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Robôs já poderão substituir humanos no espaço sideral em uma década

Antes do ano de 2020, cientistas esperam lançar robôs espaciais inteligentes que saberão explorar o espaço no lugar dos humanos.

ComputerWorld/EUA

01/08/2008 às 12h47

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robo_marte_88.jpgPesquisadores estão trabalhando na criação de naves espaciais autônomas que serão capazes de analisar dados sobre pontos interessantes por onde passarem e tomar decisões rápidas sobre o que é necessário investigar, de acordo com Wolfgang Fink, um físico e pesquisador sênior do Instituto Tecnológico da Califórnia.

“A exploração robótica virá sempre antes da exploração humana do espaço. Nós ainda não desembarcamos em Marte, mas temos um robô lá agora. É muito mais fácil enviar robôs exploradores. Quando se puder levar humanos, isso será muito estimulante”, disse Fink.

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A NASA e o Jet Propulsion Laboratory estão usando braços robóticos à bordo do Mars Lander que tem trabalhado no pólo norte de Marte há mais de um mês e meio. Programadores enviam diariamente códigos de instruções para o equipamento, dizendo a ele para escavar valas no solo ou levantar placas de gelo e depositar ferramentas de análise.

Fink disse que esse é um ótimo começo, mas está olhando adiante, para o dia em que os robôs poderão tomar ao menos algumas decisões por eles mesmos.

“Os braços são as ferramentas, mas estamos falando sobre a iniciativa de mover os braços. É isso que faremos depois: fazer o robô saber que alguma coisa é interessante e onde ele precisa ir para conseguir uma amostra. Em outras palavras, você quer se livrar do 'joystick'. Você quer que o sistema controle por si só e então use basicamente suas próprias ferramentas para explorar”, acrescentou.
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O físico disse que prevê um tempo no qual humanos enviarão sondas inteligentes para exploração bem distantes no universo, sem ter de enviar pessoas em longas, perigosas e dolorosas missões espaciais.

“Nos antigos filmes da série Star Wars, especialmente em 'O Império Contra-Ataca', o império estava enviando sondas e robôs flutuantes. Aqueles eram exploradores robóticos ideais porque flutuavam sobre os planetas e tinham sensores e capacidade de comunicação. Uma vez que você se aventurar em outros planetas, vai precisar de algo capaz de operar por si próprio. Você não pode monitorar e supervisar cada passo. Você quer implantar algo que, sozinho, inicie um reconhecimento de área e envie os dados de volta.”

O que tornará inteligente a nave ou robô espacial será sua habilidade de reconhecer algo interessante - como uma cratera, um planeta ou um asteróide - e então decidir ir investigá-lo. Considerando que são máquinas de habilidade complexa, não será uma tarefa fácil, mas cientistas da CalTech já começaram a trabalhar nele.

De acordo com Fink, a CalTech está trabalhando com cientistas da Universidade do Arizona para desenvolver softwares que usam imagens de câmeras para capacitar máquinas a distinguir cores, formas, texturas e obstáculos. Com a habilidade para escolher esses recursos, o software pode começar a calcular o que é normal.

Os pesquisadores também estão trabalhando numa 'lista de desejos' para a nave espacial. A lista incluiria coisas que a NASA e os cientistas das universidades gostariam que o robô investigasse. “É muito difícil ensinar uma nave espacial. Quando um geólogo vai a campo, ele pode lhe dizer se viu uma coisa que solta faíscas e o interessa. Baseado nesse interesse, ele inicia uma pesquisa mais avançada. Mas o problema é se for encontrado algo que os cientistas não tinham previsto. Você corre o risco de não detectá-lo. Nós iremos equipar a nave com uma lista de desejos e uma base de dados, junto com a habilidade de perceber e assinalar algo anormal”, disse Fink.
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O físico da CalTech conta que a NASA demonstrou interesse em seu trabalho. E isso faz sentido, pois a NASA planeja uma missão para Titã, a maior lua de Saturno, por volta de 2017. Fink explicou que seria mais plausível lançar um veículo como um balão que flutuasse acima da superfície da lua e mandasse suas conclusões à Terra.

“É necessário mais de uma hora para enviar comunicações 'de lá para cá' por uma sonda espacial em Saturno ou Titã”, disse o especialista. “Isso não é um problema tão grande se você está lidando com uma Lander, que é imóvel, ou com uma Rover que se movimenta lentamente. Mas se torna um problema significantivo se você implantar um balão ou nave espacial em Titã. Se há uma montanha ou colina, ele precisa tomar uma decisão rápida e certa para desviar.”

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