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VirtualBox: software gratuito cria máquinas virtuais no Mac
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VirtualBox: software gratuito cria máquinas virtuais no Mac

Solução de virtualização em Macs criada pela Sun Microsystems funciona bem, mas traz menos recursos que seus concorrentes pagos VMWare Fusion 2 e Parallels Desktop 4.

Rob Griffiths, Macworld/EUA

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Foto:

Quem precisa rodar Windows (e outros sistemas operacionais) no Mac já conhece o Parallels Desktop e o VMware Fusion 2, as duas principais soluções de virtualização no Mac OS X. O VirtualBox, da Sun Microsystems, é uma terceira opção que, diferente dos concorrentes, é totalmente gratuita. Então, como uma ferramenta de virtualização gratuita se posiciona frente aos programas pagos? A resposta depende do que você procura na solução de virtualização.

Se você precisa usar a partição do Boot Camp como máquina virtual Windows ou rodar games com DirectX dentro dela, precisa optar pelo Parallels ou pelo Fusion – o VirtualBox não é compatível com esses recursos. Além disso, na versão 2.0.4, o VirtualBox não roda (no Mac) sistemas operacionais de 64 bits nem permite usar mais de uma CPU virtual.

Se suas necessidades não incluem os requisitos acima, o VirtualBox é muito bom (embora um tanto limitado em recursos). As máquinas virtuais criadas com ele funcionara bem e com desempenho bom, que é o que a maioria das pessoas precisa em uma solução de virtualização.

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Windows XP roda bem no VirtualBox, mas não funciona pra games com DirectX

Criando a máquina virtual
A biblioteca das máquinas virtuais (VMs) no VirtualBox, usada para gerenciar suas VMs, é funcional, mas tem um visual confuso e com ícones que parecem fora de lugar. Configurar uma nova VM é mais complexo que no Parallels ou no Fusion, com mais telas para completar o trabalho.

Se você está criando uma máquina virtual com Windows, precisa fazer algumas alterações manuais para fazer funcionar direito – um exemplo é que, por padrão, som e USB estão desabilitados. É preciso ir ao painel de configurações da VM para deixar tudo funcionando. Uma configuração única do VirtualBox é a capacidade de usar emulação SATA para conexão do disco rígido. O emulador SATA, ao contrário do IDE, irá fornecer melhor desempenho com menor uso de CPU, mas apenas em sistemas operacionais (Vista, XP SP2 com drives adicionais) que sejam compatíveis.

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Gerenciador de máquinas virtuais no VirtualBox

Depois de criar a máquina virtual, o próximo passo é instalar o sistema operacional nela. Tanto o Parallels quanto o Fusion têm um modo de instalação rápido para Windows que faz tudo automaticamente – não o VirtualBox. Isso significa que você precisa ficar por perto e responder aos diversos pedidos do Windows durante o processo. Felizmente, instalar o sistema é algo que precisa ser feito apenas uma vez, e não é um grande problema. Instalei o Windows XP Pro com SP3, Ubuntu 9.04 e Fedora Core 9 sem nenhuma dificuldade. O VirtualBox é compatível com 35 distintos sistemas operacionais, incluindo Windows Server 2003 e 2008, além de vários sabores de Linux.

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Usando as máquinas virtuais
Ao rodar o pacote Microsoft Office em uma máquina virtual com Windows XP Pro SP3, a velocidade do VirtualBox foi boa, com documentos e planilhas e abrindo rápido, permitindo navegação veloz entre eles (embora um pouco mais lento que no Parallels ou Fusion). No Ubuntu e no Fedora, o OpenOffice também funcionou bem.

Para forçar mais o teste, reproduzi diversos vídeos em alta resolução (720p) em formato Windows Media na VM Windows. Esses vídeos rodaram bem no Mac Pro de 2,66 GHz, sem distorção visual e um pouco de ondulação na imagem em tela cheia. Entretanto, os vídeos forçaram o uso de CPU, chegando a 100% da máquina virtual na maior parte do tempo. O Fusion 2, em comparação, reproduziu os mesmos vídeos sem problema e com menos uso de CPU. O desempenho foi o mesmo em um MacBook 2,6 GHz (modelo antigo).

Como no Parallels e no Fusion, o VirtualBox inclui diversas extensões (para Windows e Linux) que aprimoram o desempenho de vídeo e do mouse com a VM. Quando instaladas, o cursor do mouse se move sem problemas entre o Windows e o Mac OS X, e dá para redimensionar o desktop da máquina virtual ao arrastar os cantos. Redimensionar a janela, porém, foi um processo lento nas duas máquinas de teste.

Também consegui usar impressoras de rede no Windows XP Pro sem problemas, embora imprimir em um modelo USB é mais trabalhoso – é preciso desconectar e conectar novamente o cabo depois de abrir a máquina virtual com Windows (isso faz com que a VM reconheça a impressora).

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Fedora 9 rodando dentro do VirtualBox, com GIMP, dicionário e gerenciador de imagens F-Spot abertos.

Fiquei impressionado com as capacidades de snapshot (backup) do VirtualBox. Embora ele não tenha os backups automatizados do Fusion 2 e do Parallels 4, você pode criar snapshots múltiplos, que ocupam muito pouco expõem disco: uma captura da máquina virtual de 10 GB com Windows Pro ocupou apenas 120 MB de espaço em disco. Durante os testes, entretanto, não foi preciso usar os backups, já que tive apenas uma falha em máquina virtual (o Fedora Core 9 travou rodando o editor de imagens GIMP), que não causou falhas permanentes na VM.

O que falta
Se para rodar Office e realizar tarefas cotidianas o VirtualBox é uma boa opção, ele se difere em uma coisa em relação aos concorrentes pagos: os recursos adicionais, que fazem toda a diferença para rodar máquinas virtuais de maneira ainda mais fácil.

O VirtualBox oferece o modo Seamless, muito parecido com o Unity (no Fusion) ou o Coherence (no Parallels), que permite esconder a área de trabalho da máquina virtual e deixa as demais janelas abertas no ambiente do Mac OS X. Só que, diferente dos demais, o Seamless agrupa as janelas em “camadas”. Se você entra no modo Seamless com o Internet Explorer e o Outlook abertos, por exemplo, ao clicar em um deles as duas janelas virão à frente. Igualmente, não dá para minimizar uma janela do Windows (ou Linux) para o dock do Mac OS X, e o Seamless não funciona com múltiplos monitores (mesmo em tela cheia).

Também não dá para arrastar e soltar arquivos ou pastas de uma máquina virtual para o Mac OS X, nem abrir aplicativos virtualizados a partir do OS X (ou vice-versa). É possível configurar pastas compartilhadas, mas é menos intuitivo que no Fusion ou Parallels. E, finalmente, o VirtualBox não mapeia automaticamente seus atalhos de teclado (para copiar, é preciso usar Control-C e não Command-C).

Recomendação de compra da Macworld

Se suas necessidades de virtualização não incluem desempenho superior, compatibilidade com Direta, sistemas operacionais de 64 bits ou suporte a múltiplas CPUs, o VirtualBox é uma alternativa viável ao Fusion e ao Parallels.

Você irá passar mais tempo configurando o sistema, e sentirá falta de alguns recursos presentes nos competidores pagos. Uma vez que tudo está funcionando, as máquinas virtuais do VirtualBox têm bom desempenho, e são mais que capazes de lidar com a rotina do dia-a-dia no Windows e no Linux.

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