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ZTE Skate é um “gigante gentil”
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ZTE Skate é um “gigante gentil”

Equipado com uma imensa tela de 4.3", este smartphone Android não irá bater nenhum recorde de desempenho, mas não desaponta nas tarefas do dia-a-dia e tem preço acessível.

Rafael Rigues, PCWorld Brasil

Foto:

Os smartphones estão ganhando cada vez mais espaço como plataformas para consumo de conteúdo: acesso à web, fotos, vídeos e jogos. E para isso uma boa tela, grande e nítida, é tão ou mais importante quando um processador super-poderoso. Afinal, de nada adianta poder tocar vídeo em HD se você precisa de uma lupa para enxergar os atores em uma telinha de 2.8 polegadas.

E é justamente a tela - de 4.3 polegadas, para ser exato - o principal destaque do ZTE Skate, também conhecido como V960. Lançado no Brasil durante a edição 2011 da feira de telecomunicações Futurecom, o aparelho já está nas lojas, inicialmente com exclusividade na operadora Vivo.

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ZTE Skate: tela de 4.3" e preço acessível

Este “gigante” é modesto: seu processador não irá bater nenhum recorde de desempenho, mas encara as tarefas do dia-a-dia, e até mesmo alguns jogos, sem reclamar. A câmera é mediana, mas cumpre seu trabalho. O sistema operacional é atual e praticamente “limpo”, sem customizações que geralmente mais incomodam do que ajudam o usuário. E o mais importante: você não precisará vender um rim se quiser levá-lo para casa.

Hardware

A tela do Skate é idêntica, em tamanho e resolução (480 x 800 pixels), às usadas no Samsung Galaxy S II ou LG Optimus 3D. A tecnologia, entretanto, é diferente: enquanto o Galaxy S II tem uma tela Super AMOLED Plus, a ZTE optou por um painel LCD convencional. Como resultado as cores não são tão saturadas, nem o contraste tão intenso, quando no aparelho da Samsung.

Ainda assim ela agrada e tem um bom ângulo de visão, o que é importante na hora de assistir filmes ou clipes do YouTube. Não há nada pior do que perder uma cena porque o ângulo da tela fez a imagem ficar escura demais ou com as cores distorcidas, o que não acontece no Skate. Só há um problema: a visibilidade sob a luz do sol, mesmo com o brilho máximo, é péssima. Mal dá para distinguir o que está sendo mostrado.

A tela dita as medidas do restante do aparelho. São aproximadamente 12,6 x 6,8 x 1 cm, com peso de 120 gramas, muito próximas do Galaxy S II: as maiores diferenças são a espessura, 2 mm maior, e 4 gramas a mais no peso. Na frente ficam três botões plásticos com ações padrão no Android: Home, Menu e Back.

Eles funcionam bem, mas tiram um pouco do “charme” do aparelho, que teria um ar mais sofisticado se eles fossem capacitivos (sensíveis ao toque) como no Galaxy S, Optimus Black, Motorola Atrix e tantos outros aparelhos. Uma curiosidade: há um LED indicador sob o botão Back, que pisca em várias cores dependendo da situação. Se você estiver em um local sem sinal, por exemplo, ele pisca em vermelho. Se o aparelho estiver conectado ao PC, ele acende em laranja.

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Câmera traseira: 5.0 MP com flash

A câmera na traseira do aparelho tem um sensor de 5 MP, autofoco e flash integrado. Não há câmera frontal. A bateria tem capacidade de 1400 mAh, o que parece pouco para uma tela tão grande. Debaixo da tampa traseira, ao lado do slot para o SIM Card, fica um slot para um cartão microSD. O Skate aceita cartões de até 32 GB, e vem acompanhado por um cartão de 2 GB. O coração do aparelho é um processador Qualcomm (MSM7227) de 800 MHz, acompanhado por 512 MB de RAM.

Software

Não há muito o que dizer aqui. O Skate usa o sistema operacional Android 2.3.4 (Gingerbread), que vem praticamente “limpo”: não há temas ou interfaces customizadas (como o Sense da HTC, TouchWiz da Samsung ou Blur da Motorola) e, fora alguns aplicativos da Vivo, um cliente do Windows Live e o Docs to Go (para visualização de arquivos do MS Office) praticamente não há aplicativos pré-instalados.

Multimídia

A câmera faz fotos medianas. Elas são boas sob a luz do sol, mas ganham uma aparência “fria” sob a sombra e tendem a ter bastante ruído à noite. Ou seja, é como quase qualquer outra câmera de smartphone nesta categoria.

O flash é mais eficiente a um metro de distância do objeto fotografado. Mais do que isso e ele não fará muita diferença, menos do que isso e a imagem vai ficar lavada. Mesmo na distância correta, ele tem uma tendência a “azular” a imagem. 

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Amostra de foto diurna feita com o ZTE Skate. Clique para ampliar

Na hora de filmar o Skate é capaz de gravar em resolução VGA (640 x 480 pixles), mas a apenas 15 quadros por segundo, o que prejudica os movimentos na imagem. É suficiente para registrar uma cena do dia-a-dia, mas você não vai querer gravar o batizado de sua filha com ele. Mesmo porque há uma limitação de 30 minutos por vídeo.

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Amostra de foto noturna sem flash feita com o ZTE Skate. Clique para ampliar

Como já disse, a tela grande é boa para reprodução de vídeos, mas o player que vem com o aparelho teve problemas para tocar a maioria dos formatos populares (MOV, MKV, AVI) que testamos. Uma solução é converter os vídeos para a resolução nativa (480 x 800 pixels) em MP4 usando um software como o Badaboom (use o perfil “Samsung Galaxy S”) ou equivalente. 

Desempenho

Nos benchmarks sintéticos o Skate teve o menor desempenho entre os aparelhos que testamos recentemente. Foram 1307 pontos no AnTuTu, nosso novo benchmark padrão, o que é uma pontuação menor que a de aparelhos com o Motorola Spice Key.

Mas o que importa é que ele tem poder de processamento suficiente para as tarefas do dia-a-dia: navegar na web, enviar e receber e-mails, ouvir música, compartilhar fotos em redes sociais e visualizar documentos.

Na hora da diversão os resultados foram mistos. Não tive muitos problemas para rodar jogos 2D como Angry Birds Rio e Cut the Rope (com uma ou outra engasgadinha ocasional), nem para emular consoles antigos como o Megadrive usando o MD.EMU.

Mas quando vi o aparelho sofrer para rodar Fruit Ninja, achei que a GPU não tinha força suficiente para jogos em 3D. Então imaginem minha surpresa ao rodar Need for Speed: Shift, um jogo com gráficos 3D muito mais sofisticados que Fruit Ninja, e ver ele funcionar perfeitamente.

A única explicação que consigo imaginar é que Fruit Ninja exige muito mais da CPU, para a simulação da física de todas aquelas frutas caindo e sendo despedaçadas, do que da GPU para os gráficos, e a CPU é o gargalo. 

De qualquer forma o ZTE Skate não é um smartphone para gamers. Mas se você quer apenas uma diversão casual, não vai morrer de tédio na fila do banco.

Bateria

Para fazer o teste de bateria coloquei o brilho da tela no automático, deixei o GPS ligado, Bluetooth desligado e usei o aparelho no dia-a-dia: naveguei por cerca de 1 hora e meia usando uma conexão 3G, assisti 1 hora de vídeo, joguei 30 minutos de Angry Brids: Rio, fiz uma dúzia de fotos, gravei dois vídeos curtos (1 minuto cada),  fiz duas chamadas curtas e enviei algumas mensagens SMS. No restante do tempo o aparelho ficou em stand-by sobre a mesa.

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Bateria de 1400 mAh tem fôlego para cerca de 12 horas de uso

Nesse perfil de uso recebi o primeiro alerta de bateria baixa (aos 17%) depois de 10 horas e 20 minutos longe da tomada, com uma autonomia total estimada em cerca de 12 horas e 30 minutos de uso. Os maiores vilões no consumo de bateria foram a navegação via 3G (20% da bateria) e a reprodução de vídeo (17%). Se você usa intensamente qualquer um destes recursos, terá de recarregar a bateria após 5 ou 6 horas.

Fiquei surpreso ao ver o quanto o Skate é “econômico” em stand-by. Durante um período de 15 horas em stand-by numa noite ele consumiu apenas 3% de bateria.

Veredito

O ZTE Skate pode não ser o smartphone mais poderoso do mercado, mas sua tela grande e baixo custo (R$ 329 na operadora Vivo com um plano Vivo 100, R$ 849 no pré-pago) o tornam uma boa escolha para quem quer um smartphone Android sem gastar muito e não se sente confortável com a tela pequena de aparelhos como o LG Optimus Me ou o Motorola Spice Key.

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