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Richard Stallman acusa versão mais recente do Ubuntu de conter spyware

Em longo artigo publicado no site da FSF, o ativista e guru de software livre reclama da presença de um painel de publicidade nos resultados de pesquisa do Ubuntu

Jon Gold, Network World/EUA

07/12/2012 às 18h48

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O ativista e guru de software livre Richard Stallman acusou o Ubuntu de incluir o que ele chamou de spyware em novas versões do popular sistema operacional de código aberto, e pediu que usuários evitassem a distribuição.

Em um longo artigo publicado no site da Free Software Foundation, Stallman denuncia a presença de um painel de publicidade nos resultados de pesquisa do Ubuntu, que, segundo ele, é uma maneira de coletar informações pessoais dos usuários. O painel Amazon, ativado por padrão, fornece uma categoria separada dos resultados de buscas, que são fornecidos pela gigante de varejo online para usuários que fazem buscas gerais a partir do desktop do Ubuntu.

"A Canonical diz que não conta à Amazon quem procurou o quê. De qualquer forma, é tão ruim para ela coletar suas informações pessoais como teria sido para a Amazon coletá-los", Stallman escreve. Embora o fundador da Canonical, Mark Shuttleworth, tenha rejeitado as preocupações como "FUD", Stallman argumenta que a integração com a Amazon é uma ameaça real à privacidade do usuário, e induz "os líderes de opiniões comunitárias" a não cair no argumento de que o recurso pode simplesmente ser desativado.

"Mesmo se fosse desativado por padrão, o recurso ainda seria perigoso: 'opte por ativar de uma vez por todas' para uma prática arriscada, onde os riscos variam de acordo com os detalhes, convidam os mais descuidados. Para proteger a privacidade dos usuários, os sistemas devem fazer da prudência algo fácil: quando um programa de pesquisa local tem um recurso de pesquisa de rede, deveria ser do usuário a escolha de pesquisar explicitamente na rede a cada vez ", ele escreve.

Mesmo antes de o recurso da Amazon ser aplicado, a FSF não endossa o uso do Ubuntu, dizendo que o uso de software “não livre” e restrições de direitos significa que ele não está em conformidade com diretrizes rígidas da organização. O site oficial da fundação descreve a ligação de publicidade da Amazon como "um recurso malicioso."

Stallman - que fundou a FSF em 1985 - diz que a Canonical agora enfrenta a perspectiva de adeptos do software livre se movimentando em massa para longe do Ubuntu e seu projeto com a Amazon. "A maioria dos desenvolvedores de software livre iria abandonar esse plano, dada a perspectiva de uma mudança em massa para a versão corrigida de alguém", escreve ele.

A parceria da Canonical com a Amazon já deixou uma grande quantidade de membros da comunidade software livre /open-source enfurecida, que se opuseram fortemente à ideia de que suas consultas de pesquisa poderiam ser compartilhadas com a varejista online.

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