foi um processo quase duas vezes mais veloz com o novo modelo de 13 polegadas.

O MacBook Air de 13 polegadas até que se saiu bem contra o MacBook Pro de 13” com Core i5. Nossos testes descobriram que o novo Air foi cerca de 40% vez mais rápido do que ele nos mesmos testes, sendo que muito disso foi causado pela maior velocidade do armazenamento em flash do Air contra o disco rígido físico mais lento do Pro.

Já no teste do HandBrake (mais focado em processadores), o Pro foi pouco superior ao Air. Combine suas capacidades de armazenamento e processamento, e parece seguro dizer que esses dois modelos são comparáveis.

As novidades do modelo de 11 polegadas são ainda mais brilhantes: o novo Air de 11", com um processador Core i5 de 1,6 GHz, foi 70% mais rápido do que o modelo anterior nos mesmos testes focados em armazenamento e no processador. No nosso teste de codificação com o HandBrake ele foi 2,4 vezes mais veloz. 

Uma maneira que os chips Core i5 encontram para serem mais rápidos que os anteriores Core 2 Duo, mesmo na mesma frequência, é o fato dos chips  Core i5 e i7 utilizarem dois truques espertos da Intel: Hyper-threading e Turbo Boost.

O primeiro significa que, apesar de esses processadores possuírem dois núcleos de processamento, eles aparecem para o sistema como se tivessem quatro. Isso permite que o chip rode de modo mais eficiente quando precisar realizar tarefas mais pesadas.

De muitas maneiras, o Turbo Boost produz o efeito contrário: quando apenas um núcleo está sendo usado, o chip pode fechar um núcleo e aumentar a velocidade de clock, permitindo que ele rode programas mais limitados a velocidades mais altas do que um chip mais antigo conseguiria.

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Com novidades, Air deixou de ser um computador "para poucos"

No entanto, há um aspecto em que esses novos Air representam uma regressão em relação aos modelos lançados no ano passado. A Apple fez com os MacBooks Air o que fez com o MacBook Pro de 13” este ano: substituiu a chip gráfico da geração anterior – uma Nvidia GeForce 320M – pelo sistema  integrado Intel HD Graphics 3000. Assim, o desempenho inferior na parte gráfica dos novos Air ficou evidente em todos os testes.

Quando avaliamos os novos Air usando nossos testes gráficos de eficiência comprovada – com o programa Cinebench e com o jogo Call of Duty – o desempenho foi ruim. As taxas de exibição de frames nos novos modelos foram entre 65% e 70% do que eram nos modelos do Air de 2010 (e o MacBook Pro de 13” com gráficos integrados alcançou resultados semelhantemente ruins.) Quando questionada sobre isso, a Apple sugeriu que games mais novos seriam otimizados para esse sistema relativamente novo.

Por isso, resolvemos fazer uma nova rodada de testes, dessa vez com o game Portal 2, da Valve, que foi lançado em abril deste ano. E os resultados foram muito melhores mesmo: os novos Air conseguiram reproduzir as taxas de frames com a velocidade um pouco superior a dos modelos anteriores.

Ou seja, apesar de o desempenho gráfico ser melhor em games recentes, os aplicativos de uso intensivo de gráficos que não foram atualizados para os novos sistemas gráficos do Air serão lentos.

Baterias e aquecimento
A Apple afirma que esses MacBooks Air possuem praticamente a mesma duração de bateria dos modelos anteriores. A companhia alega que o modelo de 11 polegadas dura 5 horas de hora uso por meio de seu pacote de testes “wireless web”. Já o modelo de 13” polegadas teria 7 horas de autonomia, segundo a companhia.

Os testes de bateria do Macworld Lab mostraram cerca de três horas e meia para o modelo de 11” e cinco horas e meia para o modelo de 13 polegadas. Esses números representam melhorias em relação a duração de bateria dos modelos anteriores do Air (e a velocidade maior do processador Core i7 do modelo built-to-order também não teve um grande impacto na duração da bateria).

 

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Nosso teste de bateria reproduz um filme no modo tela
cheia com brilho no máximo, conectado a uma rede Wi-Fi, com o teclado
iluminado aceso, e o volume no 2

 

 

Duas das dúvidas mais frequentes que recebemos de pessoas interessadas em comprar o Air são relacionadas ao aquecimento e ao barulho do cooler do produto. Parece que o MacBook Air original, que tinha alguns sérios problemas de aquecimento, teve mais impacto na mente dos compradores de Mac do que imaginávamos.

De qualquer forma, podemos dizer que quando esses sistemas são acionados e trabalham muito – como ao codificar um vídeo – eles esquentam. A parte inferior do case estava quente mas não era nada exagerado. Mas na maior parte do tempo eles não trabalham tanto, e o aquecimento não é um problema.

Quando os processadores são acionados, os ventiladores também. E eles não são silenciosos, ao menos não quando estão rodando com força total. Novamente, na maioria dos casos, esses notebooks ficaram frios e silenciosos – mas se você decidir que quer rodar o Final Cut Pro X e exportar um filme em HD para o iTunes, terá barulho e aquecimento com certeza.

Isolado, nunca mais
Quando o MacBook Air foi lançado, tinha apenas uma única conexão com o mundo exterior: uma porta USB 2.0 – o que exigia que os usuários tivessem hubs USB para poder conectar Etherned, HD externo e outros acessórios ao Air. A repaginação do Air no ano passado adicionou uma segunda porta USB, o que ajudou, mas o aparelho continuava terrivelmente limitado em comparação a qualquer outro Mac do mercado.

A adição da entrada Thunderbolt muda tudo. Sim, é compatível: você ainda pode ligar qualquer cabo Mini Display Port e o notebook vai exibir numa boa vídeos em uma tela externa.

Mas o Thunderbolt é muito mais do que isso. É uma conexão de tecnologia muito superior não apenas ao USB, mas também ao FireWire e ao eSATA. Transferências rápidas de disco rígido, Gigabit Ethernet, compatibilidade com FireWire – todos esses recursos agora estão a apenas um adaptador Thunderbolt de distância de estarem disponíveis para os usuários do MacBook Air. A limitação é o fato de que o Thunderbolt é uma tecnologia ainda em seu início, por isso ainda não há muitos produtos que tiram proveito desse poder.

MacBook Air de 13 polegadas - nosso veredicto

Se você é alguém que precisa de maior espaço possível em uma tela de notebook, a linha Air não é para você (pleo menos por enquanto –  é inevitável que a Apple lance um notebook de 15” com muitas das características do Air, em um futuro próximo). Mas se você consegue viver com uma tela de 13 polegadas, então o Air pode ser uma escolha melhor do que o MacBook Pro.

Sempre há exceções. Se você precisa de um drive óptico e não tem acesso a outro Mac com essa função, você pode não querer comprar um Air e  ter de pagar a mais por um drive externo. E se você precisa absolutamente pagar a menor quantia possível por um notebook de 13” da Apple, pode economizar cerca de 200 reais com o modelo mais básico do MacBook Pro de 13”. Já o Pro de 13” e processador Core i7 (5 mil reais) é mais rápido do que o Air de 13”, tendo mais espaço de armazenamento e sendo mais indicado para gamers por seus gráficos.

Mas a Apple construiu o MacBook Air para pessoas que já “superaram” o velho drive de disco, que não precisam de mais poder de processamento do que um processador Intel Core i5 pode fornecer, e que não precisa que grandes quantidades de espaço em disco (ou que pelo menos não precisem carregá-las junto delas. Essas pessoas querem um notebook pequeno e leve, exatamente o que o MacBook Air fornece aos seus usuários.

MacBook Air de 11 polegadas - nosso veredicto
Agora vamos falar do MacBook Air de 11 polegadas. Ele é surpreendentemente pequeno, quase como um iPad. Ele faz o modelo de 13 polegadas do Air parecer muito grande e pesado, e os MacBook Pros como se fossem âncoras de navios.

Mas apesar de o Air de 11” ser pequeno e leve, ele não parece apertado. Parte disso é em razão de sua tela de alta resolução, que traz muitos pixels em seu compacto painel. Acione o Mission Control e o modo de tela cheia do Lion, que são desenvolvidos para ajudar a maximizar a produtividade em telas maiores, e até mesmo esse Mac minúsculo é capaz de permitir grandes quantidades de produtividade.

Mas o Air de 11” é mais lento do que outros notebooks da Apple? Claro. Mas ele também é mais barato. E seu processador Core i5 deixa-o rápido o suficiente para quase qualquer usuário padrão.

Se você está usando a web, escrevendo e-mails, reportagens ou livros, e outras tarefas relativamente leves, o Air é bastante rápido. Ele foi rápido até para construir gráficos web no Photoshop.

Agora, se você está planejando usá-lo para editar faixas de áudio ou projetos complexos de vídeo, estará forçando seus limites. Mas a maioria das pessoas não vai tentar usar um notebook de 11 polegadas para tais tarefas, certo?

Conselho de compra da Macworld
O MacBook Air nunca foi um notebook para todos. Ele começou como um aparelho de nicho para uma pequena parcela da população, mas nos anos seguintes houve uma mudança no mercado.

Agora,  a maioria das pessoas querendo comprar um notebook da Apple deve considerar seriamente o MacBook Air. Claro, há alguns usuários para os quais ele não é a escolha adequada – mas suspeitamos que elas são cada vez mais a exceção, não a regra.

Com pouco menos de 1,3 quilo, o MacBook Air de 13 polegadas provavelmente vai acertar o alvo para usuários acostumados com telas de computadores maiores. Mas pelo seu custo, o modelo de 11 polegadas é o verdadeiro vencedor aqui. Por 2.999 reais, ele agora é o notebook mais barato da Apple no mercado (depois de a companhia ter descontinuado o MacBook “branquinho”). Ele quase certamente será o notebook de escolha para os estudantes, e eles vão adorar seu tamanho e peso mais do que reduzidos.

Então faça o upgrade para um processador Core i7 com 4 GB de RAM e um HD de 256GB, conecte-o a uma tela externa e periféricos pela sua entrada Thunderbolt, e você tem um sistema pequeno com uma quantidade incrível de poder.

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